Bem vindos à minha fábrica de sonhos!
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nōvina hāḍu

E vem a dor
A dor de saber que um dia ao acordar
Não encontrarei mais seus olhos
A me velar

A dor de saber que um dia
O lugar ao meu lado estará vazio
É o curso que segue este rio
Sinto a dor vindoura

A dor do futuro
A dor de um mundo tão duro
Sem estas mãos macias para torná-lo
Suportável


Insuportável será a dor
De não mais sentir o seu viver
Do apagar da sua existência
Do começo de uma penitência

A dor de uma vida sem cor
Sem amor, sem calor
O começo de uma película
De terror

Mãe, por favor,
Faça-se eterna como a lua
Mas que pena que até ela
Um dia deixará a órbita da terra.


~


Louie Mimieux

sábado, 14 de maio de 2011

Montanha de Sentimentos



Quando o sol se por
Os querubins abrirão suas asas
E todos os cavalos irão galopar
Pasto afora, ao sabor dos ventos
E quando a lua subir aos céus
Todos os coiotes do mundo irão uivar
E todos fugirão
Mas eu não

Porque quando todos pararem de sorrir
Eu ainda estarei sorrindo
E quando todas as vozes se calarem
Eu estarei falando
E quando faltarem abraços
Meus braços estarão abertos para o horizonte
E quando faltarem beijos
Meus lábios estarão eternamente macios
Para receber os seus e os de quem for

Porque eu sou assim
Essa montanha de sentimentos
Pronta para explodir
O vulcão interno de um serafim

Houve uma explosão no céu
E todos olharam
E havia uma estrela
Ardendo mais do que as outras
E ela cruzou o céu de norte a sul
Iluminando tudo o que antes era azul

Houve um galopar
O trotar de um branco unicórnio
Para ele todos voltaram seus olhos
E uma águia gritou
Para as montanhas o mundo olhou
Toda a neve derreteu
E o mundo tornou-se um breu
E as pessoas fugiram
Menos eu

Porque eu sou assim
Essa montanha de sentimentos
Pronta para explodir
O vulcão interno de um serafim

E quando todos os olhos estiverem fechados
Os meus continuarão abertos
Quando os corações pararem de bater
O meu estará a mil
E quando eles deixarem de amar
Eu continuarei te amando
Os espinhos da vida continuarão me ferindo
E eu continuarei te querendo

Faz tempo que eu estou aqui
Esperando o mundo acabar
Deitado nessa cama
Entre as paredes púrpuras
Com os dedos neste teclado
Esperando chover sobre mim
Todos os meteoros do universo

Um dia acontecerá
O sol brilhará para mim
Porque eu sou assim
Essa montanha de sentimentos
Pronta para explodir
O vulcão interno de um serafim
Todas as quatro faces de querubim

Houve clamor, houve espanto
Houve maldição, houve benção
E eu te abracei forte
E você era eu
E eu era você
E nós dois éramos um só
Do céu, outros mundos desceram
E os cavalos dos pastos verdes
Alcançaram as cidades a galope
Eu estava lá para ouvir

Não tapei os ouvidos
Porque eu sou assim
Essa montanha de sentimentos
Pronta para explodir
O vulcão interno de um serafim
Todas as quatro faces de um querubim

E o mundo acabou ao meu redor
Não pestanejei, não apaguei
Permaneci de pé
Porque alguém me quer
Esse alguém é você
Esse alguém sou eu
De frente para o espelho
Minha mente agora é um breu

~



Louie Mimieux


domingo, 10 de abril de 2011

Theoria

Eu tenho uma sacola cheia de sonhos

E um baú repleto de fantasia

Eu tenho uma mente estranha

De noite e de dia

Mas meu coração é vazio


Eu tenho uma casa alaranjada

De janelas gradeadas e azulejos azuis

Nada nesse mundo me seduz

Nenhum ser humano me deduz


Você sabe quem eu sou?

Eu fui terra, eu fui céu

Eu fui água, eu fui fel

Amargo como semente de limão

E os cajus do quintal sequer florescerão


No meu mundo, as cigarras cantam de madrugada

À luz das estrelas, comemorando o luar

Os lobos saem de dia, usando chapéu

Foram passear

E o que há atrás daquela porta

Só a fechadura dirá


Eu tenho uma bagagem estranha

Ela tem o formato de uma palmeira

E está cheia, lotada de besteira

Nunca vi tanta bala

E nem tanto caviar

Caviar é coisa de rico

Cansei de fantasiar


A realidade é outra coisa

Mas prefiro ficar aqui dentro

Do que me vender ao relento

Falando em vender,

Jamais me dei fácil

Que nem certas vadias que conheço.

Pra falar a verdade, a mim mesmo desconheço


Carroça, carrapato, caipora

Alguma coisa nesse mundo me apavora

No Messenger eu nunca estou ausente

Eu só estou descontente

Por isso não venha dizer oi

Eu só respondo depois


Depois que os pássaros pararem de chorar

E os pedaços do meu coração

Eu consegui juntar

Já não tenho mais chão

Flutuando no céu

Sem conseguir atravessar o véu


Alguém furou a teoria

Que sustentava essa patifaria

Que eu chamo de vida

Vida minha,

Vida minha


Eu nunca sou eu mesmo

Estou sempre representando

Como uma espanhola dançando tango

Estou farto de estudar

Vestibular ficou pra lá


Meus amigos, onde estão?

Na padaria, comendo pão?

E o meu amor, que se perdeu

Esfacelou, evaporou

Nunca existiu.

Isso me apavorou.


E eu por acaso sou gente?

E eu por acaso sou humano?

Minha vida é uma grande mentira

Ora, quem diria


Eu finjo que te entendo

Eu finjo que te amo

Eu finjo que te sinto

Eu finjo que existo


Uma cópia barata

De alguém que já existiu

Foi assim

Que minha teoria faliu.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Felicidade

Houve um dia pela manhã

Um simples dia pela manhã

Em que minha consciência abriu seus olhos

E sentiu que o sol já havia nascido

E cada pedaço de mim procurou a dor

Mas a dor não estava lá

Havia um grande buraco onde antes havia um parasita

Mas ele próprio não estava mais lá

A dor havia ido embora

Havia sumido

E no lugar dela havia uma grande nuvem branca

De paz, de harmonia.

Deus, como eu queria...

Que aquele momento houvesse durado para sempre

Quem sabe, um dia...

domingo, 27 de março de 2011

A Canção da Débil Mental

Com muito esforço, consegui trazer até vocês o depoimento de uma garota (anônima por opção - exigência na verdade) que está perdendo os cabelos, desesperada, louca de amores por um colega de classe que sequer nota a sua existência. Embora não possua melodia ainda, achei a música divertídissima, engraçada, e dei boas risadas dela (a anônima não gostou nada, nada da minha reação), daria um single maravilhoso, e com essa letra faria sucesso instantâneo nas rádios brasileiras, de fato. Decidi então convencê-la a ceder a letra de sua futura música para as páginas de The Fatcat House, afinal de contas, quem nunca passou por uma situação dessas? Com vocês, as palavras da anônima!



Doutor me tranque no hospício


Ele não sai da minha cabeça


Doutor, eu reconheço


Isso é doença


Doutor, eu não aguento


Faça isso parar


Doutor isso é o imploro


De uma garota demente mental


À beira de um derrame


Precisando de um tranquilizante radical


Meu coração está em frangalhos


Ansiedade é meu sobrenome


Porque ele não pode ser meu homem?!



Doutor, onde está você?


Nessa minha hora de desespero?


Minha vida já virou um pesadelo


Novela mexicana, ou talvez peruana


Onde está o medicamento?!


Eu não aguento!



Doutor isso é o imploro


De uma garota débil mental


Que precisa de um homem tal


Que me ame, que me ame!


Por Deus, vou ter um derrame!


Necessitando de um tranquilizante


Pra conter essa fúria emocionante


Que emana de mim, vinda de um universo distante!


Doutor me dê um tranquilizante!



Doutor me tranque no hospício


Antes que eu cometa suicídio


Eu sei que são os ossos do seu ofício


Mas é minha vez de falar


Você sabe o que é amar?!


Não me venha com“isso não é amor, é paixão”!


Nem você sabe o que é isso, então!


Não, eu não sinto tesão



Doutor, eu preciso de amor


Só o que eu quero é o amor


O amor de homem tal


Que aos outros olhos parece tão banal


Mas para esse coração é essencial!



Doutor isso é o imploro


De uma garota demente mental


À beira de um derrame


Precisando de um tranquilizante radical


Meu coração está em frangalhos


Ansiedade é meu sobrenome


Porque ele não pode ser meu homem?!



Deus, onde está você?!


Que não traz pra mim meu bem querer?


Eu perdi meu coração


No fogo dessa paixão


Deus, onde está você?!


Pare de se esconder


No meio dessa confusão


E tire esse homem


Do meu coração!


terça-feira, 22 de março de 2011

Aqui Jaz Uma Carta de Amor


Que ela descanse em paz

segunda-feira, 21 de março de 2011

A Pior Coisa...


...que pode acontecer a um ser humano
Não é morrer
Não é adoecer
Não é empobrecer
Tudo se espera, tudo se supera
A pior coisa que pode acontecer a um ser humano
É se apaixonar
Nada se espera
Nunca se supera


Louie Mimieux

segunda-feira, 14 de março de 2011

Garoto Robô


Eu estava brincando por aí
Quando o amor me pegou
Ele me abraçou e me atiçou
E depois ele me esnobou

Quantas vezes ele fez isso?
Por Deus, já perdi a conta
Das vezes em que vivi um faz-de-contas!

Isso me transformou, isso me modificou
Garoto robô, agora eu sou
Com um enorme coração de diamante
Alimentando a máquina constante
Frio, duro e transparente

Não bate, não sente
Inocente
Mas também não sofre,
Que sorte!
Garoto robô, garoto robô!
O que se fez de você?
Garoto robô, garoto robô!
Ninguém mais te vê!
Garoto robô, garoto robô!
Acho que já chega
De acreditar numa vida
Em que tudo vem na bandeja!

Eu estava brincando por aí
Quando o amor me apareceu
Mas ele era tão confuso
Ele nem se esclareceu
Meu coração escureceu

Quantas vezes ele fez isso?
Eu sequer pude lembrar
A canção que eu ouvia
Quando ele me fez chorar!

Isso me transformou, isso me modificou
Um coração de diamante
Agora eu sou
Alimentando a máquina constante
Num frio inebriante
Nem a caldeira mais poderosa
Consegue trazer de volta a rosa!

Garoto robô, Garoto robô
É isso que agora eu sou
Com uma CPU cheia de vírus
Processador lento, memória cheia
Cavalo de tróia
Deveria estar na areia

Garoto robô, garoto robô!
O que se fez de você?
Garoto robô, garoto robô!
Ninguém mais te vê!
Garoto robô, garoto robô!
Acho que já chega
De acreditar numa vida
Em que tudo vem na bandeja!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O crepúsculo se aproxima...


Havia uma casa amarela
Sim havia
E havia um homem dentro dela
Sim havia

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Em breve...

Um dia
Eu encontrei
Vagando por esta terra
Uma enorme borboleta amarela
De todas ela era a mais bela
A mais bela de todas
Era ela.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Eu Danço


Eu danço
Como o bebum bebe
Eu danço

Como o padre ora
Eu danço sozinho
Como o xamã invoca
o Espírito da Floresta
Dentro da sua oca

Eu danço para espantar os demônios
Eu danço para ficar legal
Eu danço quando estou triste
Isso não me deixa feliz

Eu risco a pista de dança
Como o quadro é arranhado pelo giz
Eu vou até o chão
Ao som da dirty beat
Eu soco o ar
Eu chuto o vento
Não preciso de carinho
Nem de alento

Só preciso ficar sozinho
Pra dançar e rasgar o linho
Não vou aos clubes
Não vou as boates
Não sou de balada
Nem da noitada
Mas mesmo assim eu danço
No meu quarto escuro
Pelos desamores
E pelas minhas dores
Sou egoísta
Não tenho um fim
Quero a pista de dança só pra mim
Quando estou sozinho
Consigo me soltar
Vem de dentro pra fora
Eu jogo tudo fora

Na pista de dança imaginária
Eu faço a minha área
Na sala, no banheiro
Posso pular o dia inteiro
Tudo depende
Do quão triste eu estiver

Porque eu te amo
E não quero admitir
Ainda te amo
E continuo a pensar em ti
E por isso eu danço
Eu danço só pra mim

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Decepção

Esta noite, deitei-me com a decepção
Lado a lado, cara a cara
E ela me disse, e ela me disse
Sim, é culpa sua
Tudo sua culpa
E eu olhei-a nos olhos
Sim, bem dentro deles
E lhe disse
Não, é culpa das pessoas


E então sabe o que ela disse?
As pessoas não tem culpa
de Você confiar nelas
As pessoas não tem culpa
de Você ser quem é

E eu disse, sim eu lhe disse
Eu lhe disse
Você tem toda razão
Dona Decepção
Toda razão.




Ode à Solidão

Oh, Solidão
Minha dama das horas vagas
Oh, querida Solidão
Minha musa das derradeiras madrugadas
Venha me consumir
Venha me abraçar
Para que eu não tenha que sentir
O vazio que aqui está
A me cutucar
Com este garfo vermelho de três dentes
Ferindo, Ferindo, Ferindo
Meu coração já Machucado



Só a tua presença me acalenta
Só o teu abraço é o que eu preciso
Solidão, venha me dar a paz eterna
A porta está aberta para você
Solidão
Anjo Solidão
Venha, entre, vamos conversar
Minha companhia é você
Solidão


Me consuma de dentro pra fora
Me dê a paz de que preciso
Porque sozinho sei quem sou
Sozinho sou feliz, porque tenho a você
Você faz parte disso
Solidão, venha me ajudar a enfrentar
Estes longos anos de solidão
Venha me ajudar a conformar
Este coração.
Solidão, oh solidão, minha musa das horas vagas
Meu conforto, minha paz
Solidão

Sou feito de ti
Tu és feita de mim
Solidão, Solidão
Resultado da paixão.


sábado, 8 de maio de 2010

Poemas por Jean Roger

Estou de volta agora em Maio, bem no dia do aniversário da minha irmã, para postar dois belos poemas escritos por um grande amigo meu, Jean Roger, que os cedeu gentilmente a mim numa certa madrugada, altas horas, enquanto conversávamos pelo msn. Estou postando juntamente a dedicatória que ele fez, espero que ele não se importe com isso e espero que gostem :)


- Não chore agora senhor Sol

Bem, eu acordei no meio da tarde
pois isto é quando tudo machuca muito,
eu sonho que nunca conheço ninguém na festa
e eu sou sempre o anfitrião.
Se sonhos são como filmes
então lembranças são filmes sobre fantasmas.
E depois, um dia você descobrirá
Que dez anos ficaram para trás,
ninguém te disse quando correr,
Você perdeu o tiro de partida.
Lembro-me quando tinha 13, hoje tenho 32 mas por favor não olhe pra mim agora.
Eu sou um idiota caminhando na corda fina da fortuna e fama,
eu sou um acrobata balançando trapézios através de círculos de chama.
Se você nunca fitou à distância
então sua vida é uma vergonha
e embora eu nunca vá esquecer sua face,
às vezes, eu não consigo lembrar meu nome.
Você monta em um arco-íris para alcançar o sol
mas ele está fugindo no horizonte zombando de você,
no outro dia ele estará na sua frente outra vez,
ele sempre é relativamente o mesmo
só você que está mais velho, com o fôlego mais curto.
O preço de uma memória é a lembrança de tristeza que traz
e há sempre uma última luz para apagar,
e um último sino para tocar,
e a última pessoa a sair do circo.
O tempo está passando meu caro, as canções terminan, tão mais cedo ou tarde,
senhor Sol pode não me cumprimentar amanhã
e eu pensei que tivesse algo mais à dizer.
As vezes eu me sinto em uma roda-gigante de drogados.
As vezes me pego pensando em como será um dia que eu não estiver aqui,
um dia que eu não vá acordar,
o que senhor Sol pensará? Sentirá minha falta? Chorará?
Talvez eu pense demais as vezes.
Toda luz que ilumina minha mente apaga-se à noite,
mas eu gosto de estar aqui, lar doce lar,
mesmo com todo esse frio e cansaço,
é bom esquentar os ossos em uma lareira, me é nostálgico.
Os sinos tocam nos grandes campos,
algo brilha no horizonte,
sei que não vou vê-lo novamente,
ele chamará todos para curvar-se ao seu poder,
todas as percepções da navalha que cortam apenas um pouco bem fundo,
hei, eu posso sangrar tão bem quanto qualquer um
mas eu preciso de alguém para me ajudar a dormir


Dedico à minha doce Rafaella, desculpe à demora. Espero que goste, foi um prazer faze-lo.

Jean Roger



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- Todos


Eu pensei que pudesse ter a lua
Mas isso foi uma grande mentira
Ela me pediu calma mas isso é apenas uma desculpa
Olhe para mim, você acha que preciso de alguém?
Eu queria ter uma nave quando criança e hoje quero ter um foguete
Pois é assim que as coisas funcionam quando se é igual a mim
Odeio Outono e não me pergunte por quê
Vê aquele homem caído nas folhas?
Ele pode ser um de mim
Mas é tudo que se faz quando não há nada para fazer
Meu melhor amigo está na próxima esquina
Ele me deixou para trás para tentar se divertir
Minhas mulheres morreram comigo algum tempo atrás
Sim, elas também me deixaram
Isso te faz querer se aproximar?
Consegue vê-la esperando alguém igual a mim?
Eu estou quase lá
Sabe, eu tenho uma máquina de sonhos
Ir dormir pensando como você seria diferente se pensasse que pudesse é tranqüilizador
Acordar exatamente como dormiu é a pior parte de tudo
Todos me esperam a duas quadras daqui
Eu me viro e vou embora pois ainda não terminei
Estou apenas esperando algo.