
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Expectativas

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Marry The Night
terça-feira, 29 de novembro de 2011
I Am
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Ondulações

É a sensação estranha de estar flutuando acima das pessoas, vendo as coisas acontecerem, nós se apertarem e laços complicados se desenrolarem, engrenagens dando voltas e voltas num ciclo sem fim, tudo me afetando e ao mesmo tempo não tendo importância alguma, embora eu saiba que mais cedo ou mais tarde isso causará um desastre.
Pessoas, elas são estranhas. Talvez por elas terem uma coisa que eu não tenha: elas fazem sentido, suas existências fazem sentido. O seres humanos e a sua existência... Uma existência é como uma pedra atirada num lago, ela causa ondas, ela causa ondulações na superfície, e a minha existência não parece causar esse tipo de comportamento na vida. As coisas fazem sentido para as pessoas, mas para mim nada faz sentido, tudo está errado o tempo inteiro, e isso me deixa louco.
Talvez seja isso. Talvez eu seja louco.
domingo, 6 de novembro de 2011
Deer Desire

domingo, 23 de outubro de 2011
Valquíria

No primórdio dos tempos, as Valquírias foram adoradas com sacrifícios (geralmente animais), mas hoje elas possuem uma conotação mais benigna e foram trazidas para nossa vida atual. De Deusas da Guerra, passaram a representar o lado escuro de nossas mentes e corações.
Em cada um de nós há um herói, à deriva entre as correntes de ambivalência que se cruzam. Em cada um de nós há o arquétipo do herói, com a capacidade de fazer frente as desafios da vida. E, a única medida pela qual poderemos ser julgados quando tudo terminar, é pelo que nos tornamos diante de todas as forças que tentaram nos deter. As histórias de heróis podem nos guiar, mas cabe a cada um responder ao seu próprio chamado, individualizando-se.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Dez Passos Para Dominar o Mundo

1 - Feche os ouvidos para as coisas ruins, mas deixe os olhos bem abertos: você nunca vai saber quando alguém precisará da sua ajuda.
2 - Tenha sempre uma horda de amigos fieis, que farão tudo por você custe o que custar, mas não se esqueça de fazer tudo por eles!
3 - Sorria sempre, mesmo que seu coração esteja sangrando.
4 - Seja sempre você mesmo, não importa as circustâncias. Mesmo que cortem seus cabelos, roubem suas roupas e tirem seus sapatos, não se esqueça de quem você é.
5 - Faça sempre o que o seu coração mandar, mesmo que tudo dê errado no final: você só aprende errando.
6 - Nunca deixe de dar a sua opinião quando solicitada: pessoas poderosas têm sempre algo de interessante a dizer.
7 - Seja sincero, mesmo que a verdade doa. Você deve basear-se nela diariamente, somente revendo erros podemos mudar o futuro.
8 - Leia muito, de tudo um pouco, e absorva tudo de novo que o dia lhe ensinou.
9 - Não se esqueça de deitar na grama e respirar fundo pelo menos uma vez por dia.
10 - Nunca se esqueça de encher o tanque de combustível do seu foguete no final do dia: a lua nunca está tão longe quanto parece!
~
Antonio Fernandes
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Entorpecida

Uma mente obcecada como um peixe dourado
Preso na minha placa de Petri
Eu não consigo respirar nem sorrir
É melhor que valha a pena por enquanto
Eu me sinto entorpecida na maior parte do tempo
Quanto mais eu desço, mais eu deverei subir
E vou querer saber porque
Escureço apenas para poder brilhar
Olhando para a luz dourada
Oh, é um sacrifício justo, que orgulho
Renuncie a família, renuncie aos amigos
Isso acaba do mesmo jeito que começou
Eu posso me abrir e chorar
Porque fiquei quieta durante toda a minha vida
Eu me sinto entorpecida na maior parte do tempo
Quanto mais eu desço, mais eu deverei subir
E vou querer saber porque
Escureço apenas para poder brilhar
Olhando para a luz dourada
Oh, é um sacrifício justo, que orgulho
Oh, eu escureço oh e estou no inferno
Preciso de um amigo, oh mas não posso gritar
Sim, não sou boa, não sou boa para ninguém
Porque tudo o que me importa é estar no topo
Brilhe, olhando para a luz dourada
É um sacrifício justo
Brilhe, olhando para a luz dourada
Oh, é um sacrifício justo
Eu me sinto entorpecida na maior parte do tempo
Quanto mais eu desço, mais eu deverei subir
E vou querer saber porque
Fiquei tão sombria apenas para poder brilhar
E eu ilumino o céu
As estrelas que brilham mais
Caem muito depressa e passam por você
E riscam como isqueiros vazios
Eu me sinto entorpecida na maior parte do tempo
Quanto mais eu desço, mais eu deverei subir
E vou querer saber porque
Escureço apenas para poder brilhar
E eu ilumino o céu
As estrelas que brilham mais
Caem muito depressa e passam por você
E brilham como isqueiros vazios
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Divagações de Entressafra 3
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Divagações de Entressafra 2

segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Divagações de Entressafra

"eu queria ser sensual, sexy, provocante, instigante, intrigante mas tudo o que eu consigo é ser engraçado."
Louie Mimieux
domingo, 7 de agosto de 2011
Fica a Dica
Hoje em dia, você que é conservador pode considerar os homossexuais como doentes, abomináveis ou transgressores dos bons costumes, até mesmo satânicos. Mas não se esqueça de que na idade média, pessoas canhotas, mulheres solteiras, deficientes físicos e negros estavam na mesma situação perante a sociedade. Está na hora de revermos nossos conceitos e darmos um passo a frente na história da humanidade. Que tal pregar o amor independente e incondicional?
FICA A DICA
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Meu Melhor Amigo Sou Eu!
Faz um bom tempo de minha vida em que tomei esta belíssima citação de Audrey Hepburn como filosofia de vida, mas não vinha colocando em prática, faltava segui-la com mais fidelidade e executá-la no dia a dia. A partir do momento em que você se torna uma pessoa doce e de boa convivência, as outras pessoas passarão a vê-lo com outros olhos e serão doces para com você também. E aquela velha história de que "pessoas doces só atraem formigas"? Pura mentira. Pessoas doces atraem compreensão, compaixão, sinceridade, companheirismo e acima de tudo, amizades verdadeiras.
Vou confessar a vocês que, na primeira vez em que li essa citação derramei algumas lágrimas, e prometi à mim que seria uma boa pessoa, que faria de tudo para ser alguém realmente bom para o mundo e para as outras pessoas, mesmo se elas fossem cruéis e mesquinhas para comigo. Bem, isso tudo foi por água abaixo no final do ano passado, quando eclodiu a quarta guerra mundial dentro da sala de aula Esquisitões Vs. Sapatões, e eu me tornei tudo o que eu prometi não ser após ler a citação da Audrey. Recentemente, eu venho sofrendo internamente por vários motivos, como já discuti e analisei em posts anteriores, e eu estava completamente perdido no meio de todos esses sentimentos ruins, até bater de frente com a mesma citação, revirando as páginas da internet pela madrugada alheia.
E então eu relembrei da minha promessa. E lembrei que não importava o quão cruel as pessoas estivessem sendo comigo, eu continuaria sendo uma pessoa doce e me esforçaria para fazê-las sentir-se bem. É o que me faz feliz no final do dia, saber que não fui mal educado com ninguém e fui o mesmo de sempre, sem deixar cair o sorriso do rosto nem uma única vez, sem nunca deixar de dizer coisas boas para ouvir coisas boas de volta, sem desviar dos meus princípios. Saber que tratei todos bem e com igualdade é o que me faz feliz. E se as pessoas não correspondem ao meu carinho e à minha compreensão, de que isso importa? Oras, o que importa é que você está fazendo a sua parte, não é mesmo? Que você está sendo realmente uma boa pessoa!
"Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço", acho que de todas as frases da citação, essa é a que me chama mais atenção. Fala sobre ser auto-suficiente, sobre fazer-se feliz, sobre manter a sua cabeça sempre erguida e ajudar a si mesmo, a ser o seu próprio porto seguro, e eu estava precisando MUITO botá-la em prática ultimamente, quando tenho me sentido tão só e pouco amado, me sentido como uma folha ao vento sem um porto seguro, sem amigos.
Oras, o meu melhor amigo sou eu mesmo!
Eu estava mesmo precisando erguer minha auto-estima, e reler a citação da Audrey fez isso por mim. Num resumo geral dela, você vê que o que importa não é o que os outros vão pensar ou achar, não importa o que parte dos outros, o que realmente importa é o que parte de você! E daí se as outras pessoas não lhe sorriem de volta? O sorriso mais bonito que você ganhou é o seu próprio. E daí se afastam-se os rostos para os seus beijos de despedida? Há muitas outras pessoas precisando de mais carinho no mundo do que aquele que te esnoba.
Então, nunca perca o sorriso, caminhe com a certeza de que você está fazendo a sua parte, de que pelo menos está tentando cativá-los e fazê-los felizes. Se eles não percebem isso, ora porra, o problema é deles! Eles não sabem o que estão perdendo!
xxxo
Louie Mimieux
terça-feira, 12 de abril de 2011
Olá, tudo bem?

quinta-feira, 31 de março de 2011
Esta noite...
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
A Pior Coisa...

segunda-feira, 14 de março de 2011
Apocalipses Amarelos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
9.20.19.13.5.723378

Ele havia cavado o buraco, mas era eu quem tinha de fazer isso, era eu quem tinha de jogar a terra sobre ela. Não havia motivos para cavar mais fundo, estava perfeito, o buraco cobria metade das minhas pernas, e eu sou alto, alto demais. Era profundidade o suficiente para fazer o descanso final da vigia do lar.
As imagens do dia anterior me vinham à cabeça enquanto os pássaros cantavam e o sol terminava de nascer. Minha irmã havia acabado de ir para a aula. O vento gelado da manhã acariciava o capim com carinho, acordando a folhagem das árvores trazendo os raios de sol consigo, tornando amarelo o brilho azul espectral deixado para trás pela madrugada. Eu nunca vira mamãe sofrer daquele jeito, não por um animal. Trancou-se no quarto após ir até a porta de casa receber a notícia do vizinho. Não teve coragem de ir até a calçada para ver o corpo, oculto pelo velho Ford KA branco que costumávamos usar há algum tempo atrás. Agora uma carcaça sucateando.
Mas eu tive coragem.
E preferia não ter visto a boa e velha Gabi estirada daquele jeito.
Na mesma hora me veio à imagem à cabeça. Daquela raposa de pelos dourado-alaranjados que explodia e dava lugar a um monte de larvas, numa imagem acelerada de sua decomposição na abertura de True Blood. Seria esse o destino dela? As moscas já se acumulavam.
- Foi de manhã cedinho - disse o velho - o carro acertou ela em cheio, ela correu chorando pra cá e se jogou aqui atrás do carro...
Levei a mão à boca. Mamãe entrou.
- Quer que eu a enterre? Eu levo ela...
- Não, não, não precisa - fiz, perturbado - o rapaz tá vindo pegar ela já...
O velho foi-se. Entrei. Procurei o rumo do quarto, segurei a mão dela. Estivera chorando ao telefone há alguns segundos antes de eu entrar pela porta.
- Calma, não chora, isso é super normal. Eu sei o que a senhora tá passando, mas é assim mesmo e... - segurei na mão dela. Ela puxou a mão bruscamente para junto do corpo e levantou-se furiosa.
- Não quero mais saber de bicho nenhum aqui nessa casa! - disse, às lágrimas. - quero todos esses gatos fora daqui! Tudo eu! Tudo eu!
- Nenhum de nós teve culpa, mãe.
Ela ficou calada.
Me levantei e saí, fui me sentar na cadeira de balanço roxa do pátio. Cruzei os braços atrás da cabeça e fiquei admirando aquela tarde amarela e poeirenta, quente como o inferno. Um dia ensolarado e melancólico como aqueles dias de minha infância em que eu passava as tardes na casa da vovó, brincando sozinho enquanto as outras crianças estavam na escola. Meus pais haviam acabado de se separar.
Havia cheiro de chão recém-encerado e Laura Pausini tocando baixo no rádio da sala. Todas as luzes da casa desligadas, todos os adultos dormindo a sesta vespertina. Mas eu não, eu ficava andando pela casa, pra lá e pra cá, explorando cada canto dali. As moscas se acumulando em cima da mesa, cheiro de café recém-feito e pão quente com manteiga direto da padaria. Os raios de sol entravam fortes pela janela da cozinha onde minúsculos grãos de poeira dançavam no ar como mini universos num balé constante. Pó.
Havia também o som distante do sorveteiro e seu carrinho de mão, a buzina estridente de carros e o som irritante mas reconfortante da voz vinda dos auto-falantes no caminhão da Tropigás. Década de noventa. Cigarros baratos. Vento nos coqueiros do quintal. As folhas verdes lustrosas esfregando-se umas nas outras provocando aquele barulho delicioso que eu tanto adorava. Às vezes eu me deitava sozinho no chão sujo para olhar os pombos no telhado e as copas dos coqueiros dançando ao sabor do vento. Ficava imaginando o que havia do outro lado do muro, na casa do vizinho, e me divertia falando sozinho, brincando com uma velha cruz de metal da minha altura que há muito havia sido esquecida ali perto dos entulhos. Zerão, o cachorro dormia ali perto. Não se aproxime muito, ele morde.
Assim eram as minhas tardes na casa da vovó. Seis ou cinco anos de idade. Era sempre assim. E eu não sabia porque, mas aquela atmosfera daquela tarde fatídica onde encontramos o corpo da Gabi já sem vida me fez lembrar dessas doces e melancólicas tardes solitárias, onde eu me sentia muito bem acompanhado de mim mesmo. Eu era muito mais feliz quando não me relacionava com as pessoas. Ah! Se eu soubesse! Teria optado por se autista como alguns pais e professores estavam me qualificando!
- Ela trancou a porta - minha irmã surgiu no vão da porta da sala - e agora? Eu tenho que tomar banho e me arrumar pra ir pro balé, as coisas estão todas lá dentro!
Dei de ombros.
- Ela acha que a culpa é nossa.
Silêncio.
- Eu vinha avisando há séculos - continuei - essa cachorra tava solta desde o dia de ano novo. Eu vinha dizendo: "prende essa cachorra, prende essa cachorra" ou "vai acontecer uma merda, ou o carro vai bater ou ela vai morder alguém! prende essa cachorra!", agora mamãe finge que não me escuta.
- Não NOS escuta - corrigiu minha irmã - ela espera acontecer pra depois lamentar, precisa ouvir tudo de fora pra poder confirmar se é verdade ou não, nunca nos ouve. Nunca.
- Às vezes somos mais sábios que ela - terminei.
Entrei, peguei um livro, sentei-me no pátio. Daniel Molloy estava sendo transformado em vampiro dentro da cabine do avião em "A Rainha dos Condenados". Que livro fantástico. E nada do rapaz chegar. Aquele rapaz que já é homem agora e que eu conheço desde os doze anos. Que me viu crescer praticamente. Ele chegou já perto do anoitecer, restavam duas horas e meia de sol.
- Vai ajudar ele a cavar, por favor, tá?! - fez ela, abrindo a porta do quarto onde eu me estirava no chão, tentando ler o meu livro, escapar da realidade.
- Quando a Baby morreu, eu cavei o buraco sozinho - disse, frio.
- O QUÊ? - perguntou. Não tinha escutado.
- Quando a Baby morreu, eu cavei o buraco sozinho. - disse, gelado.
- COMO É QUE É? - de novo. Ela tinha ouvido. Estava só me desafiando a dizer de novo.
- Quando a Baby morreu, eu cavei o buraco sozinho. - nunca repito uma sentença tantas vezes quanto repito aqui dentro dessa casa.
- MUITO OBRIGADA! - fez, raivosa, bateu a porta do banheiro e se trancou lá dentro. Suspirei e fui lavar a louça. Às vezes sinto necessidade de ter minha própria casa, mas acabaria morrendo na sarjeta sem a ajuda dessa mulher. Isso me deixa decepcionado comigo mesmo. Olha o meu tamanho!
Me tranquei e comecei a escrever. Um capítulo inteiro da minha nova história fluiu como água, como um capítulo há muito tempo não fluía! Me senti em êxtase comigo mesmo! Era fantástico! Há quanto tempo eu não escrevia com tanta vivacidade, com tanta verossimilhança! Com tanta paixão! Eu estava realmente no interior da França ou era impressão minha? A resposta para a dificuldade em escrever nestes tempos difíceis é que agora eu tenho muitas coisas na cabeça ao mesmo tempo. Antes eu era oco, vazio, não tinha muita coisa no cérebro com o que me preocupar. Mas de repente me senti com 14 anos de novo, viajando em meu mundo interno outra vez! Que mágico!
Até que me cortaram a linha do pensamento, e lá fui eu comprar o lanche na padaria. Já era noite. Eu me sinto envergonhado em andar nas ruas com a blusa do meu antigo colégio agora, mas todas as de ficar em casa estão sujas.
Tornei a entrar em meu mundo. E assim fiquei durante um tempo até me informar do que havia acontecido aqui na vida real.
- Ele não enterrou ainda. Acha que tem que cavar mais fundo. - disse, chorosa para mim. Pobre mamãe! Eu sei muito bem o que ela está passando. A morte da Baby pra mim foi uma gota d'água e tanto. - Amanhã cedo talvez ele venha e... O que é isso que tu estás assistindo?
- É True Blood, mamãe.
E então até ela se rendeu ao cotidiano conturbado dos moradores de Bon Temps. Depois minha irmã entrou e elas assistiram por durante uns trinta minutos. Partiram. Terminei a noite assim, chocado pela vida real e pela ficção; a doce avó de Sookie, Adele Stackhouse fora morta, assassinada cruelmente, jazia sobre uma poça de sangue no meio da cozinha! Que horror! E eu me havia apegado tanto àquela senhora em tão poucos episódios! Ela era uma personagem tão carismática e encantadora!
Mas que crueldade, Allan Bal seu filho da mãe!
Mas que crueldade, vida! Sua filha da mãe!
Quer saber? Que todos se ferrem, eu vou enterrar aquela cachorra! Pensei. Deixei um episódio de The Vampire Diaries baixando e fui dormir. Às seis já estava completo o download. Assim que terminei de assistir, pulei da cama e fui para o quintal, empurrei o saco preto para dentro do buraco com a enxada, o cadáver duro e já fétido caiu com um baque surdo no fundo do pequeno poço. Ela era pesada! Então comecei a enterrar, puxar toda a terra a minha volta para dentro do buraco.
E então lembrei de Jonna Lee e sua iamamiwhoami, em seu concerto, cantando os versos desconexos de 9.20.19.13.5.723378 enquanto enterrava a bola de alumínio que continha as cinzas do garoto carbonizado. Ora, e porque não cantar também? Tornar isso ainda mais dramático?
Em memória de Gabriela.
xxxo
Louie Mimieux
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Surtando no Messenger...

...Don diz:
*Rsrsrsrsr ´ta bom então(o.0)
*Olha lá u_u
' Louie diz:
*aspohdohpasdophasdas ok, estou olhando
...Don diz:
*Pra onde? '-'
' Louie diz:
*pra lá
*'-'
*você mandou olhar lá
*estou olhando
*troll/
...Don diz:
*E tem alguma coisa unusual "lá"? '-'
' Louie diz:
*bom, não tem nada demais lá pra falar a verdade
*na verdade, o "Lá" é muito relativo
*lá pode ser aqui dependendo de onde se olha
*o olhar do indivíduo muda muita coisa
*altera todos os tipos de perspectivas e sensações
*ele mexe com as pessoas
*acho que o "Lá"
*é algo a se pensar
*o lá pode ser o futuro
*uma meta a ser alcançada
*algo almejado
*mas também pode ser algo muito ruim
*como quando o herói do filme precisa atravessar um vale da morte
*e aponta pra "Lá"
*e aparece todas aquelas coisas
*árvores retorcidas, corvos e pedregulhos
*névoa e essas coisas...
*viajei?
...Don diz:
*Não '-'


