Bem vindos à minha fábrica de sonhos!
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Por Quê Não Acredito em Céu e Inferno



Antes de dar início a esse texto eu passei os quarenta minutos inteiros do meu banho pensando se deveria ou não começá-lo. Uma vez que a primeira linha é escrita não se pode voltar atrás, você deve ir até o final custe o que custar, mesmo que demore alguns anos para que a ideia atinja a forma exata de perfeição que foi vislumbrada no momento em que a concebeu. Mas o que vem por aí é muito mais do que uma ideia, é algo muito pessoal, particular e profundo, algo que por algum motivo ainda não explicado, decidi compartilhar com vocês, aqueles que têm paciência e mente aberta (e disposição) para encarar textos grandes e opiniões um tanto... Fora do convencional.

Por isso devo avisá-lo, leitor: se você não possui a mente aberta o suficiente para filosofias um tanto contrárias e ainda em fase de transformação, fundamentação e solidificação, NÃO SIGA ADIANTE. Feche a janela e vá ler alguma coisa mais simples e agradável, porque o que será dito aqui pode desagradar muitos fundamentalistas, pessoas de mente fechada e... religiosos em geral. Mas entendam desde já que não pretendo montar algo revolucionário ou contaminar as pessoas com a minha opinião e fazê-las engolir aquilo que penso, meu objetivo é apenas compartilhar, fazer os “aprendizes” como eu, pensarem um pouco no mundo que os rodeia.

Acontece que hoje, mais cedo, fui abordado por uma pessoa que me fez pensar. E eu adoro pessoas que me fazem pensar, elas me questionam e pressionam suas adagas furiosas contra a garganta do meu consciente de modo a incentivá-lo a sobreviver, a lutar para manter-se em constante evolução, crescimento e amadurecimento. Faz algum tempo que deixei de seguir valores e conduta cristãos, deixei de acreditar em santos e em uma única força toda poderosa, em um livro onde toda a verdade da vida está escrito e em coisas do tipo. Decidi iniciar uma jornada em busca de algo que não encontrei em nenhuma das religiões que cruzaram meu caminho, algo que nem eu sei explicar (devido ainda estar em busca disso), e essa jornada me levou à vertentes de pensamento que eu jamais imaginaria atingir seguindo quaisquer dos dogmas e “leis” das religiões que encontrei no caminho. O que mais se “aproxima” do que creio hoje em dia é o paganismo em geral, as religiões antigas, dos primeiros homens.

“Se você não acredita em Céu e Inferno, pra onde você acha que a gente vai quando morre, pro digimundo?” ele me perguntou. E eu lhe disse que aquilo que não vejo e não sinto não faz sentido pra mim. Ele me aconselhou a ter filhos e eu fiquei me perguntando o que isso queria dizer, até que me fez o favor de explicar que só assim eu poderia compreender a existência de um Deus.

OH, WAIT.

Eu não havia dito em nenhum momento que não acreditava em um deus. Só disse não crer no conceito de um Céu/Inferno, ou seja, ele tomou a crença num ser superior resumida por crer em seguir caminho para planos diferentes após a morte, o que são duas coisas totalmente diferentes. Aí então fiz questão de dizer que não acredito em deus da mesma forma que ele, mas acredito em uma força superior. Ou melhor dizendo, em forças. Não obtive respostas a partir de então, fui então ao banho e me pus a pensar. Pensar em coisas que eu já não pensava havia algum tempo.

Ora, o conceito de Céu e Inferno existe porque os humanos criaram a ideia de “Bem” e “Mal”, ideia que já abandonei tem aproximadamente três anos. Se você fizer o Bem e somente o Bem, seguir todas as regras e ser obediente, terá seu lugar reservado no Paraíso. Mas se você praticar o mal, estará imediatamente sujeito às torturas medievais brutais do Inferno, com direito a lagos de fogo, desertos escaldantes e coisas do gênero.

Mas aí é que está o problema: não há pessoas completamente boas ou completamente más. Todos têm a sua parcela de Bem e Mal feita ao longo dos anos. Mas a crença comum diz que àqueles que praticaram o Mal e se virem arrependidos, há uma chance de voltar atrás e ser perdoado. Mas perdoado exatamente do quê se não o Mal propriamente dito não existe? Vejam um exemplo básico de como isso funciona:

Uma mulher mata seu marido.

Segundo a crença comum, é pecado matar, mas ela se viu sem saída após sofrer de violência doméstica durante um período tortuoso de tempo. Para o marido e a família do marido a mulher é uma assassina, ela fez o Mal a ele, ela o matou, logo merece punição. Mas se você olhar pelo lado dela, vai ver que ela fez um Bem a si mesma e ao mundo tirando de circulação o crápula. Não é certo matar, em hipótese alguma, mas aquilo foi necessário no momento para que quem acabasse num caixão não fosse a própria.

Outro exemplo comum e bem mais simples:

Duas garotas num colégio são amigas e convivem bem, com um pequeno “porém”: as duas gostam do mesmo rapaz. A primeira consegue a atenção do seu objeto de desejo e uma relação começa a ser construída, a segunda observa tudo aquilo calada, mas indignada. Supomos aqui que ela conhecia o rapaz primeiro, supomos aqui que ele seja seu amigo de infância e ela já fosse apaixonada por ele há algum tempo. Supomos aqui então que “no papo” ela consiga levá-lo até onde o necessita e algo concreto acontece entre eles, como um beijo ou uma sessão de sexo, tanto faz. Ela alcançou seu objetivo! Ela está feliz! Mas e a outra amiga? E quando ela descobrir? Será que ela vai achar que a outra tinha mais direitos que ela só porque conhecia o rapaz antes? Será que ela achará justo?

Você consegue enxergar o que eu enxergo? É tudo muito relativo. O Bem para você pode ser o meu Mal e vice-versa. Por egoísmo ou não, por justiça ou não, há sempre dois lados de uma mesma moeda, duas vertentes de um rio, duas páginas completamente diferentes de uma mesma história. Se você pensar com clareza e procurar mais exemplos parecidos com estes vai ver o que eu consigo enxergar. Ninguém é “Bom” ou “Mal” por completo, há pessoas e conflitos de interesse, e os meios pelos quais atingir estes objetivos finais.

Logo não há necessidade de um Céu ou de um Inferno, aonde as pessoas vão para receber a Graça Eterna por terem sido “completamente bons” a vida inteira ou receber a Danação Eterna por não terem abdicado dos seus objetivos e terem feito de tudo para alcançá-los, mesmo que aos olhos dos outro os meios pareçam errados e sujos. Mas quem define o que é errado e sujo? Onde isso surgiu e por que surgiu? Há quem diga que fazer o Bem é se sacrificar. É por em jogo tudo aquilo que lhe importa e abdicar de tudo isso pelo Bem do próximo. Sim, de certo modo a sensação de levantar da primeira cadeira do ônibus para uma senhora de idade sentar-se é realmente gratificante, mas isso vai realmente garantir seu lugar no Céu se ontem mesmo você estava numa festa bebendo tudo o que podia e beijando milhares de bocas desconhecidas ou falando mal de alguém há alguns minutos atrás com a sua amiga na parada de ônibus?

Não há porque se arrepender, não há porque se condenar. Tudo é muito natural, as coisas simplesmente acontecem da maneira que devem acontecer e nada nem ninguém é capaz de interferir no curso da história. Se você fez o “Mal” um dia, pode crer que aquilo foi necessário para ensinar alguém a aprender uma lição da vida ou você mesmo a se tornar uma pessoa diferente. O “Bem” e o “Mal” são necessários para que possamos definir uma criatura como humana, porque esses conceitos são RESTRITAMENTE humanos.

Ou você acha que um leão na África sente dó da gazela que está abatendo? Aquilo foi necessário para suprir a necessidade dele e da família dele. A gazela com certeza deixou para trás uma vida inteira de possibilidades e ensinou as outras a ouvirem e verem melhor de modo a evitar que mortes como aquela aconteçam outra vez. O que geraria o mal da família de leões: se todas as gazelas começassem a ficar espertas demais simplesmente não haveria alimento!

Aí você me diz que eles são apenas animais e não possuem “discernimento”.

Ora, você também é um animal. Você é feito de carne, ossos e órgãos e veias e sangue assim como eles, o que difere vocês é o tamanho do cérebro feito para pensar e medir consequências. Um cérebro que vai lhe ajudar a perceber que o “Bem” e o “Mal” são necessários para fazer o mundo humano girar e se manter em constante movimento.

Bom, e é por essas e outras que não, eu não acredito em Céu e Inferno. Pra onde irei quando eu morrer então? Bom, deixem que a hora chegue para que eu possa ver de perto o que há do outro lado, – porque algo deve haver, isso é elementar – é claro que eu não vou poder logar no blogger e postar “HEEEEY PESSOAL, CHEGUEI DO OUTRO LADO, E VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR!”, o que é uma lástima. O que há de vir, virá, e eu não temerei.

Posso não acreditar no deus à maneira cristã. Mas acredito em forças, forças antigas, forças que já tiveram muitos nomes, outras que permaneceram no anonimato. Existem forças olhando por nós, várias que unidas formam uma só. Nada é por acaso, há um motivo pra tudo e eu acredito nisso!

Esse blog não tem como objetivo começar uma revolução espiritual ou lavagem cerebral, longe disso. Lembrem-se que eu sou só um rapaz de 19 anos em constante evolução e descoberta, e essa é só mais uma página do meu ensaio sobre as descobertas que faço ao filosofar enquanto tomo banho, e esta aqui é apenas uma página da minha mutante opinião a respeito do mundo que me rodeia.

Antonio Fernandes

=^.~=

sexta-feira, 25 de maio de 2012

RMM: Retrospectiva Musical Mimieux!

Bom, pessoal, enquanto eu não termino o novo capítulo de Space Oddity (preparei uma surpresa que vai deixar todo mundo de cabelo em pé, aguardem!), resolvi fazer uma retrospectiva musical em minha vida e postar por aqui. Não tem muita utilidade a não ser divertir mesmo, e já que o blog é meu eu faço o que eu quiser e não preciso explicar o porquê u_u.


Por volta de 2002 ganhei meu primeiro CD internacional, até então eu não ligava muito pra música, ouvia o que tocava no rádio mesmo. Naquela época eu comprava mensalmente a revista Witch, onde sempre havia uma sessão reservada para o destaque de cantores novos, foi assim que conheci a P!nk (eu gosto de escrever assim TÁH). Na época eu tinha 9 anos e me apaixonei pelo CD inteiro, de modo que fiquei perturbando mamãe e a vizinhança durante meses com meu primeiro e único CD.


Em meados de 2005 descobri Britney Spears, foi paixão a primeira vista. Eu tinha que ter um CD dela, então comecei pelo Greatest Hits, a coletânea contendo todos os sucessos da princesinha do pop. Sempre tive consciência da existência dela mas nunca havia me chamado atenção, até eu ler a letra traduzida da música nova (esta mesma do video) nas páginas da revista Smack!, que a minha irmã comprava naquela época e, consequentemente, eu acabava lendo depois. Sim, eu dançava Baby One More Time com orgulho, ia até o chão com Overprotected, chorava com Everytime/Lucky e fingia dirigir um carro voador com Do Somethin'. Quando ia passar as férias em Monte Dourado nunca me esquecia de pegar o DVD na locadora e passar o final de semana inteiro assistindo os videos da Britney. Eu tinha até uma coelhinha de pelúcia cor de rosa chamada Britney! Foi uma época boa.


Ninguém acredita quando eu digo, mas já tive uma fase meio "pirigótica". Eu era pseudo-deprimido, vivia chorando pelos cantos e dizendo que ninguém me amava, essas coisas de gente mal comida mesmo (sim, eu sou vulgar), mas tipo eu tinha só 13 e não tinha noção nenhuma da vida então estou perdoado por mim mesmo porque não preciso do perdão de vocês (I'm FIERCE today!). Eu colecionava tudo o que vinha escrito "Evanescence", cantava todas as músicas junto da Amy Lee nos vídeos que eu tinha gravados num DVD pirata comprado em qualquer canto da cidade, por aí na vida. Naquela época eu só queria me vestir de preto, andar cheio dos acessórios satânicos, essas coisas, e todo mundo vivia rindo de mim por causa disso porque né, convenhamos, aquilo não tinha nada haver comigo. Mas eu gostava!


Tá aí uma fase que deixou uma marca profunda em meu coração. Até hoje ouço Gwen e amo/sou ela do fundo da minha alma, conservei os dois albuns físicos dela em condições de semi-novos e estão num cantinho só deles na minha estante até hoje. Tudo começou quando vi Hollaback Girl pela primeira vez na Rede 21 à tarde, depois disso nunca mais fui o mesmo, Gwen acabou se tornando uma parte de mim e um pedaço importante da minha vida, Harajuku foi além do sentido da palavra para se tornar um "way of life" no meu dia a dia. Não demorou muito para que eu comprasse o Love Angel Music Baby (que mais tarde virou o nome da novela imaginária sobre a minha vida), e logo depois o Sweet Escape, com o sonoro "Wind It Up" que se tornou a trilha sonora do meu ano de 2007. Jamais esquecerei Gwen s2.


Também tive uma fase Nelly Furtado, que foi praticamente junto da fase Gwen Stefani. No final da fase Nelly acabei comprando o Folklore físico que se tornou minha paixão do ano de 2008, elegi One Trick Pony como meu hino à liberdade, foi nessa época que comecei a usar maquiagem leve e alguns acessórios meio diferentões. Mas antes, bem antes disso, muito antes de eu sonhar em me "rebelar" eu já ia até o chão com Meneater e Promiscuous do Loose. Destaque para All Good Things s2.


E esse é aquele momento em que eu fico sem palavras. Oral Fixation e Fijacion Oral foram os albuns gêmeos de Shakira (dos quais eu tenho apenas um físico) que lançaram projéteis de sucesso explosivo como a quente e contagiante Hips Don't Lie (eu ficava torcendo por ela todos os dias no TOP 10 da Play TV!) e a sensual e poderosa Las de La Intuición, que desde aquele tempo me deixavam CON FUEGO EN LA BACURIÑA (ta okey, isso foi desnecessário), mas meu caso de amor com a Shaki vem de muito antes, vem desde o Laundry Service que a minha vizinha tinha e deixava o dia inteiro tocando quando eu ainda morava em Munguba, nas imediações do Vale do Jarí (destaque pro cabelo roxo da Shakira no video que me deixava doido pra ter igual ;-;).


É quase IMPOSSÍVEL de acreditar, mas eu já fui fã ALUCINADO de Beyoncé. Tenho até hoje o B'day e sua Deluxe Edition aqui guardadinhos com o DVD e tudo, tinha que fazer a coreografia de Get Me Bodied pelo menos uma vez por dia e me sentir a gostosa dançando Green Light. Hoje em dia acho as músicas dela insuportáveis, apenas. Acho que a Bey da qual fui fã perdeu sua essência completamente, sem contar que caiu no gosto das ditas "pão com ovo", se é que vocês me entendem, e banalizou de uma vez por todas. Até o Sasha Fierce eu ainda curtia um pouco (Sweet Dreams s2), mas quando saiu o último "4", desencantei de uma vez por todas. Talvez por meu gosto musical ter mudado tanto em tão pouco tempo. Hoje por exemplo eu vivo pro eletropop e synthpop. 


Pra vocês verem o quanto eu sou vintage, eu já gostava de Katy Perry antes do termo "Katycat" virar sinônimo de infantilidade e a própria Katy se tornar uma cachorra louca pra hitar, que nem aquela coleguinha dela da testa grande (que foi outra que eu ouvi bastante na minha adolescência, mas não tanto). Tenho meu MTV Acoustic aqui guardado com todo carinho porque amo de paixão a época One Of The Boys, quando ela era sincera e doce de verdade, não uma vendida qualquer como todas as outras que andam fazendo música hoje em dia, loucas por um #1 na Billboard. Hot'n'Cold só me traz boas lembranças, assim como Waking Up In Vegas, Self Inflicted e principalmente Fingerprints, cujos versos abriram as postagens do blog em 2009.


Só tenho uma coisa a dizer a respeito desta garota: SDDS. Cadê Kate? Pra onde foi Kate? Um beijo pra Kate! Mouthwash é uma incrível descrição minuciosa de um Antonio Fernandes de 15 anos, levemente acima do peso, divertido, simpático, engraçado e simples (totalmente o oposto do que eu sou hoje). Made Of Bricks é um masterpiece, adoro aquele album todo do começo ao fim, se o Folklore foi o começo de 2008, o Made Of Bricks fechou este ano com chave de ouro. Era praticamente uma biografia minha, eu lia as traduções das músicas na internet e ficava espantado com o modo como ela cantava o meu dia a dia de forma tão simples e divertida. Até hoje tenho uma pasta com quase 50 b-sides e lives dela. Como eu disse: SDDS s2.


I'MA FREE BITCH BABY! Meu amor por Lady Gaga começou quando a Kate Nash entrou em hiato pra gravar o novo album. Sei que foi uma mudança e tanto de uma artista pra outra, tipo, elas não tem nada haver, nada em comum a não ser o fato de que cantam. Mas aquele estilo de vida extravagante, aquelas roupas chamativas, os óculos escuros excêntricos, os penteados malucos, o cabelo platinado, saltos plataforma e performances arrebatadoras me deixaram de joelhos pela Gaga pouco antes de sair o The Fame Monster, outro album que me marcou profundamente e me traz lembranças doces e agradáveis. Lady Gaga me inseriu no mundo da "bizarrice" e do "incomum", comecei a procurar por isso nos artistas e foi assim que pulei do mainstream pro underground e conheci artistas tão esquisitos quanto ela. Quase deixei de gostar dela um tempo atrás, quando as acusações de plágio começaram, mas o pop é isso aí mesmo, é reinventar, reaproveitar o que foi feito, reconstruir a partir do material que já foi usado. O apelo pop e a pop-art contida nos trabalhos da Gaga foram o que mais me chamaram atenção, de modo que até hoje tenho um cantinho guardado no meu coração exclusivamente pra ela s2.


A deusa islandesa já me era conhecida desde 2009, quando Andrew (Black Cherry do blog irmão) me apresentou. Demorou um bom tempo pra engolir aquela sonoridade complexa, diferente, profunda, enigmática e ao mesmo tempo gostosa, quase espiritual. Björk não faz música para os ouvidos, mas sim para a alma, e a minha alma ainda não estava preparada o suficiente para recebê-la naquele tempo. Só comecei a ouvi-la com meu coração pertinho do final de 2010. Do Vespertine foi um pulo para a discografia inteira, e são tantas músicas que eu sinceramente não faço ideia de qual a minha favorita! Tenhoa impressão de gostar de todas, é incrível. 2011 foi o ano da Björk na minha vida, não ouvi outro artista tanto quanto ela, em especial I See Who You Are, doi Volta (2007), que traz um toque oriental gostoso. É incrível o modo como ela aproveita elementos de várias culturas e funde isso num material atemporal, sem precedentes. Se há alguém que representa a arte e a música como ninguém é esta mulher, sempre inovando e procurando fazer diferente, sem se espelhar em ninguém se não a natureza, as culturas, o universo. Björk não é humana, é deusa. Pena não ter canal do VEVO com videos dem HD! xD.


Tantos artistas passaram pelo pedestal do meu coração depois que passei a apreciar Björk que foi difícil escolher qual fecharia o post. Os leitores do blog com certeza conhecem Goldfrapp, a minha banda favorita, e já estão cansados de ouvirem falar deles! Por isso trago a vocês aquela que tem deliciado meus ouvidos com suas músicas fora de série. Não se trata de uma banda ou apenas uma cantora, mas de um projeto multimídia que utiliza da imagem (e da voz) da cantora sueca Jonna Lee para contar a história de uma mulher que vivia presa em sua fantasia (ciclo Bounty) e que teve de encarar a realidade dura e fria no futuro (atual ciclo, Kin). Esse é só o meu ponto de vista particular resumido em palavras tão simples que chegam a ser até medíocres perto do tamanho e da genialidade por trás dos videos. Eles não só reinventaram o modo de vender música como encontraram uma maneira de atingir o mundo inteiro de uma só vez usando o YouTube. As teorias por trás dos videos são tão cabeludas quanto as huldras que aparecem dançando com ela nos videos mais recentes! Se você tem a mente aberta e uma sensibilidade aguçada para interpretação fica aí a dica, super indico.





E COMO MEU GOSTO MUSICAL EVOLUIU DE UNS TEMPOS PRA CÁ HEIN~

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Expectativas




Okay, o ano está acabando e está chegando a hora das considerações finais!


Caros leitores, não tenho palavras para expressar a ternura e a emoção que sinto quando recebo um comentário em qualquer uma das postagens (geralmente recebo uma a cada 2 ou 3 meses, risos), e esse ano foi muito importante para mim e para o blog: graças a publicação do livro, The Fatcat House recebeu muitas visitas e ganhou novos leitores, novos admiradores, novos amigos que estão sempre de olho esperando por novidades nestas páginas tão cheias de conteúdo mas tão solitárias. As visitas triplicaram e hoje estou perto de atingir as 30.000 ao longo desses quase três anos de blog. Eu sei que comparado a certos blogs de histórias e crônicas que estão por aí na rede isso é muito pouco, mas pra mim, nossa, significa bastante (embora eu saiba que mais de 70% dessas visitas advém de pessoas procurando coisas no Google Imagens), e já serve de gás pra inflar o meu ego de artista.


Sei que não sou o melhor escritor do mundo, e como desenhista então sou uma lástima, para os mais exigentes talvez meu trabalho seja rústico, rebuscado e infantil, algo que precise ser trabalhado ainda. Mas para mim está perfeito como está, e daqui há mais 10 ou 20 anos estará mais perfeito ainda, porque estou evoluindo no meu próprio ritmo a cada dia. Sim, isso é autoconfiança de autor mesmo, admito, mas se eu não achar meu trabalho bom, quem vai achar?! Meu público se limita a pouco menos de uma centena de pessoas que abriu seu coração sem compromisso algum para apenas curtir, viajar e se deliciar com as aventuras de Afonsa e suas primas no livro, do Apocalipse Club aqui no blog e de uma família inteira de personagens que povoa o meu imaginário e as páginas de The Fatcat House. Essas pessoas são muito especiais para mim, qualquer um que se disponha a ler um pouco das minhas histórias está se dispondo a ler um pouco de mim, a me conhecer melhor, pois cada uma dessas histórias tem um pouco de mim, um pouco da minha vida.


Não acredito realmente que meu público um dia vá crescer para se tornar algo a nível dos fãs de Rowling ou Meyer, admito que isso um dia já foi meu grande sonho: ser um escritor famoso, reconhecido mundialmente com uma horda de fãs loucos e fanáticos pelos personagens, pelas histórias, sonhava em ver spin-offs vazados e capítulos nunca antes lidos por ninguém caindo na net só pro deleite dos fãs mais assíduos... Mas hoje, hoje penso completamente diferente. Posso dizer com todas as letras e muito seguro de mim que cresci, e estou muito mais pé no chão do que comecei este ano de 2011, talvez todos os tijolos que deus jogou na minha cabeça serviram para controlar esse meu ímpeto louco de criar expectativas em cima das coisas o tempo inteiro, de ficar me iludindo achando que tudo vem de uma hora pra outra na vida da gente, como vemos nos filmes e na TV e nos livros.


Hoje já tenho uma boa noção de que sou mais um entre um milhão de escritores anônimos que estão espalhados por aí na internet, mais um entre vários autores que se auto-publicam e aos poucos vão ganhando um pequenino, apertado espaço em um mundo de poucos leitores e gigantes da literatura. Hoje, sinceramente, não acredito que meu público limitado vá crescer muito, passar de duas centenas ou três centenas, tenho noção de que posso passar a vida inteira no setor "underground" do mundo literário ao lado de outros milhares de companheiros, e não espero muito mais que isso, talvez espere até menos. Mas isso não me desanima, não me intimida, eu gosto de saber que meu público é seleto, é escolhido, é feito de pessoas especiais com algo especial que as fez abrir seu coração para o meu trabalho, para as minhas histórias, para deixar que eu e meus personagens queridos, meus filhos adorados, entremos em suas vidas. Não escrevo para me aparecer, e sim porque gosto, e é a única coisa que faço razoavelmente bem.


2011 foi um ano intenso e doloroso pra minha vida pessoal, financeira e profissional, passei e ainda estou passando por uma fase difícil (que está até amena pra falar a verdade), mas com a ajuda de família e amigos estou passando por isso muito bem. Tudo o que me aconteceu acabou me ensinando uma grande lição: não criar expectativas em cima de nada, absolutamente nada, não esperar nada da vida nem de ninguém, pelo simples fato de a vida não ter nada a oferecer se não experiência nela própria.


Não espere nada, não anseie por resultados positivos em provas, propostas de emprego, relacionamentos, projetos, investimentos, simplesmente não espere. Não anseie. Esperar, ansiar e acreditar cegamente em idealizações feitas por você são o caminho perfeito para a decepção total.


Afinal de contas, foi assim mesmo que me formei no Ensino Médio, sequer estudei pro vestibular e hoje estou na Federal. Parece um absurdo, mas é a mais pura verdade. Nunca mexi um dedo pra me esforçar na escola, sempre odiei cadernos e assuntos desinteressantes que nunca irei usar na vida. Nunca esperei passar em todas as matérias no final do ano, nunca ansiei por entrar na Federal quando prestei o ENEM em 2010, não esperava nada. Nem resultados positivos nem negativos, fazia por fazer, porque era uma convenção. E olhem para mim agora.


O segredo para viver bem e sem frustrações é exatamente esse.


Não espere.


Não anseie.


Não crie expectativas.


Apenas deixe acontecer.


E tenha uma boa passagem de ano (não vou desejar Feliz Ano Novo porque isso é uma bosta, é claro que você não vai ser feliz, pelo menos não a longo prazo!).


Que venha 2012, e que por favor, a porra do mundo acabe logo de uma vez.








Antonio Fernandes

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Marry The Night





Poucas vezes entendi tão bem o que um artista pretendeu passar com algum trabalho seu, tanto visual quanto musical (no caso, é visual e musical ao mesmo tempo o que temos em mãos), poucas vezes me identifiquei tanto com algum videoclipe, poucas vezes me senti tão tocado por alguma coisa que venha de qualquer artista. Principalmente estes que dominam o topo dos charts musicais com seu pop cheio de controvérsias.

Talvez eu me sinta assim por estar passando por um momento complicado da minha vida, momento pelo qual visivelmente Gaga também passou, de uma forma muito mais intensa, como vemos em seu novo vídeo, Marry The Night. Todo artista, em algum momento da sua carreira também já passou por isso, com certeza. Aquele momento em que você se sente um lixo, incompreendido, desvalorizado, inutilizado, um nada, momento precedido por tantas expectativas de um futuro brilhante, de sucesso e fama repentinos, de melhora na condição financeira. E aí a vida vem e lhe dá um tapa no meio da face, pra você aprender que não se deve ficar esperando muita coisa do futuro.

Stefani Joane Angelina Germanotta, antes de se tornar Lady Gaga também passou por tudo isso, um momento em que todos deixaram de acreditar nela, no potencial dela, onde ela se viu na lama, desamparada e sem ninguém, onde teve de juntar forças de si mesma para se recuperar sozinha. Posso dizer que só não estou neste mesmo momento porque tenho amigos e família para me dar apoio, e ela nem isso tinha. Mas isso não quer dizer que eu me sinta menos magoado pelo fracasso de vendas que meu livro está sendo, pela falta de valorização no meu trabalho. Eu me sinto tão demitido quanto Lady Gaga foi dispensada pela DefJam Records, gravadora qual eu tenho certeza, se arrepende muito hoje ao ver a coisa meteórica em que ela se transformou.

E aí eu fico me perguntando: será que um dia as pessoas desse lugar vão se arrepender de não terem me valorizado, de terem me ignorado quando me verem brilhando lá no topo mais do que nunca antes outra estrela brilhou? Será que ficarão tristes por não terem explorado meu potencial e aproveitado enquanto eu ainda estava aqui?

A parte do vídeo que mais me tocou foi, com certeza, a em que ela está sentada aos pés das outras bailarinas que estão de cabeça erguida enquanto ela tenta se levantar, tenta alcançá-las, tenta equiparar-se a elas, e sofre por não conseguir, por estar lá embaixo se esforçando ao máximo, sem progresso algum, sem resultados, sem sucesso. Eu me vi ali, me enxerguei muito ali, e isso me doeu bastante, aqui fundo. Como eu disse a um amigo: "é triste, muito triste você ver todo mundo se dando bem enquanto você tá ali na merda vendo a vida passar, você tem um talento e luta para que as pessoas valorizem você e reconheçam seu trabalho , e elas estão cagando e andando pra você, só querem saber de dinheiro (...)".

E assim, Marry The Night se torna o meu video favorito, por eu me enxergar ali como jamais me enxerguei em nenhum outro lugar. Agradeço a Deus (ou seja lá quem for que estiver olhando por mim e cuidando de mim) por ter a família e os amigos que eu tenho, principalmente a Mãe que eu tenho, de outra forma tenho certeza que teria passado por muito mais sofrimento do que pelo qual estou passando no momento, que nada se compara a você se afundar nas drogas e no álcool procurando afogar as mágoas a ponto de ir parar numa clínica de recuperação. Teria passado pelo mesmo sofrimento pelo qual a garota Stefani passou, antes de se tornar enfim, Lady Gaga.




Antonio Fernandes




terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dez Passos Para Dominar o Mundo


1 - Feche os ouvidos para as coisas ruins, mas deixe os olhos bem abertos: você nunca vai saber quando alguém precisará da sua ajuda.

2 - Tenha sempre uma horda de amigos fieis, que farão tudo por você custe o que custar, mas não se esqueça de fazer tudo por eles!

3 - Sorria sempre, mesmo que seu coração esteja sangrando.

4 - Seja sempre você mesmo, não importa as circustâncias. Mesmo que cortem seus cabelos, roubem suas roupas e tirem seus sapatos, não se esqueça de quem você é.

5 - Faça sempre o que o seu coração mandar, mesmo que tudo dê errado no final: você só aprende errando.

6 - Nunca deixe de dar a sua opinião quando solicitada: pessoas poderosas têm sempre algo de interessante a dizer.

7 - Seja sincero, mesmo que a verdade doa. Você deve basear-se nela diariamente, somente revendo erros podemos mudar o futuro.

8 - Leia muito, de tudo um pouco, e absorva tudo de novo que o dia lhe ensinou.

9 - Não se esqueça de deitar na grama e respirar fundo pelo menos uma vez por dia.

10 - Nunca se esqueça de encher o tanque de combustível do seu foguete no final do dia: a lua nunca está tão longe quanto parece!


~


Antonio Fernandes



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Entorpecida


Uma mente obcecada como um peixe dourado
Preso na minha placa de Petri
Eu não consigo respirar nem sorrir
É melhor que valha a pena por enquanto

Eu me sinto entorpecida na maior parte do tempo
Quanto mais eu desço, mais eu deverei subir
E vou querer saber porque
Escureço apenas para poder brilhar
Olhando para a luz dourada
Oh, é um sacrifício justo, que orgulho

Renuncie a família, renuncie aos amigos
Isso acaba do mesmo jeito que começou
Eu posso me abrir e chorar
Porque fiquei quieta durante toda a minha vida

Eu me sinto entorpecida na maior parte do tempo
Quanto mais eu desço, mais eu deverei subir
E vou querer saber porque
Escureço apenas para poder brilhar
Olhando para a luz dourada
Oh, é um sacrifício justo, que orgulho

Oh, eu escureço oh e estou no inferno
Preciso de um amigo, oh mas não posso gritar
Sim, não sou boa, não sou boa para ninguém
Porque tudo o que me importa é estar no topo

Brilhe, olhando para a luz dourada
É um sacrifício justo

Brilhe, olhando para a luz dourada
Oh, é um sacrifício justo

Eu me sinto entorpecida na maior parte do tempo
Quanto mais eu desço, mais eu deverei subir
E vou querer saber porque
Fiquei tão sombria apenas para poder brilhar

E eu ilumino o céu
As estrelas que brilham mais
Caem muito depressa e passam por você
E riscam como isqueiros vazios

Eu me sinto entorpecida na maior parte do tempo
Quanto mais eu desço, mais eu deverei subir
E vou querer saber porque
Escureço apenas para poder brilhar

E eu ilumino o céu
As estrelas que brilham mais
Caem muito depressa e passam por você
E brilham como isqueiros vazios



~


Marina Diamandis

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Divagações de Entressafra 2


"A questão é a seguinte: tudo o que eu escrevo, todas as minhas histórias, elas já aconteceram, em algum lugar desse universo, em algum mundo distante, todas elas já aconteceram, eu só preciso descobrir como elas terminam"

Antonio Fernandes


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Divagações de Entressafra


"eu queria ser sensual, sexy, provocante, instigante, intrigante mas tudo o que eu consigo é ser engraçado."

Louie Mimieux



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Mundo dá Voltas


A viagem para o Rio de Janeiro, como já deixei bem claro nos posts anteriores, mudou minha vida de maneira que nada havia feito igual antes. Um enorme divisor de águas.

Isso tem me feito pensar em muitas coisas, e em como elas mudaram, e como elas vem mudando tão rápido com tão pouco tempo, isso me fez viajar até quatro anos atrás, no período em que comecei a escrever a história de Afonsa e companhia, quando, como todos sabem, eu era apenas um garotinho gordinho pouco desejado pelos colegas de classe.

Lembro-me de uma vez, que em um surto louco de autoconfiança, acabei fazendo uma coisa que deixou uma ferida enorme no meu coração, a qual não doeu nem um pouco na hora, e que acabou cicatrizando sem eu sequer perceber. Foi uma ferida que não senti no momento, mas que após ter sarado, cicatrizado e quase desaparecido, teve sua profundidade e gravidade reconhecida.

Lembrei-me do ocorrido por um acaso, enquanto estava tomando banho. Por algum motivo bobo isso me veio à cabeça e eu decidi dividir isso com vocês, pra vocês verem como as coisas mudam e como o mundo dá voltas... Não sei porquê, mas no ano de 2007, enquanto cursava a oitava série, decidi que queria ser representante de classe, o problema era que eu não percebia o óbvio, o óbvio que ficou explícito logo que as votações se encerraram:

De quase 42 alunos dentro de uma sala de aula, eu recebi um único voto. O meu próprio voto.

O mais engraçado foi que eu não fiquei nem um pouquinho magoado na hora. Muito pelo contrário, eu estava tão contente porque minha amiga havia ganhado! Ela era uma das minhas melhores amigas na época. Mas eu vi e senti as expressões de pena, dó, piedade e até um pouquinho de compaixão, mesmo da parte das pessoas que não simpatizavam muito comigo naqueles rostos que me rodeavam. Eu estava sentado na última cadeira da fila da parede, no lado esquerdo da sala, e todas as cabeças se voltaram para mim, cheias de pena. Teria sido uma cena terrível se eu não estivesse tão feliz pela minha amiga.

Incrível como a inocência de uma criança pode servir de anestésico para uma situação como aquela.

Hoje, já adulto, eu vejo o quão grave a situação foi: nem aqueles que se diziam meus amigos tiveram a coragem de votar em mim, ao menos por consideração. Eu lembro dos nomes e dos sorrisos de cada um deles. Lembro da falsa ilusão de companheirismo que eles me passavam, ou que eu mesmo gerava em minha cabeça infantil, só agora eu percebo o quão bobo eu fui em acreditar que eles eram meus amigos de verdade. Só agora eu percebo que para eles, eu pouco importava.

É, a minha vida mudou muito, muito mesmo.

Nunca pensei que fosse chegar onde eu cheguei, rodeado por pessoas que me querem bem de verdade, e não me fazem de um simples encosto para as horas mais cômodas.

Sou tão grato pelas amizades verdadeiras que fiz nesses últimos três anos, e pelas grandes conquistas que tive e pelos grandes passos que dei. A Universidade Federal, a Bienal no Rio de Janeiro, o lançamento do livro, as entrevistas para o jornal...

É, o mundo dá voltas mesmo! :)




domingo, 11 de setembro de 2011

Se não tem nada de bom a dizer...

Não diga nada


Eis aqui o que respondi no twitter, referente a uma declaração infeliz de alguém...



sábado, 10 de setembro de 2011

Algo novo está para nascer

E então o retorno! Cheguei à velha, calorenta e efadonha Macapá esta tarde, por volta das três horas, morrendo de saudades da mamãe e ao mesmo tempo... ao mesmo tempo com o coração em pedaços por estar deixando, mais uma vez, o mundo inteiro para trás.

Conhecer o Rio de Janeiro para mim foi muito mais do que uma visita a trabalho ou a passeio, foi uma experiência espiritual de auto-conhecimento. Meu objetivo era a sessão de autógrafos na noite do dia 7 de setembro, na Bienal do Livro, o qual cumpri com toda a honra e gratidão devidas ao pessoal da All Print Editora que me deu de presente essa oportunidade maravilhosa. Se não fosse por eles terem topado enfim publicar meu livro, eu jamais teria visto de perto tudo aquilo com que sempre sonhei e acompanhei pela TV, pelas revistas, pelos jornais e pela internet.

Vendi exatamente cinco cópias autografadas, e decorei o rosto de cada uma das cinco pessoas que se interessaram pela minha história e me deram esta chance de finalmente ser lido fora das páginas da internet. No exato momento em que vocês pararam e me deram um pouquinho da sua atenção, senti um amor enorme que nunca havia sentido antes, incomparável a qualquer outro tipo de amor. Me senti conectado a cada um de vocês, acredito em destino e acredito no sobrenatural sim, creio acima de tudo que cada um de vocês estava predestinado a encontrar Afonsa e sua família e levarem-nas para casa, para torná-las parte da sua família também.



Desde a criança mais pequena até a mais adulta mulher, cada um de vocês tinha algo de especial, algo que me cativou sem eu sequer saber seus nomes, algo que os trouxe até o estande da All Print Editora e os fez levar para casa a primeira de todas as minhas histórias. Este evento em minha vida foi um divisor de águas, existem dois Antonios agora: um Antonio pré-Bienal e outro pós.

O Pré era aquele rapaz ligeiramente acima do peso, vindo do extremo norte do país, simples a seu próprio modo, encantado e ao mesmo tempo assutado com os excessos de uma cidade grande, aquele que viu o mundo de perto e tremeu... E o Pós é aquele que encarou o mundo de frente, subiu ao Corcovado e viu o Cristo Redentor de braços abertos sobre a Guanabara, aquele que foi até o fim e subiu o monte do Pão de Açúcar e lá de cima contemplou aquilo que ele havia conquistado, seu novo horizonte, a possibilidade de um futuro toda ali, diante dele.

E finalmente ele caiu em si e percebeu o quão efadonha e medíocre tem sido a sua existência até agora, restrita à uma cidade quente, abafada e úmida, vendo o mundo diariamente através da tela de um computador sem nunca poder tocá-lo... É como ver as sombras do mundo real serem projetadas no fundo da caverna, aquilo está ali, mas jamais poderá ser tocado se algo não for feito, se uma atitude não for tomada. Eu quero, eu posso, eu consigo! Eu juro que vou! Juro que vou sair deste "buraco de coelho sujo" como diria iamamiwhoami, juro que vou!

Nesta última semana, um velho Antonio morreu para outro renascer em seu lugar. Nesta última semana, este rapaz ligeiramente acima do peso vindo do extremo norte isolado do país conheceu um pouquinho do gosto do mundo real. E ele quer mais. E ele vai conseguir mais! Ele não vai parar por aqui, mesmo que todos digam que não será possível, ele continuará acreditando! Foi à base de sonhos que ele foi criado e à base de sonhos seu corpo cairá por terra!

Há algumas semanas atrás, ver tudo o que eu vi, sentir tudo o que eu senti, só seria possível através da minha imaginação, da minha suposição... Mas lá estava eu, subindo e descendo as ladeiras da Lapa entre os casarões históricos como se estivesse vivendo um dia normal da minha vida. Quando a ficha caiu, rios de lágrimas foram derrubados, mas já era hora de tocar a vida para frente, e cá estou eu me refazendo mais uma vez. No final das contas eu acabei nem conhecendo a Anne Rice, meu maior ídolo literário... depois do Philip Pullman é claro. Mas tudo bem, sei que um dia vou estar cara a cara com ela, e vamos ter muito o que conversar!

Algo novo está para nascer.

Muito obrigado, do fundo do meu coração, a todos vocês. Meus amigos, Meus amores.


Antonio Fernandes


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domingo, 4 de setembro de 2011

Um Breve "Até Breve" + Bonus: Cale a Boca e Escute: Marina & The Diamonds

OK pessoal, amanhã, como todos sabem (ou deveriam saber?) estarei indo para a Cidade Maravilhosa vulgo Rio de Janeiro, meu livro será oficialmente lançado pela All Print Editora na Bienal do Livro, dia 7 de setembro às 19hs no pavilhão verde, rua Q, estande 22, com direito à autógrafos e tudo o mais.

A parte chata é que por causa disso eu talvez não consiga ver a Anne Rice, meu ídolo literário, autora de Entrevista com o Vampiro e A Rainha dos Condenados, que vai estar lançando o livro dela no mesmo horário que eu, o que é uma pena, mas para tudo dá-se um jeito (vou colocar uma plaquinha com os dizeres "intervalo para almoço", risos).

A parte legal é que vou ficar conhecido nacionalmente... ou não. Não tenho ideia de como vai funcionar isso, não sou muito bom em lidar com pessoas então é capaz de eu suar feito uma porca e ficar tremendo com um sorriso amarelo na frente de uma multidão de pessoas curiosas... ou então flopar totalmente e ficar sentado numa mesinha com meus livros ao redor olhando para o vazio, O QUE EU ESPERO QUE NÃO ACONTEÇA POR FAVOR JESUS. Prefiro passar vergonha por inexperiência do que flopar, Deus que me livre.

Então vou ficar sumido durante uma semana, só volto a postar no sábado à noite, quando retorno do ~cof~ Rio de Janeiro, vou colocar aqui um resumo básico da viagem, o que teve de bom na Bienal, os lugares que eu visitei e "aqueeelas" situações inusitadas que sempre me acontecem, como estranhos me trollando, saias justas e apertos, coisa comum né, se não eu até estranharia... Lembrem-me também de parar de ficar usando essas expressões internéticas do final da década como "trollar" e "flopar", isso polui demais o texto e deixa as pessoas que estão por fora completamente confusas!

Então, eu pensei em colocar uma letrinha de música aqui no final ou algum poeminha bonito que fale sobre a realização de sonhos, não deixar de acreditar, tapas na cara da sociedade e afins, mas não encontrei nada que se encaixasse no momento a não ser a música "Are You Satisfied?" de Marina & The Diamonds, uma cantora inglesa que (acho) já pintou por aqui no Cale a Boca e Escute (ex-Letra & Música), mas talvez seja só impressão minha, ou eu esteja confundindo as bolas... OK isso foi meio pornográfico...

De qualquer modo, Marina & The Diamonds é o pseudônimo de Marina Diamandis, cantora britânica que após ter agitado os maiores e principais festivais de musica, entre eles o Big Weekend da BBC e o Glastonbury e ser considerada por revistas e sites especializados uma nova promessa para a música pop em 2010, lança seu debut album intitulado The Family Jewels. Com voz marcante e singular e um estilo musical que nos remete a Kate Nash, Adele e Florence + the Machine, misturando influências da música eletrônica e pop, Marina tem chamado atenção e conquistando público devido as suas apresentações ao vivo.

Abaixo você confere a letra e a tradução de "Are You Satisfied?", música que é a minha cara:

Are You Satisfied?

I was pulling out my hair
The day I cut the deal
Chemically calm
Was I meant to feel happy?
But my life was just about to change

One life pretending to be
The cow that got the cream
Oh, everybody said
Marina is a dreamer
People like to tell you what you're gonna be
It's not my problem if you don't see what I see
And I do not give a damn if you don't believe
My problem is my problem
That I never am happy
Is my problem, is my problem
of how fast I will succeed

Are you satisfied with an average life?
Do I need to lie to make my way in life?

High achiever don't you see?
Baby, nothing comes for free
They say I am a control freak
Driven a greed to succeed
Nobody can stop me

'Cause it's my problem
if I wanna pack up and run away
It's my business if I feel the need to
smoke and drink and swear
It's my problem, it's my problem
if I feel the need to hide
It's my problem if I have no friend,
to feel I want to die

Are you satisfied with an average life?
Do I need to lie to make my way in life?

Are you satisfied with an easy ride?
Once you cross the line
will you be satisfied?

Sad inside
In this life
I'm satisfied praying
Sad inside
In this life
I'm satisfied waiting

Are you satisfied with an average life?
Do I need to lie to make my way in life?

Are you satisfied with an easy ride?
Once you cross the line
will you be satisfied?

Are you satisfied?


Você está satisfeito?

Eu estava arrancando meu cabelo
No dia que eu quebrei o acordo
Quimicamente calma
Minha intenção era me sentir feliz?
Mas minha vida estava prestes a mudar

Uma vida fingindo ser
A vaca que tem o creme de leite
Oh, todos disseram
Marina é uma sonhadora
As pessoas gostam de dizer o que você vai ser
Não é problema meu se você não vê o que vejo
E eu não dou a mínima se você não acredita
Meu problema é o meu problema
Se eu nunca estou contente
É problema meu, é problema meu
O quão rápido eu vou conseguir

Você está satisfeito com uma vida mediana?
Preciso mentir pra fazer meu caminho na vida?

Grande empreendedor, você não vê?
Baby, nada vem de graça
Eles dizem que eu sou uma maníaca por controle
Impulsionada por ganância
Ninguém pode me parar

Porque o problema é meu
se eu quiser fazer as malas e fugir
É meu problema se eu sentir a necessidade de
fumar e beber e jurar
É problema meu, é meu problema
se eu sentir a necessidade de esconder
É problema meu se eu não tenho amigos,
se sinto que quero morrer

Você está satisfeito com uma vida mediana?
Preciso voar pra fazer meu caminho na vida?

Você está satisfeito com um passeio fácil?
Depois de cruzar a linha
você estará satisfeito?

Triste por dentro
Nesta vida
Estou satisfeita rezando
Triste por dentro
Nesta vida
Estou satisfeita esperando

Você está satisfeito com uma vida mediana?
Preciso mentir pra fazer meu caminho na vida?

Você está satisfeito com um passeio fácil?
Depois de cruzar a linha
vocês estará satisfeito?

Você está satisfeito?

















Um grande beijo no coração de todos vocês que acreditaram em mim e me deram o apoio necessário para alçar mais este voo. Espero que minhas asas de cera sustentem meus sonhos no céu até que eu possa pousar num local seguro. Que Deus abençoe a todos!

Antonio Fernandes

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

As Dellabóboras - Trilha Sonora Oficial do Livro!

E FINALMENTE!


O livro "As Dellabóboras - Vol. 1" está oficialmente à venda no site da All Print Editora (clique aqui) clique, compre e ajude um escritor iniciante a alavancar sua carreira! Os lançamentos físicos ocorrerão dia 7 de setembro a partir das 19 horas na Bienal do Livro no Rio de Janeiro e logo após, no comecinho de outubro, teremos o lançamento aqui em Macapá! Para comemorar esta data tão importante, preparei um especial com os temas musicais principais! Espero que gostem!





Comecemos com a música "Pumpkin Soup" da inglesinha Kate Nash que tem uma voz doce e músicas fofíssimas. Essa é a base do livro, pessoas doces e situações fofíssimas e engraçados como o video que ela preparou para esta faixa do álbum "Made Of Bricks". Esta música é o tema principal do livro e da história. Se por um acaso, num futuro próximo, o livro vir a se tornar uma série, esta será a música de abertura! Minha favorita dela! É o máximo!





Peça extraída da grande ópera "Carmen" de Bizet, chama-se "Habanera" e é o tema das maldades de Kerbina no livro! A aprendiz de vilã costuma assobiar ou cantarolar o pequeno trecho de abertura da melodia enquanto arquiteta seus planos para atrapalhar a vida de Afonsa. Acabei encontrando no Youtube exatamente o que eu queria: uma versão em piano, que me soa bem mais agradável do que a normal tocada no violão... e bem mais maléfica também!





Quando as meninas se divertem, o embalo fica por conta de "Lollipop", do cantor libanês Mika. Uma música doce, animada, divertida e cheia de cor, bem a cara das tardes de Afonsa, Karina, Kerbina e Cordélia na Mansão Dellabóbora...





Nem só de ação, diversão e brincadeiras vivem as minhas meninas, elas também vivem pequenos romances - coisa de criança - e a música que embala esses momentinhos é "The Little Things" de Colbie Caillat, uma música doce que estava sempre na minha cabeça enquanto as cenas entre Paolo e Madalena fluíam...





"Fresh Off The Boat", do álbum "Folklore" de Nelly Furtado sempre esteve na minha cabeça (ou mesmo nos fones de ouvido) enquanto eu descrevia as cenas que se passavam na praia ou na escola ou em qualquer lugar que fosse fora da mansão, como nas ruas apertadinhas e ensolaradas de Vila de Mônica, a pacata vila praiana com casinhas coloridas e apertadas construídas uma grudadas nas outras...





Na hora de entrar em ação e lutar contra o mal, os instrumentais de synthpop dark e oitentista de "Wonderful Life" daquela que era minha cantora favorita na época, Gwen Stefani, invadiam a minha cabeça (principalmente a intro da música, ela é incrivelmente tenebrosa!), dando uma sensação de perigo à espreita, alimentando o clima de mistério que teima em rondar a nova vida de Afonsa como bruxa, e que tende a ficar cada vez mais forte...





E de brinde para vocês, a canção "Skeleton Song" de Kate Nash (se vocês querem saber, o Volume 1 inteiro foi regado à Kate Nash, cada música do Made Of Bricks tem uma cena própria, e se eu colocasse uma por uma ficaria bem cansativo!) esta música é o tema do Especial de Halloween, um capítulo extra que escrevi por diversão e acabei decidindo colocar como um bônus no final dessa primeira tiragem de As Dellabóboras - Volume 1. Não estará nas futuras tiragens, o que torna essa edição especial de lançamento um item para colecionadores!




MUITO BEM, PESSOAL!



Se você se interessou pela trilha sonora de As Dellabóboras, com certeza vai amar o livro, que é doce, animado e colorido como as músicas que me ajudaram a desenvolver a história!



Você pode me ajudar comprando-o pelo site da All Print Editora clicando aqui



Tenha uma boa leitura!




xoxo



Antonio Fernandes



^_^







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