terça-feira, 10 de julho de 2012
Spectrum
domingo, 15 de abril de 2012
Feliz Dia do Desenhista!
Não sou lá aquilo que possa se chamar de "desenhista", meus traços são amadores e rústicos, mesmo assim eu me arrisco vez ou outra em alguma coisinha aqui e ali. Já me considerei desenhista quando era mais novinho, e depois que vi o que é um desenhista de verdade (a.k.a Igor Conrado) percebi que esse tempo inteiro eu só brinquei de desenhar G_G que aliás é uma coisa que eu adoro com todas as forças do meu coração, apesar de ser algo que faço muito raramente hoje em dia ^^.
xoxo, Antonio
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Feliz Aniversário, The Fatcat House!

♥ ♥ ♥
Amor Sem Fim
Nossos ancestrais nos contavam as histórias mais antigas, de antes do Grande Retorno, nos contavam de cavernas úmidas e profundas, onde a escuridão era trespassada pelos ávidos raios multicoloridos de um sol que nunca foi visto pelos olhos do nosso povo durante o tempo em que permaneceram ali embaixo. Como a luz dele chegava até eles nunca foi mistério: tudo era feito de estrelas, a luz atravessava seus pedacinhos minúsculos incrustados em toda parte, no chão, nas paredes, no teto, e se desfazia em milhares de faixas e espectros até então desconhecidos aos nossos olhos. Os cabelos prateados das nossas mães e irmãs se tornavam vislumbres divinos inigualáveis sob aquela iluminação cálida, as gemas violetas, azuladas e prateadas dos nossos globos oculares misturavam-se às preciosidades que brotavam debaixo de nossos pés, acima das nossas cabeças e em toda a parte.
Era um mundo belo, porém obscuro, sombrio, opressivo. Vivíamos sob a vista grossa dos Sem Rosto, que nos mantinham em rédeas curtas constantemente. E nossas asas, estas belas asas que hoje em dia são livres para cruzar os céus das nossas mais de 600 luas, viviam amordaçadas, atrofiando aos poucos, impedidas constantemente de se movimentarem, esticarem e levantarem voo. Presas em amarras feitas sob medida para cada um de nós, ferindo nossa carne frágil e penetrando nossa pele delicada ciclo após ciclo. Os períodos de escuridão eram os mais dolorosos, quando o trabalho se tornava mais dificultoso e muito mais severo.
Eles nos forçavam a operar suas máquinas e escavar aquele solo duro, compactado pelos milhares de ciclos intermináveis de vida e morte pelos quais aquele planeta passou. Os que não se adaptaram, morreram, e os que não morreram, sofreram até a última pulsação de vida em seus corpos. Mesmo assim encontramos forças para amar, para formar famílias, para darmos as mãos e nos mantermos unidos enquanto raça. Escavamos covas profundas e nelas montamos ninhos aconchegantes aos quais tivemos o luxo de chamar de “lar”, os interligamos por uma rede de pequenos túneis pelos quais só o nosso povo poderia transitar. Ali sobrevivemos nos alimentando dos pequenos habitantes da escuridão e bebendo do gelado rio que corria nas profundezas.
Mas nem o conforto de um lar provisório nos protegeu da tirania de nossos carrascos, da crueldade de Nossa Soberana Koletis, a Mulher Sem Rosto, Senhora dos Sem Rosto com seus corpos líquidos que refletiam nossas faces como o metal polido. Havia uma criatura chamada Vigia, que mantinha sob custódia severa nossa Família Real. Príncipes, Reis e Rainhas pereciam em gaiolas dependurados numa câmara fria e escura sem direito a luz, geração após geração. E quando o último Príncipe Alado nasceu toda a árvore genealógica foi dizimada das raízes até os brotos infantes. Para não sofrer as consequências do destino de seus familiares, o último Rei Yeovah escapou à morte e se juntou ao seu povo que definhava na extração mineral das câmaras mais profundas, pretendendo começar a rebelião que nos libertaria... Mas ele estava muito velho para isso, e desde o princípio soube que não era o destinado a este grande feito.
Aquela a quem chamam SybilaAlethea surgiu em sonho lhe contando daqueles que viriam de cima, trazendo a ruína de Aib’Koletis. E eles realmente vieram, trazendo consigo o lendário Cavaleiro de Ouro – que àquela altura ainda não havia sequer despertado como restaurador do universo – e o nosso semelhante, aquele que faria a ponte entre o nosso mundo e o deles, compreendendo a nossa língua e sendo empático aos nossos costumes. A partir daquele momento, soubemos que as nossas vidas jamais seriam as mesmas.
Eles nos libertaram, eles derrotaram o Vigia e tiraram o Príncipe Alado de seu cárcere, de corpo e de alma. Extirparam o mal aniquilando a terrível Aib’Koletis e partiram, porque a verdadeira missão deles neste universo ainda estava por ser cumprida num lugar distante, num tempo distante. As asas cálidas do nosso amado príncipe, oprimidas através dos ciclos intermináveis, atrofiando nas suas amarras de couro bruto e mentiras enfim desabrocharam ao sabor da maturidade da alma, lançando suas plumas brancas sobre a superfície ressequida do planeta desértico.
Aquelas asas viris e poderosas nos guiaram de volta para nossa terra através das estrelas durante tempos intermináveis. Dez gerações completas de Alados se passaram enquanto navegávamos através do espaço profundo em nosso campo de força criado pelo poder da mente única do nosso povo. Todas as almas se uniam em uma única para gerá-lo e rasgar o vácuo do universo. Vivemos como nômades durante um período interminável que pareceu infinito aos olhos de muitos dos nossos, nos hospedando em planetas estranhos e luas selvagens, lutando para sobreviver e nos alimentar, nos adaptando e readaptando a cada novo lar e em seguida partindo rumo a nossa galáxia natal, numa viagem eterna que nunca terminava.
Foi o suficiente para que nossa descendência voltasse a crescer e atingir a altura natural, sem mais ter de se curvar ao teto baixo das cavernas. Da mesma maneira que seus músculos se desenvolveram como os dos primeiros da espécie, e aquelas pequenas e frágeis asas do memorável tempo da escravidão deram lugar a estas poderosas asas que vemos hoje cruzando nossos céus. Arrisco até mesmo a dizer: maiores, mais alvas, mais macias e mais fortes que as dos primeiros, aqueles que descendem dos deuses. Tornamo-nos o futuro, a evolução, a sucessão.
Quando enfim chegamos ao nosso sistema planetário original na galáxia natal, uma luz dourada nos mostrou o caminho. Sabíamos que era o sinal do Cavaleiro, ele não havia se esquecido de nós, e estava lutando sua própria batalha à distância, seu fulgor estava iluminando todo o universo de uma ponta a outra, e só ele foi capaz de nos mostrar a real localização de onde nosso povo havia sido retirado à força.
Os gigantes de vários braços não mais ameaçavam a nossa existência ali, haviam sido extintos, dizimados há muito pelos exércitos da Imperatriz Cruel. Assim, nos instalamos e repovoamos nossas luas natais, sem nunca aproximarmo-nos das colossais moradas onde viveram nossos antigos opressores, em respeito à bravura que demonstraram resistindo às investidas do Império até o último momento dando a vida pelo seu lar, pela sua paz. Limitamo-nos a orbitá-los e admirá-los de longe com profunda admiração.
Tivemos a sorte de o destino tê-los colocado no caminho do nosso sofrido povo, aqueles bravos guerreiros que auxiliaram na libertação do nosso povo...
- E como você sabe de tudo isso Baabr? – perguntou em sua vozinha estridente o primeiro jovem sentado à frente, chamando o ancião pelo equivalente a “avô” em sua língua alienígena. As asinhas felpudas do pequeno cupido sacudiam ansiosas enquanto seus olhinhos de um verde líquido brilhavam ávidos por mais, muito mais. – você fala como se tivesse estado lá! – o pequenino pôs-se de pé e esticou os braços o mais alto que pode, as garotinhas que estavam sentadas logo atrás soltaram risadinhas. Seus cabelos prateados ondularam delicadamente ao movimento de seus pescoços tão jovens e tão lânguidos. A monitora do grupo lançou um olhar penetrante de advertência ao pequenino, que enrubescido, voltou a sentar-se. Os risinhos então generalizaram.
O ancião sorriu, esticando seu rosto de papel enrugado em direções opostas, onde as marcas do tempo que desenhavam os mapas de uma história sem começo e sem fim se tornaram mais nítidas, mais poderosas e admiráveis. Suas grossas e cheias sobrancelhas brancas inspiravam poder e respeito.
- De certo modo eu estive lá, e você um dia vai ter estado lá também, pequeno Alado – ele repousou sua mão frágil e ossuda sobre os cabelos encaracolados cor de lavanda do pequeno garoto. O próximo Alado. Aquele que um dia seria o novo guia do seu povo, que assumiria o lugar que este Alado deixaria e que o outro lhe deixou como herança. Um legado de Alados sem fim.
Assumir o posto de Príncipe Alado, e consequentemente Rei Yeeovah, era assumir também memórias milenares que nunca se apagavam, e só pesavam em sabedoria e valor com o passar das eras e o virar dos éons. Mais de dez gerações de Alados já haviam se passado desde aquele que vivera aprisionado na gaiola durante um período de trevas interminável, mas nada até agora foi capaz de apagar as marcas profundas que o rosto daquela humana deixara na alma do primeiro Alado a conhecê-la. Os gestos dela ainda estavam frescos na memória como se ainda estivessem acontecendo, o som da voz dela ecoava pela mente de cada um dos Alados com tanta vivacidade geração após geração, que só o ato de relembrá-la tornava-a cada vez mais viva, mais forte.
Ray Ann nunca havia deixado seu Príncipe Alado de verdade. Ela estivera sempre ali, no subconsciente, marcada para toda a eternidade, passando a fazer parte do legado eternamente, num ciclo infinito de amor que começa no exato momento em que as memórias de um Yeovah atravessam para a alma de um Alado no momento do Toque, da transferência da Herança Real. Assim o amor jamais acaba, apenas se renova, recomeçando sem nunca acabar. Um ciclo de amor eterno. Transcendental.
Um ciclo de amor sem fim.
Assim como meu amor pela escrita :')
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
A Lenda da Princesa Kaguya

Achando aquilo um mistério, aproximou-se e cortou um pedaço do bambu… Para seu espanto, no interior havia uma pequena e adorável menina!!! Até então, o velho homem e sua esposa ainda não haviam tido filhos, então ele decidiu levar a menina para sua casa e o casal com muito Amor e Carinho, criariam a linda menina, que foi adotada com o nome de Kaguya Hime.
Desse momento em diante, algo mágico começou a acontecer… Sempre que o lenhador voltava ao trabalho, encontrava em cada bambu, muitas moedas de ouro e logo tornou-se um homem rico.
Três meses depois, para espanto do casal, Kaguya Hime cresceu e tornou-se uma linda donzela. Em pouco tempo o país inteiro tomou conhecimento da beleza inigualável de Kaguya Hime. Assim, os pretendentes começaram a aparecer para pedir a mão de Kaguya Hime, mas ela recusou a todos.
Só que haviam cinco nobres rapazes que não desistiram de conquistar Kaguya Hime, então para livrar-se deles ela pediu um presente para cada um e prometeu casar-se com o primeiro que lhe trouxesse o que ela havia pedido…
Para o primeiro, ela pediu um Vaso feito de pedras na qual seria encontrado num templo, bem no alto de uma montanha… O rapaz foi em busca do vaso, mas não conseguiu subir a íngreme montanha…
Então, para não perder a moça, resolveu levar uma falsificação do vaso. Kaguya Hime, logo percebeu o malogro e assim, recusou-se casar com o rapaz.
Para o segundo foi pedido um Ramo de Ouro que dava frutos de pérola, na qual seria encontrado na montanha Horai… O rapaz, por ser rico, poupou seus esforços e mandou que um ouríves fizesse uma réplica perfeita do ramo. Kaguya Hime, impressionada, resolveu dar seu consentimento, mas na hora de dizer sim, apareceu o joalheiro cobrando pelo serviço feito e assim, a jovem descobriu que fora enganada e desistiu do noivado.
Para o terceiro rapaz, foi pedido o Manto Invisível de Tengo… O Tengo é uma planta mágica que habita a floresta… Mas o rapaz fracassou também.
Para o quarto rapaz, foi pedido a Moeda que brilha no pescoço do dragão… Para chegar até o dragão, o rapaz enfrentou uma violenta tempestade e acabou desistindo também.
Finalmente para o quinto rapaz, foi pedido um ninho de pássaro de espécie rara, mas o rapaz não conseguiu realizar a tarefa.
Kaguya Hime chorou muito e pediu perdão aos pais por não ter encontrado seu futuro marido … Os pais, muito compreensivos, consolaram a filha, dizendo que o mais importante era tê-la como filha e que um dia ela arrumaria alguém que a Amasse de verdade.
Passaram-se três anos e Kaguya Hime ainda continuava cada vez mais bela…
Numa noite de primavera, Kaguya Hime estava triste olhando fixamente para a lua cheia… Ela abaixou a cabeça e lágrimas caíram de sua face. Os pais, preocupados, perguntaram o que havia de errado com ela. Kaguya Hime olhou novamente para o céu e respondeu:
Eu Amo Muito Vocês e sou muito grata pelo grande Amor que dedicaram à mim… Mas já está na hora de vocês saberem a verdade:
Eu pertenço a um mundo diferente… Sou a Princesa da Lua. Fui enviada pelo meu rei
para viver aqui na Terra e dar uma vida mais digna à vocês… Mas agora fui comunicada que devo partir, pois minha Missão está cumprida…
Os pais choraram desesperadamente e pediram para que a filha não os abandonassem, mas foi em vão…
Kaguya Hime agradeceu aos velhinhos e despediu-se…
Em seguida, a Lua começou a brilhar…
Mensageiros vestidos com roupas brilhantes desceram sobre as nuvens… Kaguya Hime vestiu um Manto de plumas, olhou para os pais adotivos, deixou uma lágrima rolar em seu rosto… e subiu aos céus…
Assim, desse dia em diante, em todas as noites de Lua Cheia o casal olha para o céu e vê o rosto de sua adorada filha, sorrindo e deixando a Lua cada vez mais bela...
FONTE: Sailor Moon Brasil
Caros leitores, aguardem por novidades.
Não demorarei muito a retomar Space Oddity de onde parei ^^
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Expectativas

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
The Big Machine Keeps Rolling On! - Arte Conceitual: Esboços & Mais

Estes são os esboços da Planária 3XD, o meio de transporte oficial do Apocalipse Club desde o primeiro The Big Machine. Ela aparece em cores e modelos diferentes ao longo dos três episódios da saga mas não deixa de ter o mesmo design aerodinâmico inspirado na estrutura física deste tipo curioso de Platelminto. Pra quem não se lembra da primeira aparição do veículo, aqui vai um refresco para a memória: logo nos primeiros capítulos, quando o Pietro do futuro leva Christopher e Pietro do passado para a sua época, eles são atacados no moinho de vendo voador por uma Célula gigantesca e enferrujada, Saturno Revenge e Fábia Paola aparecem montados na perigosa Planária pela primeira vez para resgatá-los! 


Isso é um esboço incompleto da base da torre de The Big Machine, lutei durante uma semana inteira tentando desenhar estas malditas engrenagens e nunca acertava fazer esta porcaria, mas no final deu tudo certo. A torre de controle universal foi construída no exato lugar onde os robôs enviados do futuro por Carminha destruíram a escola, de modo que as ruínas do colégio ainda estão lá embaixo, pelo menos o andar térreo está praticamente intacto, o Apocalipse Club até o usa como porta de entrada para o interior da "CPU" do Mundo...
E então começamos a invadir o universo de The Big Machine 2... se bem que o segundo episódio da saga não se passa em um universo diferente, mas sim no futuro deste. No futuro em que Carminha não interferiu para se tornar imperatriz. Esta que vocês veem aí em cima é a cowgirl idosa lésbica e louca dona de uma empresa de alimentícios que detesta essa história de comunhão homem + máquina e vota por uma supremacia humana sobre os robôs. Acontece que ela é totalmente contra o fato de o mundo ser controlado por um supercomputador que calcula e faz tudo pelo homem, inclusive projetou uma cidade totalmente futurística e auto-sustentável para fazer florescer a raça humana outra vez. Este computador é...
A ESFERA! (não me perguntem o porquê do nome, nem eu até hoje inventei um significado para ele). Este supercomputador é a junção de um cérebro eletrônico e um cérebro humano, ou seja: a existência perfeita, isenta de falhas e erros, algo extremamente poderoso. Seu lado humano é ninguém mais ninguém menos que Donnick Wolfgang Hills (nunca havia escrito o nome dele completo), ou simplesmente Don Hills, irmão/primo de Ray Ann na história (e na vida real também, a inspiração para o personagem foi Rildon, meu amigo s2). Este supercérebro sozinho conseguiu projetar Neon City, o berço perfeito para que a humanidade pudesse nascer outra vez após o colapso que pôs fim ao sistema falho da sociedade capitalista e consequentemente causou uma anarquia total. Interessante, não?!
Como todo bom vilão, Alberta Veronese também tem seus capangas. Este é Cabeça de Touro, um enorme minotauro-robô que com a ajuda de seu comparsa (logo abaixo) capturam Maxine, Gabrielle e Fernando - bisbilhoteiros netos de Christopher, Pietro e Ray Ann - e os levam diretamente para sua mestra, em The Big Machine 2. Quando não está executando o serviço sujo da vaqueira sapatão pirada, perambula pelo supermercado mugindo e divertindo as crianças como um simples brinquedo animatrônico de beira de estrada.

Este é o esboço do modelo de uma armadura ultra-tecnológica usada pelos Apocalípticos no resgate dos prisioneiros isolados em campos de concentração onde as pessoas eram hipnotizadas para se tornarem zumbis à serviço da conquista de Alberta Veronese. Posteriormente foram descritas de forma muito diferente por mim no capítulo em que aparecem, mas a aparência original delas é esta que vocês estão vendo mesmo =^.^= nossos heróis tiveram de se deslocar entre as linhas paralelas do tempo para atingirem o futuro alternativo de The Big Machine 1, onde Saturno Revenge comanda a rebelião e possui poder bélico suficiente para ajudá-los a derrotar Alberta. Esta armadura faz parte da frota de robôs deles!
~
ESPERO QUE TENHAM GOSTADO!
=^.^=
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
The Big Machine Keeps Rolling On! - Ciência: É Possível?!
Atualmente, os físicos estão convencidos que as viagens no tempo são muito improváveis. Esta crença é o resultado da aplicação da Navalha de Occam. Qualquer teoria que permita viagens no tempo teria que resolver os problemas relacionados com causalidade , e na ausência de provas experimentais que demostrem que as viagens do tempo são possíveis, é mais simples, do ponto de vista teórico, supor que não são. De fato, Stephen Hawking terá sugerido que a ausência de turistas vindos do futuro é um excelente argumento contra a existência de viagens no tempo. No entanto, existem soluções da Teoria Geral da Relatividade de Einstein que permitem viagens no tempo (como a famosa solução encontrada por Kurt Gödel), mas algumas destas soluções exigem que o universo tenha características que não parece ter. Se fosse possível viajar mais rápido que a luz, então, de acordo com a relatividade, as viagens no tempo seriam possíveis.Os buracos de minhoca foram propostos como vias para viajar no tempo. Um buraco de minhoca funcionaria hipoteticamente da forma que se explica a seguir: O buraco de minhoca é criado de alguma forma. Uma das extremidades do buraco de minhoca é acelerado até velocidades próximas da luz, talvez com a ajuda de uma nave espacial sofisticada, e em seguida desacelerado até à velocidade original. Devido à dilatação do tempo, na parte acelerada do buraco de minhoca o tempo passou muito mais devagar. Um objeto que entra no buraco de minhoca a partir da parte não acelerada viajará até ao outro lado até o passado. Este método tem uma limitação: não é possível viajar a épocas anteriores à criação da máquina; na prática, forma-se uma espécie de túnel para uma região que ficou relativamente parada no tempo, mas não se cria uma máquina capaz de viajar a qualquer época que se deseja. Isto explicaria por que a observação de Stephen Hawking exposta acima não é correta: não vemos os turistas do tempo porque, teoricamente, eles só poderiam viajar até à época em que o primeiro buraco de minhoca foi criado, e isso ainda não aconteceu.
Outro método que poderá permitir as viagens no tempo é a rotação de um cilindro. O cilindro tem que ser longo, denso e deve rodar à volta do seu eixo a velocidades elevadas. Se uma nave seguir um percurso em forma de espiral em torno do cilindro conseguirá viajar para trás no tempo. No entanto, a densidade e as velocidades necessárias são tão elevadas que não existe nenhum material suficientemente forte para construir o cilindro. Um mecanismo semelhante poderá ser construído a partir de uma corda cósmica, mas não são conhecidas cordas cósmicas e nem parece ser possível construí-las.As viagens no tempo são um tema frequente na ficção científica. O tratamento que a ficção científica dá às viagens do tempo pode ser dividida em duas categorias principais:
1. A História é consistente e nunca poderá ser mudada
1.1 Os personagens não têm controle sobre a viagem no tempo (efeito Morphail).
1.2 Aplica-se o princípio de auto-consistência de Novikov (do Dr. Igor Novikov, Professor de Astrofísica da Universidade de Copenhague)
1.3 A alteração do passado não muda a História, mas cria uma História paralela.
2. A História pode ser alterada
2.1 A História tem uma grande resistência à mudança
2.2 A História pode ser mudada facilmente (Back to the future)
A cada uma destas categorias correspondem os universos de Tipo 1 e de Tipo 2. As viagens num universo de tipo 1 não provocam paradoxos, embora os eventos em 1.3 possam parecer paradoxais.
Na situação 1.1, as leis da física limitam as viagens do tempo de modo a que os paradoxos não sejam possíveis. Se alguém tentar criar um paradoxo, deixa de ser capaz de controlar a viagem no tempo e acontecem coisas inesperadas. Michael Moorcock descreve uma forma deste principio e chama-o "efeito Morphail".Na situação 1.2, o princípio de auto-consistência de Novikov afirma que a existência de um método para viajar no tempo obriga que os acontecimentos permaneçam auto-consistentes (i.e. sem paradoxos). As tentativas para violar a consistência estão condenadas ao fracasso, mesmo que tenham que ocorrer acontecimentos bastante improváveis.
Exemplo: o personagem possui um aparelho que permite o envio de um único bit de informação para um momento preciso no tempo. O personagem recebe esse bit às 10:00:00 PM, mas não recebe mais nenhum durante 20 segundos. Se o personagem enviar um bit para as 10:00:00 PM tudo corre normalmente: o bit é recebido. Mas se ele enviar um bit para as 10:00:15 PM (um momento em que nenhum bit foi recebido), o transmissor não funcionará. Ou o personagem não o receberá por estar distraído por outros eventos. Um excelente exemplo deste tipo de universo pode ser encontrado no romance literário Timemaster de Robert Forward.
Na situação 1.3, os eventos que aparentam ter causado um paradoxo criam na realidade uma nova linha do tempo. A antiga linha do tempo continua a existir. O viajante no tempo abandonou essa linha do tempo e encontra-se agora em outra. O problema desta explicação é que viola o princípio da conservação de massa e energia. Se o viajante abandona um universo para entrar em outro, o universo original perde massa. Por isso, o mecanismo de viagem no tempo envolve provavelmente uma troca de massas entre universos.
Num universo em que as viagens no tempo são permitidas mas não se permitem paradoxos, o momento presente é o passado de um observador futuro, todos os eventos estão fixos e não há livre arbítrio (apesar de existir a ilusão de livre arbítrio). A História é como uma fita de um filme onde tudo já está fixo.
As viagens do tempo num universo de tipo 2 são mais difíceis de explicar. O maior problema consiste em explicar como é que mudanças no passado não parecem mudar significativamente a História. Uma explicação possível sugere que logo que a História é mudada, todas as memórias são automaticamente alteradas de modo a reflectir essa mudança. Nem o personagem que muda a História perceberá de tê-lo feito porque não se lembraria do como as coisas eram antes.
Num universo destes seria muito difícil a um personagem saber se vive num universo de tipo 1 ou tipo 2. No entanto, ele poderia descobrir que está num universo de tipo 2 através das evidências seguintes: a)é possível viajar no tempo e b) as evidências sugerem que a História nunca mudou como resultado de ações tomadas por alguém que se lembre delas, embora existam provas de que as pessoas estão sempre a mudar a sua própria linha do tempo.
Larry Niven sugere que num universo tipo 2.1 a melhor forma do universo "corrigir" as alterações da História consiste em impedir a descoberta de formas de viajar no tempo, e que num universo de tipo 2.2, um número muito grande (ou mesmo infinito) de viajantes vão causar um número infinito de mudanças na História até que esta se estabilize em uma versão na qual formas de viajar no tempo não seriam descobertas.
Uma variante dessa modalidade está no "Fim da Eternidade", de Isaac Asimov, onde as mudanças na História causam desvios mas depois se ajustam a uma linha-mestra. A depender da alteração, pode ser um desvio ínfimo, ou um de séculos, mas existiria uma espécie de inércia no percurso da História.
Em muitos livros de ficção científica, as viagens são feitas com máquinas do tempo, mas em alguns casos, as viagens são feitas graças aos poderes mentais dos personagens, como no livro Time And Againde Jack Finney. No livro de Poul Anderson,There Will Be Time, no filme Efeito borboleta e no seriado journeyman, viajar no tempo é uma capacidade inata que só alguns possuem.
SOBRE BURACOS DE MINHOCA:
Em física, um buraco de minhoca (ou verme) é uma característica topológica hipotética do continuum espaço-tempo, a qual é, em essência, um "atalho" através do espaço e do tempo. Um buraco de verme possui ao menos duas "bocas" conectadas a uma única "garganta" ou "tubo". Se o buraco de verme é transponível, a matéria pode "viajar" de uma boca para outra passando através da garganta. Embora não exista evidência direta da existência de buracos de verme, um contínuum espaço-temporal contendo tais entidades costuma ser considerado válido pela relatividade geral. O nome "buraco de verme" vem de uma analogia usada para explicar o fenômeno. Da mesma forma que um verme que perambula pela casca de uma maçã poderia pegar um atalho para o lado oposto da casca da fruta abrindo caminho através do miolo, em vez de mover-se por toda a superfície até lá, um viajante que passasse por um buraco de verme pegaria um atalho para o lado oposto do universo através de um túnel topologicamente incomum.Buracos de verme intra-universos conectam um local em um universo a outro local do mesmo universo (no mesmo tempo presente ou não presente). Um buraco de verme deverá ser capaz de conectar locais distantes no universo criando um atalho através do espaço-tempo, permitindo viajar entre eles mais rápido do que a luz levaria para transitar pelo espaço normal (ver a imagem acima). Buracos de verme inter-universos conectam um universo a outro. Isto dá margem à especulação de que tais buracos de verme poderiam ser usados para viajar de um universo paralelo para outro. Um buraco de verme que conecta universos (geralmente fechados) é frequentemente denominado como wormhole de Schwarzschild.
Outra aplicação de um buraco de verme poderia ser a viagem no tempo. Neste caso, é um atalho de um ponto no espaço-tempo para outro. Na teoria das cordas, o buraco de verme tem sido visto como uma conexão entre duas D-branas, onde as bocas estão ligadas às branas e são conectadas por um tubo de fluxo. Finalmente, acredita-se que buracos de verme sejam parte da espuma quântica. Existem dois tipos principais de buracos de verme: buracos de verme lorentzianos e buracos de verme euclidianos. Os buracos de verme lorentzianos são estudados primordialmente na relatividade geral e gravitação semiclássica, enquanto os buracos de verme euclidianos são estudados em física de partículas.
Buracos de verme transponíveis são um tipo especial de buraco de verme lorentziano que permitiriam que uma pessoa viajasse de um lado do buraco de verme ao outro. Serguei Krasnikov sugeriu a expressão atalho de espaço-tempo (spacetime shortcut) como uma descrição mais geral de buracos de verme (transponíveis) e sistemas de propulsão como a métrica de Alcubierre e o tubo de Krasnikovpara indicar viagens interestelares mais rápidas que a luz.
Mesmo se alguém encontrasse um buraco de verme e viajasse através dele, os cientistas não têm certeza sobre como isso afetaria o indivíduo. Alguns acreditam que um buraco de verme não se manteria estável por tempo suficiente para permitir a travessia. E existem teorias que sugerem que mesmo que ele permaneça estável, o viajante seria alterado de formas indeterminadas e poderia experimentar danos ao coração ou cérebro, e possivelmente até a morte.
CURIOSIDADES:
Cientistas do CERN, laboratório de pesquisas nucleares da Europa, descobriram partículas subatômicas capazes de viajar em velocidades que superam à da luz, algo considerado impossível até então. A novidade pode abalar todos os pilares da Física moderna e tornar inválida a Teoria da Relatividade desenvolvida por Albert Einstein.Leia mais aqui.
Em setembro deste ano, pesquisadores do CERN anunciaram a descoberta de partículas subatômicas capazes de viajar a velocidades acima da da luz. A novidade, que abala os pilares da física moderna, foi confirmada novamente nesta sexta-feira (18 de novembro), após testes mais precisos dos experimentos realizados anteriormente.
Leia mais aqui
E então? conseguiram identificar o tipo de universo em que The Big Machine se passa? Conseguiram encontrar as semelhanças entre realidade e ficção? Acha mesmo que é possível?!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
The Big Machine Keeps Rolling On! - HQ & Mangá: A Origem Nos Quadrinhos
Gantz é uma série de mangá escrita por Hiroya Oku, e serializada na revista Young Jump, contando a história do adolescente de 16 anos, Kei Kurono que morre atropelado pelo metrô junto de um amigo, Masaru Katou. Após isso os dois são transportados para uma sala para participar de um jogo sanguinário, violento e competitivo, comandado por uma "esfera negra" chamada Gantz, esta por sua vez toca uma música e passa a missão: matar Alienígenas. Mostra o arsenal de armas e o uniforme de cada um, sua missão é sobreviver ao jogo e matar os aliens indicados dentro do tempo estipulado. A história se desenvolve de modo surpreendente, inesperado, o crescimento das personagens é algo marcante. Com a convivência da morte eles mudam seu modo de pensar. Quase todos têm traumas horríveis, porém com as lutas de Gantz eles aprendem a vencer as adversidades, ficando mais decididos e fortes. A trama vai mostrando os combates dos Caçadores contra a possível ameaça dos Alienígenas no mundo contemporâneo.
A narrativa concentra-se nos acontecimentos antes e após as missões, mostrando como os Caçadores vivem seu cotidiano carregando esse fardo, mantendo seu segredo longe de qualquer um. Suas influências podem ser vistas no modo objetivo como "The Big Machine 3 - Apocalipse" é narrado, repleto de cenas de ação e luta do começo ao fim, fora os trajes utilizados pelos generais inimigos possuidores do mesmo sistema dos trajes de Gantz: um estranho mecanismo capaz de dobrar a força de um ser humano normal para a de dez homens ou mais. Os trajes dos Apocalípticos também são baseados neles, com total ausência do tal mecanismo. As cores diferenciam os dois "times" em TBM3, os discípulos de Alberta Veronese possuem trajes brancos, e os seguidores de Christopher Umbrella, pretos. A ambientação da história e os sentimentos de angústia, caos, morte e desordem social total que vemos em The Big Machine 3 foi totalmente inspirado na "last phase" de Gantz, que ainda está em curso no mangá até hoje, embora o anime já tenha terminado.
ACOMPANHE O ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO DE THE BIG MACHINE!
NA PRÓXIMA SEMANA: CIÊNCIA - É POSSÍVEL?!
VIAGENS NO TEMPO?
BURACOS DE MINHOCA?
REALIDADES ALTERNATIVAS?
AGUARDE!
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
The Big Machine Keeps Rolling On! - Moda: As Ruas de Neon City

















ACOMPANHE O ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO DE THE BIG MACHINE!
DIA 28: MANGÁ & HQ: A ORIGEM NOS QUADRINHOS!
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