Bem vindos à minha fábrica de sonhos!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Stella e Bob, O Palhaço



Madrugada alta, a sede é tanta, ela não vai aguentar ficar na cama por muito tempo, vai ter de se levantar e vai ser agora. Essa é uma noite rara em que este espécieme em extinção dos becos e bares de Nova York resolve passar a noite em casa, de preferência, dormindo, o que é absurdamente incrível tratando-se de Stella, uma porraloca qualquer num apartamento qualquer, no derradeiro horário de quatro da manhã.

Ela praticamente galopou até a cozinha, abriu a porta da geladeira quase vazia e puxou uma garrafa de água bem gelada, lá do fundo. Desenroscou a tampa e sequer procurou por um copo, bebeu ali no gargalo mesmo. Soltou uma expressão de alívio quando já estava satisfeita, feito um animal que percorreu o deserto há dias, fechou a porta da geladeira e deu de cara com quem ela menos esperava, olhando para ela, ali no escuro, fixamente, com seus estranhos olhos em cruz, sua boca pintada e seu cabelo ruivo, chapeuzinho verde e macacão de bolinhas amarelas.

- Olá Stella!

- Ah não, você de novo não! Eu precisei de três anos de terapia pra te esquecer da primeira vez, e não vou te aturar de novo! Não vou!

Stella tapou os ouvidos e começou a cantarolar uma cantiga tirada de "A Noviça Rebelde" enquanto o palhaço chegava mais perto.

- Ora, Stella! Vamos! Onde está toda a sua animação, menina?! Sorria! Vamos! Sorria! Deixa a tristeza de lado, vamos curtir a vida! Vamos sair e ver o mundo! Vamos dançar e cantar!


- Dóóó é pena de alguéééém, Rééé eu ando para trááás...

- É assim que eu gosto de ver! Mais animação nessa música! Vamos!

Aquela estranha criatura vestida para animar uma festa infantil estava realmente pulando de um lado para o outro na cozinha enquanto Stella cantava! Era aterrorizante! Ela então fechou os olhos e começou a cantar mais alto, tentando ignorar as gargalhadas do palhaço que subira na mesa para dançar folkstrot com um cabo de vassoura. Sua canção estava virando um quase chorar. E então ele desapareceu, e tudo se calou.

- Isso é bom, muito bom - suspirou, aliviada, relaxando os ombros. - eu não sou louca, repita comigo Stella, eu não sou louca... - caminhou vagarosa e pausadamente para o quarto, certificando-se de que não ia mais encontrar o medonho ser colorido pulando no escuro ali do lado, repetindo a mesma frase talvez umas trinta vezes, ela deitou-se na cama tremendo de medo, e começou a rezar. Talvez a mãe dela estivesse certa quando disse, há alguns anos atrás, que com relação a esta alucinação do palhaço, ela poderia estar sendo perseguida por espíritos malignos.

Então sua boca cansou e seus olhos também cansaram e foram fechando aos poucos.

- Steeeeeeeeeeeeeeeeeellaaaaaaaaaaaaaaaaaa... - sussurrou a voz.

- Steeeeeeeeeeeeeeeeeellaaaaaaaaaaaaaaaaaa... - sussurrou a voz outra vez.

- Estou dormindo, estou dormindo, estou dormindo - grunhiu a jovem, virando para o lado de lá.

- Steeeeeeeeeeeeeeeeeellaaaaaaaaaaaaaaaaa... - sussurrou a voz, de novo.

Stella abriu os olhos. Aquele rosto estava encarando-a próximo demais. Rolou assustada para fora da cama, bateu de cabeça no piso e se escondeu feito uma rata embaixo da cama.

- Tem certeza de que não quer conversar sobre o assunto, Stella? - ali estava o palhaço, embaixo da cama, com todas as suas bexigas coloridas, bem do seu ladinho.

Stella tapou os ouvidos.

- Olha Bob, você está cortado da minha lista de amizades, excluído da minha vida, apagado de todas as minhas lembranças, e quero que continue assim, tudo bem?! Estávamos indo muito bem sem você, estávamos sim! - esbravejou ela.

- Não seja tão grossa assim, Stella, minha melhor amiga! Somos Best Friends Forever, se lembra?!

- Não me venha com essa agora! Está tarde, você ERA, repito: ERA meu amigo imaginário, agora eu já sou uma mulher adulta e não preciso dividar as minhas frustrações com um cara de boné verde usando maquiagem!

- Poxa, assim você me magoa! - Bob fez um bico. Stella ficou com um peso enorme na consciência, afinal de contas, Bob pode ter perturbado bastante a paciência dela depois da morte do seu pai, e demorou um tempo considerável para que ele parasse de aparecer de madrugada no seu quarto cantando canções de programas infantis e oferecendo bexigas de animais para ela, mas ele realmente fora seu amigo num tempo remoto. A abraçara, a empurrara no balancinho, a ajudara a subir na árvore, ensinara a pequena Stella a andar de bicicleta, contara para a pequena Stella história e cantara canções animadíssimas que lhe tiravam todas as frustrações das brigas que aconteciam em casa naqueles tempos difíceis no interior, quando seus pais ainda eram juntos.

- Mas o psiquiatra me disse que você é apenas uma alucinação paranóica causada por grandes traumas, como as brigas em casa nos tempos de fazenda e a morte de papai por causa do tabaco!

- E por acaso o psiquiatra é especialista em amizades, Stella?!

A jovem rastejou para fora do esconderijo, o palhaço fez o mesmo.


- Então tudo bem, vamos pra cozinha que eu te faço um chá.

As luzes do apartamento foram acesas e a tigelinha de Mariella chei até o topo de ração. Bob sentou-se à mesa, Stella ofereceu-lhe a xícara, pegou a garrafa de chá gelado de dentro da geladeira e sentou-se para fazer companhia ao seu velho amigo.

- Você disse que ia ser chá, chá pra mim só serve se for quente!


- Não seja exigente Bob, você me acordou bem no meio de uma das minhas raras noites boas de sono. Tirei o dia hoje pra descansar e prometi não sair pra lugar nenhum, O QUE JÁ É BEM ESTRANHO, e aí você me aparece, ACHO QUE ESTOU REALMENTE FICANDO LOUCA.

Fez-se silêncio, o palhaço bebeu um gole.

- A propósito - fez Bob - não gostei do penteado novo.

- Ninguém pediu a sua opinião - retrucou Stella, tomando um gole de chá.

- Está grossa demais, Stella, onde estão os bons modos que nós ensaiamos?

- Enfiei no...

- POR DEUS! QUE BOCA SUJA! - Bob levantou-se da mesa com a mão na boca, uma das suas bexigas estourou.

- Está satisfeito? Acho que já conversamos o bastante, agora é hora de ir embora, Bob - fez Stella, levantando-se da mesa também e guardando a garrafa de chá.

- Ah, não mesmo! - o palhaço sentou-se de novo - não vou sair daqui enquanto não falarmos sobre o Ítalo!

- OH, MAS QUE... O QUE... COMO VOCÊ SABE SOBRE O ÍTALO? - berrou ela, assustada. Havia um palhaço espionando sua vida! - ah, esquece, você é uma alucinação minha, tem que saber tudo sobre mim mesmo... - deu de ombros e sentou-se - o que quer saber sobre ele? VAMOS, eu respondo! Estou disposta a encarar essa loucura toda! - deu um tapa na mesa.

- Você vai ou não, aceitar o pedido dele?


- Eu o conheci esta tarde, não posso revelar muita coisa a respeito disso - ela cruzou as perninhas.


- Mas a proposta que ele fez é irrecusável! Stella! É a sua chance final de mudar de vida para sempre!

- Eu não quero um homem me regulando

- Ele não vai lhe regular, ele só vai lhe mostrar as possibilidades de...


- Não, não me venha com essa, sou ativista feminista de carteirinha, não quero saber de homem!

- Então entra pro time da Wanda! - Bob deu um tapa na mesa.

- EU NÂO, DEUS ME LIVRE

- Então desencalhe!


- Também não quero, gosto de ser solteira e poder transar com um homem diferente toda noite sem compromisso. Sou totalmente independente!


- Você é uma pessoa carente, Stella, e aliás, ele não quer nada demais, ele só quer que você seja modelo por um dia, só isso, faça as fotos pro cara!


- Não, não e não! Eu sei muito bem o que ele vai querer depois!

- Vou te confessar uma coisa... - Bob se debruçou sobre a mesa e colocou a mão na frente da boca, olhou para um lado e para o outro antes de fazer sua declaração - eu acho que ele é gay!

- Não seja idiota, ele ficou de olho nos meus peitos! É só isso o que ele quer! Eu até posso dar, mas depois, é tchau e bença...


- Stella, não seja tão cabeça dura!

Stella pegou um garfo e estourou uma por uma das bexigas de Bob.


- Tem certeza que é isso o que você quer mesmo?

- Tenho sim, você bem sabe como eu sou!

E assim, Bob virou fumaça. Stella voltou correndo para a cama, um pouco assustada, rindo de si mesma, e pensando se realmente esta era a sua decisão, e sendo assim, rezou um pouco, caindo no sono logo em seguida.






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quinta-feira, 3 de junho de 2010

The Fatcat House de Cara Nova



O último tema da casa do gato obeso (-rs), foi inspirado na era da disco music e na psicodelia, este tema cinza e diabólico é inspirado nos filmes de terror de época, como Frankenstein e Nosferatu, espero que goste e espero que consigam enxergar melhor o texto assim -kk

próximo tema; galáxias e planetas *-*

Coração Binário?


Em uma das minhas estranhas tarde de filosofia, após uma tempestade fulminante que pegou a cidade em cheio bem no meio de um dia de sol, parei e refleti, liguei pensamentos uns aos outros, teci teias feito uma gorda aranha, como aquela que vive na casinha de entulhos no fundo do quintal, capturando suas moscas tranquilamente enquanto os últimos raios de sol tentam secar o que restou de um mundo lavado pela ira da chuva.

De algum modo, e eu não sei como, o que eu escrevo na série "As Dellabóboras" se reflete na minha vida. Estou passando por um período árduo da minha vida, onde os problemas parecem chover um atrás do outro, sem parar, decisões importantes sendo tomadas todas ao mesmo tempo, coisas das quais se precisa abrir mão, relações sociais, romances ruins, como um período de trevas, exatamente como a escuridão em que as primas Dellabóboras se encontram nesse momento do último capítulo do terceiro volume.

E então lembrei-me de algo: uma semana depois de Afonsa dar o seu primeiro beijo na trama, eu também tive tal experiência, foi aí que tudo ficou muito claro pra mim. Comecei a escrever esse livro ano passado, em fevereiro, está demorando tanto assim a terminar porque tratou-se de um trabalho árduo de pesquisa e encaixe de peças. Escrever um livro é como montar um quebra-cabeça de conhecimentos e situações, é um pouco complicado, mas se houver paixão envolvida, acaba dando muito certo, como essa série de nome peculiar e até um pouco engraçado, mas muito profunda, que começa simples e infantil e termina polêmica e séria.

Ao longo do ano passado, expus para meus personagens problemas, e pensei feito eles para poder resolvê-los, e assim foram extirpando-se cada um dos dilemas da vida de Afonsa, tanto no ramo mágico da história quanto no não-mágico, o lado mais humano, mais pessoal. E era exatamente assim que as coisas se resolviam pra mim: problemas vinham em uma certa ordem e eu tinha de resolvê-los num certo tempo, e no final das contas tudo acabava bem. E agora, na reta final deste livro, todos os problemas estão vindo juntos de uma só vez para as garotas, assim como acontece comigo aqui, na vida real.

E então, para acabar de vez com meu período sombrio, decidi por um fim nesta fase da minha vida terminando o último capítulo do livro neste final de semana! Espero que dê tudo certo, exatamente como em "Coração de Tinta"... Ou melhor dizendo, "Coração Binário", já que tudo aqui é na base do Word no computador...

sábado, 22 de maio de 2010

Stella, Quatro Ratos e Uma Decisão Radical




- Stella, minha filha, você precisa de um marido.

- Ora mamãe, não me venha com essa pelo amor de DEUS!

- Querida, não blasfeme a esta hora da manhã, você precisa ir à igreja de vez em quando, tirar um pouco desses pecados...

Estava fazendo muito calor naquele dia.

- Mãe, dá pra ligar outra hora? EU ESTOU LIMPANDO A CASA.

Fez-se silêncio do outro lado da linha. A mulher devia estar em estado de choque, com certeza.

- Mamãe, está me ouvindo?

- Minha filha... Você... - fez-se silêncio e mais um pouco de respiração foi ouvida, uma respiração nervosa - IVAN! IVAN VAI BUSCAR UM COPO DE ÁGUA PRA MIM! PORCARIA! NINGUÉM ME ESCUTA NESSA CASA! - fez-se mais silêncio, a mulher engoliu em seco. - agora, repita pra mim pausadamente, Stella, o que você está fazendo?!

- EU-ESTOU-LIMPANDO-A-CASA!

Ouviu-se um sussurro do outro lado da linha, algo como "com a graça divina" ou "Ai meu Deus". Stella só não soube dizer se aquilo era uma expressão de alívio ou desespero, sua mãe sempre fora uma mulher indecifrável afinal. Continuava sendo então. Era bom ouvir a voz da mãe de vez em quando.

- Stella, meu anjo, vai receber visitas? - perguntou a mãe de Stella, forçadamente, segurando a emoção, ou talvez estivesse tentando engolir uma bolacha seca sem água.

- Claro que não! É que eu estive fora por dois dias e a louca da Mariella pariu BEM NO MEIO DA SALA, e isso aqui tá um nojo e... - ouviu-se agora, do lado de cá da linha, um tipo de som gutural como a provocação de um vômito, a mãe da garota tomou isso de sobressalto e fez uma careta do lado de lá.

- Stella! - gritou a mulher - Stella?! Você não está vomitando no bocal desse telefone está?!

- Não mamãe! Não! - respondeu a moça, ojeriza na voz, asco na ponta da língua. Se caretas fossem transmitidas pela linha telefônica, mãe e filha se poupariam desta conversa desnecessária para trocar caretas muito mais significativas do que tudo aquilo, ou qualquer outro tipo de comunicação que as duas tiveram. Desde que ela se lembra, a relação com a mãe era na base do grito. Com o pai eram só grunhidos, o pai de Stella vivia mascando tabaco, costumava abrir o cantinho da boca para gemer alguma coisa às vezes.

Alguém esmurrava a porta do apartamento aos gritos naquele momento.

- ABAIXE ESSA MALDITA MÚSICA! - urrava uma mulher estressada ao fundo. Talvez ela não gostasse tanto assim de Björk.

- VAI SE FERRAR SUA GORDA! - rugiu Stella de volta.

- STELLA! SUA VAGABUNDA, NÃO FALE ASSIM COMIGO, EU SOU SUA MÃE! - guinchou a criatura do outro lado da linha telefônica.

- MAMÃE! EU NÃO ESTAVA FALANDO COM VOCÊ OK? AI, EU ESTOU COM ALGUNS PROBLEMAS AQUI, EU LIGO MAIS TARDE TUDO BEM? BEIJOS!

E desligou.

- Maldita, maldita seja essa gata e todos esses quatro ratos que ela pariu aqui no meio da minha sala... Meu pufe rosa já era! - ela deu um chute numa lata de refrigerante, mas logo correu atrás, ia fazer algo com aquilo. Em menos de cinco minutos, estava usando uma lata de alumínio como bobe de cabelo. - vou pintar essa porcaria hoje, cansei desse amarelo.

É engraçado, peculiar e engraçado como as coisas mudam de uma hora para outra assim, num piscar de olhos, é engraçado como pessoas tão fúteis e sem propósitos na vida como Stella chegam a lugares onde pessoas dão duro durante praticamente a vida inteira para chegar, e no final das contas acabam chegando a lugar nenhum. Peculiaridades, ironias do mundo, ironias da vida, alguém lá em cima parece brincar com a cara dos outros de vez em quando, mas não que eu esteja fazendo acusações desnecessárias aqui, a esta hora da manhã. Mas, enfim, acontece que Stella pintou realmente aqueles cabelos cor-de-ovo cacheados, pintou do preto mais preto que poderia pintar, cortou curto, tão curto quanto sua coragem deixou, e acabou que no final das contas ela parecia uma espécie de garota indie com a cara da Amy Winehouse, e foi bem engraçada a expressão nos rostos de Wanda e Haroldo quando a viram no Side's naquele fim de tarde.



A cara que Rita fez também não foi muito boa. A mulher deixou quebrar um conjunto relativamente caro de pires e xícara bem ali, na frente do gerente. Só não foi demitida porque trabalhava lá há uns vinte anos mais ou menos. E foi naquele comecinho de noite que Stella conheceu Ítalo. E Ítalo foi o começo e o fim de tudo aquilo o que ela chamou de vida, pelo menos até o momento. Um novo mundo estava se abrindo para Stella quando ela própria abriu a porta do Side's naquela hora exata. A vadia suja Stella encontraria então um propósito desproposital. Garota estúpida. Sinto inveja, muita inveja dela, confesso mesmo. Mas o Ítalo vai ter de esperar um pouco.



quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mitologia Grega



Ali estava ele, de cabeça baixa. Ele tinha pegado o papel de dentro da caixinha que a professora estava passando de carteira em carteira. Era muito jovem, mal se lembra direito do que aconteceu. Mas o fato era que aquela tarde fora o começo de tudo, o começo de todo esse martírio e de todo esse arrependimento que o corrói como úlceras agora nesta noite estrelada. Órion diz olá no horizonte à esta hora.


Todos os alunos da sala de aula tinham em mãos sua própria tira branca de papel dobrada no meio. A eles foi dito "não abram até que venham aqui para frente".


O garoto ainda estava de cabeça baixa. Desenhando, rabiscando no caderno, costume velho, arcaico, antigo, coisa de sangue, arte e criatividade correndo na veia.


O outro garoto atravessou a turma a passos lentos, desviando de carteiras e mochilas, a professora o chamara. Ele era quase tão rechonchudo quanto aquele que desenhava calma e ludicamente na última folha do caderno.


- Diga-me, o que está escrito no seu papel? - perguntou a professora, colocando a mão em cima dos ombros do menino - lembre-se de colocar o seu nome no espaço vazio, esta é uma dinâmica para que vocês interajam entre si e formem duplas para o trabalho avaliativo desta tarde.


Era primeiro dia de aula.


- Diga-me - pediu a professora de novo.


- Eu sou P., uma boca sem batom.


A turma silenciou-se.


Fez-se silêncio por alguns segundos.


- Quem é o batom desta boca?


Perguntou a professora. As piadas começaram antes da revelação do outro par desta dupla.


O desenhista abriu seu papel...


- Eu sou A., o batom da sua boca.
















Após todos esses anos, ele para pra pensar.


Mitologia Grega, maldita Mitologia Grega.


Mitologia Grega pura.


Roda do destino.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Stella Vai à França




Uma das poucas coisas que Stella lembra-se muito bem em toda a sua vida, tendo a memória de peixe que tem, é daquela sua viagem à França. Talvez o período mais estranho e mais atribulado de toda a sua frívola e promíscua existência. Foi mandada para lá meio que de castigo por causa de todos os acontecimentos envolvendo a vizinhança e essas coisas. Sua nova casa seria o apartamento minúsculo abarrotado de livros velhos de uma tia que ela mal conhecia e que mal parava em casa. Segundo sua mãe, a irmã mais velha do pai de Stella, Florência, morava em Paris, numa rua apertadinha muito próxima a centros movimentados de bares e cafeterias repletos de baderneiros, prostitutas, bêbados, filósofos e poetas do novo século. Os becos ali fediam e quase sempre estavam cheios de lixo, mas o vento fresco que vinha diretamente do Sena e ali desembocava como um rio de deleite e prazer fazia compensar tudo aquilo. Era o lugar mais procurado pelos mendigos no verão e menos frequentado pelos cachorros no inverno. Aquilo ali poderia ser um paraíso ou um inferno quando era preciso.

Stella gostava de passear por ali com a sua nova vespa, uma lambretinha vermelha barulhenta e razoavelmente rápida que costumava cortar aqueles becos como uma abelha vermelha furiosa zunindo com uma loira cor-de-ovo montada na garupa. Aquela lambreta era nova só na técnica, porque na prática estava encostada num quarto qualquer há mais de 20 anos.

- Lucas... O que será que se fez daquele garoto? - resmungou Stella enquanto bebericava alguma coisa depois do banho gelado que ela havia tomado. Com a ajuda, é claro, de Wanda e de Haroldo na madrugada que acabara de ficar para trás. Os dois guardiões da vadia suja dormiam nos pufes, jogados de sono de qualquer jeito. A posição de Haroldo renderia uma boa dor na coluna poucos instantes depois que ele acordasse. Stella estava resistindo bem demais. Assim que ela caísse na cama, desmaiaria e se acordaria talvez dois dias depois, e encontraria aquele apartamento todo revirado. No bom sentido é claro, Wanda iria chamar um multirão se fosse preciso, para limpar aquela zona infernal que Stella havia criado.

- Essa sapatão tola... - riu-se Stella, perguntando-se como alguém poderia se preocupar tanto com ela...

Vez ou outra, Lucas vinha à sua mente, um garoto ímpar, de olhos esbugalhados, encarando-a ali, parado na calçada, pouco tempo depois que ela fora lançada para fora de um bar numa briga por causa de uma rolha da garrafa de vinho de um velho barrigudo e mal encarado que bebia sozinho numa mesa.

- Onde está a maldita rolha?! - ele perguntou a Stella, implicando com a garota, ainda magrela, que bebia e mexia com alguns rapazes motoqueiros bem animadinhos. O velho a encarava há horas, a encarava desde o exato momento em que ela havia metido seus malditos pés naquela espelunca de teto baixo que fedia aos piores tipos de fungos. Ela se perguntava consequentemente o que estava fazendo ali, mas não o suficiente para se levantar e ir embora, porque o moreno que havia lhe pagado um copo de uísque era tudo o que ela precisava na cama naquele final de noite. Sua vida de vadia começou oficialmente nos becos sujos francesas. Poderia até dizer-se que Stella era uma vadia de luxo, e não uma vadia suja qualquer que começou a vida nas pontes do seu bairro de palafitas numa cidadezinha de interior qualquer.

- Eu a enfiei no...

O resto de uma das frases favoritas de Stella, vocês provavelmente devem conhecer. Talvez aquele gordo estivesse despeitado porque ela não havia dado um pingo de moral para a tentativa frustrada dele de a seduzir, ou talvez ele quisesse ser tão sexy quanto ela e não conseguisse nem em mil anos com aquela barriga toda. O que aconteceu a seguir foi que uma mão enorme pegou Stella de surpresa quando ela voltou sua atenção para o grupo de rapazes fedorentos que a enchiam de galanteios baratos. A mão agarrou nos seus cabelos e a atirou por cima de uma mesa, seu corpo quebrou uma vidraça já meio emendada e rolou para uma vala. Sorte dela que estava de jaqueta, se não os cortes seriam feios. Por sorte, sofreu apenas um arranhão de nada na testa. Foi quando a troca de tiros começou lá dentro. Seus parceiros a estavam defendendo. E ela saíra correndo em desabalada carreira, até a "motoca" ficara para trás.

Foi então que ela encontrou Lucas.

E foi então que muita coisa mudou na vida de Stella.

Lucas.

Ela nunca vai esquecer de Lucas.

O que se fez afinal de Lucas?

Seu romance de uma noite só?

Talvez o único homem que ela amara de verdade em toda a sua vida?














Para saber o final desta história, leia:






sábado, 8 de maio de 2010

Poemas por Jean Roger

Estou de volta agora em Maio, bem no dia do aniversário da minha irmã, para postar dois belos poemas escritos por um grande amigo meu, Jean Roger, que os cedeu gentilmente a mim numa certa madrugada, altas horas, enquanto conversávamos pelo msn. Estou postando juntamente a dedicatória que ele fez, espero que ele não se importe com isso e espero que gostem :)


- Não chore agora senhor Sol

Bem, eu acordei no meio da tarde
pois isto é quando tudo machuca muito,
eu sonho que nunca conheço ninguém na festa
e eu sou sempre o anfitrião.
Se sonhos são como filmes
então lembranças são filmes sobre fantasmas.
E depois, um dia você descobrirá
Que dez anos ficaram para trás,
ninguém te disse quando correr,
Você perdeu o tiro de partida.
Lembro-me quando tinha 13, hoje tenho 32 mas por favor não olhe pra mim agora.
Eu sou um idiota caminhando na corda fina da fortuna e fama,
eu sou um acrobata balançando trapézios através de círculos de chama.
Se você nunca fitou à distância
então sua vida é uma vergonha
e embora eu nunca vá esquecer sua face,
às vezes, eu não consigo lembrar meu nome.
Você monta em um arco-íris para alcançar o sol
mas ele está fugindo no horizonte zombando de você,
no outro dia ele estará na sua frente outra vez,
ele sempre é relativamente o mesmo
só você que está mais velho, com o fôlego mais curto.
O preço de uma memória é a lembrança de tristeza que traz
e há sempre uma última luz para apagar,
e um último sino para tocar,
e a última pessoa a sair do circo.
O tempo está passando meu caro, as canções terminan, tão mais cedo ou tarde,
senhor Sol pode não me cumprimentar amanhã
e eu pensei que tivesse algo mais à dizer.
As vezes eu me sinto em uma roda-gigante de drogados.
As vezes me pego pensando em como será um dia que eu não estiver aqui,
um dia que eu não vá acordar,
o que senhor Sol pensará? Sentirá minha falta? Chorará?
Talvez eu pense demais as vezes.
Toda luz que ilumina minha mente apaga-se à noite,
mas eu gosto de estar aqui, lar doce lar,
mesmo com todo esse frio e cansaço,
é bom esquentar os ossos em uma lareira, me é nostálgico.
Os sinos tocam nos grandes campos,
algo brilha no horizonte,
sei que não vou vê-lo novamente,
ele chamará todos para curvar-se ao seu poder,
todas as percepções da navalha que cortam apenas um pouco bem fundo,
hei, eu posso sangrar tão bem quanto qualquer um
mas eu preciso de alguém para me ajudar a dormir


Dedico à minha doce Rafaella, desculpe à demora. Espero que goste, foi um prazer faze-lo.

Jean Roger



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- Todos


Eu pensei que pudesse ter a lua
Mas isso foi uma grande mentira
Ela me pediu calma mas isso é apenas uma desculpa
Olhe para mim, você acha que preciso de alguém?
Eu queria ter uma nave quando criança e hoje quero ter um foguete
Pois é assim que as coisas funcionam quando se é igual a mim
Odeio Outono e não me pergunte por quê
Vê aquele homem caído nas folhas?
Ele pode ser um de mim
Mas é tudo que se faz quando não há nada para fazer
Meu melhor amigo está na próxima esquina
Ele me deixou para trás para tentar se divertir
Minhas mulheres morreram comigo algum tempo atrás
Sim, elas também me deixaram
Isso te faz querer se aproximar?
Consegue vê-la esperando alguém igual a mim?
Eu estou quase lá
Sabe, eu tenho uma máquina de sonhos
Ir dormir pensando como você seria diferente se pensasse que pudesse é tranqüilizador
Acordar exatamente como dormiu é a pior parte de tudo
Todos me esperam a duas quadras daqui
Eu me viro e vou embora pois ainda não terminei
Estou apenas esperando algo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Meta Alcançada


Mês anterior vencido! Até Mais!

Momento Reflexão Interna -.-

KATE NASH: o meu lado mais humano.

BJÖRK: o meu lado mais etéreo.

LADY GAGA: meu lado mais agressivo.



Momento Nostalgia


MEU COMPUTADOR ANTIGO OK, nãoriam ;-;

Momento Sem Sentido Algum ;S

MOMENTO VANESSÃO ISSO SIM, pobrezinha da traveca, ela só queria vinte reais e aquele tio armou todo aquele circo pra cima dela! SALVE VANESSÃO!

Momento #EURI (denovo)

mais uma postagem totalmente sem sentido para ocupar espaço!
WOAH!

fala sério, odeio essa vagabunda dessa Ke$ha, ela é tão vulgar quanto a porcaria desse cifrão encravado bem no meio do nome dela. Quem ela pensa que é pra falar mal da minha Britney? Grrrrr

PS: eu também não vou muito com a cara da Taylor Swift g.g

Momento #EURI


Me revoltei e vou fazer um bocado de postagens hoje, porque me decepcionei comigo mesmo ao perceber que o número de postagens vem caindo com o passar dos meses. Pois bem, aí vai uma imagem engraçada!

GATO SEM VERGONHA! grrrr

Momento Tradução!


A música a seguir faz parte da trilha sonora de Canavarlar, O Baile dos Monstros, e embala o ato seguinte à libertação de Lilith das suas correntes. Sua intérprete e compositora é a incrível artista representante da nova libertação musical, Florence Welch, vocalista do grupo musical Florence + The Machine.




Dog Days Are Over
Happiness hit her like a train on a track
Coming towards her stuck still no turning back
She hid around corners and she hid under beds
She killed it with kisses and from it she fled
With every bubble she sank with her drink
And washed it away down the kitchen sink

The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run

Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your loving, your loving behind
You cant carry it with you if you want to survive

The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?
'Cause here they come

And i never wanted anything from you
Except everything you had and what was left after that too, oh
Happiness hit her like a bullet in the mind
Struck from a great height by someone who should know better than that

The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?
'Cause here they come

Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your loving, your loving behind
You cant carry it with you if you want to survive

The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?
'Cause here they come

The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run (Here they come)

The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run

Os Dias de Cão Chegaram Ao Fim
Felicidade acertou ela como um trem num trilho
Vindo em sua direção, emperra, não tem volta
Ela se escondeu pelos cantos e se escondeu embaixo de camas
Ela a matou com beijos e dela ela fugiu
Com cada bolha, ela afundou com a bebida
E ela a escoou pela pia da cozinha

Os dias de cão chegaram ao fim
Os dias de cão acabaram
Os cavalos estão vindo
Então é melhor você correr

Corra depressa para tua mãe, corra depressa para o teu pai
Corra depressa para teus filhos, corra depressa Para os teus irmãos e irmãs
Deixe todo o teu amor e teu carinho para trás
Não dá pra levá-los com você se você quiser sobreviver

Os dias de cão chegaram ao fim
Os dias de cão acabaram
Você está ouvindo os cavalos?
Porque aí vêm eles

E eu nunca quis nada de você
Exceto o que você tinha e o que sobrou além disso também
Felicidade acertou ela como uma bala na cabeça
Golpeada pela imensa altura de alguém que deveria saber melhor que isso

Os dias de cão chegaram ao fim
Os dias de cão acabaram
Você está ouvindo os cavalos?
Porque aí vêm eles

Corra depressa para tua mãe, corra depressa para o teu pai
Corra depressa para teus filhos, corra depressa para os teus irmãos e irmãs
Deixe todo o teu amor e teu carinho para trás
Não dá pra levá-los com você se você quiser sobreviver

Os dias de cão chegaram ao fim
Os dias de cão acabaram
Você está ouvindo os cavalos?
Porque aí vêm eles

Os dias de cão chegaram ao fim
Os dias de cão acabaram
Os cavalos estão vindo
Então é melhor você correr! Aí vêm eles

Os dias de cão chegaram ao fim
Os dias de cão acabaram
Os cavalos estão vindo
Então é melhor você correr!

O Uivo Final

ARGH,
estou completamente desleixado com este blog. A cada mês que passa, minhas postagens vão ficando cada vez mais raras e mais curtas, porém, há muito ainda para se ver por estas páginas, temos contos, crônicas, histórias e relatos muito legais espalhados por aí, é só dar uma olhada.
A minha vida anda corrida demais, muitas aulas, muitas provas, muitos trabalhos, muitos livros e muito assunto, espero que você que cursa os primeiros anos do colegial esteja aproveitando bem seus dias de ócio, porque os dias de cão vem aí, e espero que estejam preparados emocionalmente para toda a pressão que estão prestes a receber dos professores, dos amigos, dos pais e da sociedade. O pior de tudo é tentar conciliar isso com a minha vida artística, sempre fica uma coisinha por fazer, e isso me prejudicou bastante no primeiro bimestre, fiquei quase sem nota em Física e vou ter que ralar bastante para recuperar o tempo perdido graças à produção da minha peça-obra-de-arte-mór CANAVARLAR, que em nome de Jesus, eu tenho certeza que vai pra frente.
O ruim de tudo isso é que eu estou no meu último surto artístico inspirador da adolescência, e sinto aqui no fundo do meu coração que depois disso, se não houver incentivo algum da parte de ninguém, vou acabar me tornando mais um adulto normal fracassado e alienado pelo sistema. O cérebro da produção da peça, na prática, sou eu. Eu estou correndo atrás de atores, dançarinos, patrocinadores e costureiras que montem os figurinos dos personagens principais, e são poucas as pessoas que estão me ajudando de verdade, e isto está tomando boa parte do meu tempo, o que me deixa com pouco tempo para dar atenção às matérias nas quais eu tenho dificuldade. Sem contar que é broxante ter de pegar o caderno à noite depois do dia todo na rua assistindo aula ou rodando o comércio comprando material para confeccionar as máscaras e as coroas do meu personagem.
Isso tudo está exigindo muito de mim, muito da minha parte, e às vezes eu sinto que vou pirar, mas aí eu respiro bem fundo e dou um sorriso cínico para todos os meus problemas. Sem contar é claro, com a minha vida pessoal que também não está nada calma, está um verdadeiro caos de disse-me-disse, eu estou quase me descabelando de raiva aqui. Enfim, confesso que senti certa inveja quando a notícia chegou aos meus ouvidos. Um dos meus companheiros de classe largara a escola para ir à São Paulo se dedicar à sua música, vocalista de uma banda conhecida da cidade, ele por fim se entregou a sua arte e a sua paixão. Mas porque ele tinha incentivo, ele tinha capital, ele tinha pessoas e contatos que conseguiram alçá-lo para fora do estado de uma vez, e por fim ele largou a escola bem no meio, se livrou desse martírio que é a vida de estudante. Não sei se isso é verdade, são boatos, mas que eu fiquei com INVEJA fiquei, porque eu SOU SOZINHO E NÃO TENHO APOIO DE NINGUÉM, não tenho patrocínio e não tenho quem me ajude a alavancar meus projetos de uma vez só.
Eu confio em mim, confio na minha arte e confio no que eu faço. O que me falta é alguém que realmente olhe com atenção para todo o esforço que eu faço para expressar tudo o que eu aprendi e tudo o que eu sei fazer, mas EU NÃO TENHO. Minha série de livros, "As Dellabóboras", que conta a história da vida da Afonsa tá aí, com cinco volumes em um roteiro com começo meio e fim, passei pro papel até o volume 3, mas cadê o apoio? Cadê a atenção? Cadê? Ninguém liga, ninguém se importa com literatura, ninguém se importa com arte.
Minha mãe sempre me diz: "Tudo tem seu tempo", mas eu sinto aqui dentro que o meu tempo está passando, e que eu vou acabar desistindo de vez de tudo isso por PURA FALTA DE APOIO.
O que está acontecendo é a pura e clara repetição de um ciclo que nunca acaba na minha vida: eu começo algo, dedico-me totalmente a isto, tento tocar o projeto adiante, mas por falta de apoio eu sempre acabo desistindo. O volume um de "As Dellabóboras" está na gaveta para ser publicado desde 2008, e o que não faltaram foram promessas de uns e de outros que depois de um tempo sumiram e esqueceram. E aqui estou eu. Parado no tempo. Sempre parado no tempo. Nem pra frente, nem pra trás. Aqui estou eu.
Vou lutar com todas as minhas forças para fazer deste meu último urro artístico o mais audível possível, e se eu não conseguir, sinto muito, estarei erguendo a bandeira branca para a sociedade e vou me entregar de uma vez ao comum, ao tedioso, ao corriqueiro, ao convencional. Mas não vou desistir, não vou desistir sem antes lutar, JURO QUE NÃO VOU, não vou vacilar uma única vez antes de cair por terra enfim.
Afinal de contas eu sou Lilith, o Rei dos Monstros, deus pagão da arte e da libertação, da dança e da criatividade e da expressão. Eu não posso desistir sem usar todas as minhas forças de criatura do submundo, todas as minhas forças sobrenaturais! Eu não posso me render sem antes usar as minhas garras e as minhas presas contra a alienação, não posso! Eu vou lutar para que meu último uivo artístico seja ouvido, vou usar de todos os meus artifícios, nem que eu tenha de enfrentar tudo sozinho como agora. CANAVARLAR será ouvido, alguém vai ter de ouvir, desta vez vou uivar tão alto quanto o mais feroz dos lobos da floresta.
É o uivo final da arte.
O uivo final da minha arte.
E vou usá-lo da melhor maneira possível.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Lilith's Appeal


Please, give me technology
Please, give me art
Please, give me the design
Please, qive me blood
Give me blood to feed my pop heart
Give me a reason to scream
Give me the music
Give me the dance
Give me the pagan
Please, I need more to feed my pop heart

O Beijo


Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual - neste último caso, o beijo pode ser também noutras partes do corpo, ou ainda o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta enquanto trocam carícias com as línguas.
Os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates.
Era uma espécie de prova de reconhecimento. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram a prática. Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.
Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva ao final da cerimônia. Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar.
No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público, era obrigado a casar imediatamente. No latim, beijo significa toque dos lábios. Na cultura ocidental, ele é considerado gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida; entre amantes e apaixonados, como prova da paixão.
Mas é também um sinal de reverência, ao se beijar, por exemplo, o anel do Papa ou de membros da alta hierarquia da Igreja. No Brasil, D. João VI introduziu a cerimônia do beija-mão: em determinados dias o acesso ao Paço Imperial era liberado a todos que desejassem apresentar alguma reivindicação ao monarca. Em sinal de respeito, tanto os nobres, como as pessoas mais simples, até mesmo os escravos, beijavam-lhe a mão direita antes de fazer seu pedido. Esse hábito foi mantido por D. Pedro I e por
D. Pedro II.




(...)




Sim, aconteceu exatamente isto que você está pensando.
Meu BV foi para o espaço.
Se é que hoje em dia ainda chamam de BV.
Acho que eu era o último adolescente da geração completamente puro, agora nem isso eu sou mais. Quais os valores que me restaram, em nome de Jesus, se eu ando tão preguiçoso que acabei ficando pra reavaliação em várias matérias?! Ah, já sei, acho que eu sou consideravelmente meigo, amável e solidário... ESPERO NÃO ESTAR PASSANDO POR UMA CRISE DE EGOCENTRISMO AGORA, mas o fato é que, o beijo francês, de língua, ou seja lá como chamam, me ensinou muitas coisas:
1 - O que vemos na TV é algo completamente superficial em comparação ao que acontece de verdade, o toque dos lábios e das línguas é muito mais do que carnal, é uma conexão espiritual entre duas almas que se encontram e trocam informações que o corpo jamais entenderia, eu mesmo não estou entendendo NADA até agora. Porque eu passei o final de semana completamente angustiado quanto à isto.
2 - É COMPLETAMENTE INADIMISSÍVEL sair beijando qualquer um em baladas/micaretas! AS PESSOAS NÃO TEM NOÇÃO DE COMO UM BEIJO É UMA COISA ÍNTIMA, você está abrindo o seu mundo interno para outra pessoa, e eu é que não vou abrir as portas da minha alma para UMA PESSOA QUE EU CONHECI HÁ 5 MINUTOS.
3 - Se os olhos são as janelas da alma, a boca é a porta dela.
4 - Depois de beijar pela primeira vez, aos 17 anos, passei a ter nojo da boca das outras pessoas, exceto da boca que me tocou pela primeira vez. É bem estranho, não sei se isso aconteceu com vocês, mas eu peguei ASCO de abraços e beijos de pessoas estranhas. EU NÃO CONSIGO ME IMAGINAR BEIJANDO OUTRA PESSOA, em resumo.
5 - EU FIQUEI MUITO CANSADO DEPOIS DE TUDO O QUE ACONTECEU. Porque a pessoa que me beijou fez uma coisa estranha, sugou o ar dos meus pulmões e depois devolveu-o umas duas ou três vezes, e foi o ÁPICE do prazer, eu nunca senti nada TÃO BOM EM TODA A MINHA VIDA, isso vai virar meu ópio, a minha cocaína. Mas acho que esse negócio dos pulmões é muito perigoso, porque desde que isso aconteceu, eu sinto como se algo estivesse faltando aqui dentro, como se a pessoa tivesse levado uma parte de mim com aquele sopro O_O
6 - NÓS REALMENTE FICAMOS DIFERENTES DEPOIS DO PRIMEIRO BEIJO, meus amigos acham que eu fiquei mais sério, mais pensativo, mais compreensível. Mexe tanto com o emocional quanto com o físico, até a minha aparência está melhor, deve ter mexido com meus hormônios, com certeza G.G
7 - BEIJO É AMOR OK, abaixo a pegação em balada u.ú

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Parabéns, The Fatcat House!


Esquecido como sou, acabei de me lembrar que dia 8 deste mês, The Fatcat House comemorou um ano de postagens, e como eu ando com a minha vida totalmente de pernas pro ar, não deu tempo de preparar um especial bacana pra vocês, então, fica aqui os meus parabéns para esse cesto cheio de tecidos ásperos, macios, elásticos e às vezes até sedosos, essa verdadeira casa de gato que é esse blog!

Ode à Mim Mesmo

Minha pele é feita da mais fina seda

Minha carne é feita de leite e mel

Meus olhos são da cor do chocolate

Meus cabelos negros como a noite

Escorrem sobrenaturalmente sobre os meus ombros

Ode à mim

Ode à mim

Pois se eu não me admirar

Pois se eu não me amar

Quem vai?

Quem vai?

Venha me morder

Venha tirar um pedaço

Venha mordiscar desse manjar

Te desafio a me tocar.

Lilith


Aquele que uiva para a lua nas noites mais quentes

Aquele que dança na chuva usando um manto de linho e ouro

Aquele da máscara vermelha que o cega

Da coroa dourada de quatro sóis flamejantes

Aquele que governou no Japão Feudal como um demônio

Aquele que foi rei na Pérsia e na Turquia mais de uma vez

E dominou com mão de ferro toda a Rússia

Suas garras de ouro são mais compridas que o firmamento

E da sua boca jorra sangue e prazer

A pele branca como a neve

Torna-o filho do sobrenatural, do que é escuro e do que é pagão

Lilith, Rei dos Monstros

Filho da madrugada e da tempestade

Aquele que devora a arte como um canibal devora a carne do seu adversário

Aquele que suga o sangue que corre nas veias dos poetas

Que jorra dos quadros mais belos pintados pelos mais sanguinários pintores

Aquele que dança, que canta

Que atua, que muda como um caleidoscópio.

Aquele que atravessou o espaço para reinar na terra

Como o deus da Arte e do Orgasmo

O profano, mas divino

O sagrado, mas corrompido

Lilith, Rei dos Monstros

Lilith, Rei dos Monstros

Lilith, Rei dos Monstros

Lasar Segall


Lasar Segall, em russo, Лазарь Сегал, em lituano, Lozarius Segalas (1891-1957), foi um pintor e escultor lituano que apresentou pela primeira vez a arte moderna ao público brasileiro. No ano de 1923, Lasar Segall mudou-se definitivamente para o Braisil. Já era um artista conhecido. COntudo, foi aqui que, segundo suas próprias palavras, sua arte conheceu o milagre da luz e da cor.

Seus feitos são louváveis, sua arte, única, deixou marca como, por assim dizer, "o cabeça" da Semana da Arte Moderna, ou semana de 22, e posso até ser audacioso o bastante a ponto de me identificar com ele, no quesito de irreverência e inovação no ramo da Arte, mas não é exatamente por isso que nunca esquecerei o nome deste homem...

Sim, eu não sabia escrever o nome dele direito, afinal de conta, nós não sabemos tudo, não é mesmo? É claro que foi muito descaramento levantar a prova pra a garota que estava sentada do meu lado e perguntar: "É assim que se escreve?". Mal eu sabia que a professora estava de olho em mim, o aluno acima de todas as suspeitas como sempre fui, apesar de me safar e safar meus amigos várias vezes em provas como aquelas com trocas de informações furtivas quando o monitor estava distraído, mas atire a primeira pedra quem nunca colou.

A senhora gritou meu nome e em um piscar de olhos estava do meu lado, tomando a minha prova e a da minha colega de classe, dando um sermão do qual e só prestei atenção a um único ponto: "se isto tivesse ocorrido numa sala de vestibular, vocês sairiam de lá escoltados pela polícia federal!"

- O ESTADO CONTRA ANTONIO FERNANDES - o martelo do juiz bateu dentro da minha cabeça, mas nem essa pancada foi o bastante para clarear a minha mente a ponto de enxergar todo o caos que estaria por vir a partir daquele momento inoportuno. Em resumo, a ficha demorou a cair.

3 provas.

Um simulado.

Dois garotos.

Uma professora.

Dois possíveis zeros.

E agora?

Tudo bem, para mim, que tinha a prova de Artes em branco no momento do ocorrido (justamente a matéria para a qual eu pretendo prestar vestibular num futuro não tão distante), a professora passou uma atividade extra que talvez fosse me ajudar, se não fossem os impecilhos da direção. Algo muito maior viria por aí ainda, e sorrisos cordiais, conversas sobre como erros nos fazem aprender mais do que os acertos jamais me ajudariam no que estaria por vir, afinal, um assassino por mais arrependido que esteja nunca escapa da cadeira elétrica, a justiça, a lei, as duas nunca levam em consideração qualquer tipo de culpa, e por mais que o acusado jure de pés juntos que aprendeu a lição, alguém há de ser punido. Não importa o que se faça.

E então, exatamente uma semana depois, eu tinha certa entrevista com a televisão de manhã cedo, por isso me evadi dos primeiros horários desta quinta feira, e acabou que a entrevista foi adiada para o final do mês, mas a viagem não estava perdida naquele dia nublado de Abril, um Abril chuvoso, úmido e abafado. No supermercado, eu comi o meu primeiro Kinder Ovo da Joy, sonho de infância, que por causa das circunstâncias e da vida corrida que eu sempre levei, acabei por provar somente após tantos anos, agora, aos 17, montei a minha primeira surpresa. Um robô.

Só que eu não havia esquecido de que naquela mesma quinta feira, seria a troca de chocolates da minha sala de aula, e por isso tratei de comprar uma caixa em formato de coração para a mesma garota que estava ao meu lado e que teve a prova tomada na manhã fatídica de uma quarta feira muito passada e agora aparentemente tão distante.

Eu poderia ter deixado para entregar o chocolate na sexta.

Mas a garota estava me telefonando e cobrando o chocolate dela.

Eu poderia ter chegado em casa e lavado meu cabelo com o shampoo novo.

Mas não, eu insisti em entrar na hora do intervalo.

E insisti também para que a minha mãe subisse, só para que eu pudesse desfilar divinamente ao lado da beleza em pessoa que ela é. Nós dois, mãe e filho, dois divos natos.

A orientadora estava esperando, quase que comicamente, com a minha prova em cima da sua mesinha azul, tão temida por todos nós. Sentada diante dela estava a professora de português, as duas com toda a certeza decidiam o meu destino naquele momento, ela que era uma das "donas" do simulado, ela que tinha a sua prova encadernada com as outras naquela manhã, levantou-se rapidamente e tratou de sair da sala quando viu mamãe entrar.

- Foi muito bom mesmo a senhora ter vindo, temos de ter uma conversa séria - a porta foi fechada.

E foi assim que eu caí na melhor e mais bem arquitetada armadilha que o destino já me preparara em toda a história, eu diria que foi teatral, que foi fenomenal, coisa de novela mesmo, tudo aconteceu direitinho, nos conformes para que os fatos corressem certamente para a direção predestinada. Como um rio turbulento que levasse a mim e a minha mãe diretamente para diante da mesinha azul. Foi perfeito, perfeito, como se alguém tivesse escrito detalhadamente cada passo meu naquela manhã. Coincidência, muitos diriam, e alguns matemáticos tratariam de fazer cálculos malucos, exatamente como aqueles que eu deixei de fazer na última prova de Física, entregada em branco.

- O que está acontecendo com o Antonio?

Foram umas das indagações ali feitas.

- Talvez nós tenhamos uma expectativa acima da média por ele, talvez nós esperemos demais dele. - foram umas das respostas formuladas ali.

- Exatamente, ele é um ser humano, não uma máquina - disse a minha mãe - ele também está propenso a erros, ele não é perfeito.

- Só sei que nos foi muito decepcionante, nunca esperávamos algo assim vindo de alguém como ele.

Após mais uma indagação sobre o que estaria acontecendo comigo, a palavra a mim foi dada enfim.

- Eu tenho aulas de manhã e de tarde quatro dias na semana, acima de estudar está também descansar, meus dias estão curtos e eu estou envolvido na produção de uma peça de teatro que não pode parar agora, e ainda tenho outros projetos à parte, eu tenho de faltar às vezes para comparecer à reuniões importantes, e isso está me esgotando, eu não consigo fazer tudo ao mesmo tempo.

- Então está na hora de rever tudo isso. - disse a orientadora - ele é muito jovem para ter tantas responsabilidades ao mesmo tempo, está na hora de priorizar certas coisas, e o estudo é uma delas, o estudo deve estar acima de tudo, Antonio.

Dois rostos cheios de indagações me secando ao mesmo tempo.

Minha mãe se perguntando porque diabos eu não havia contado isso para ela antes, sabendo que ela jamais brigaria comigo por uma coisa daquelas.

E a orientadora, que aparentemente me endeusava, como a maioria dos professores, estava se perguntando o que esperar de mim depois de tudo isso.

Em minha opinião, e na opinião de minha mãe também, o que estava acontecendo ali era uma grande tempestade em copo d'água, para falar a verdade.

E eu poderia jurar que tudo aquilo só estava acontecendo porque se tratava de mim, e não de um aluno qualquer.

Tratava-se do escritor, do garoto, agora um rapaz, que foi para um congresso no ano de 2008, aquele que de vez em quando mostra a cara na televisão, aquele que tem um blog de opinião, aquele que sabe interpretar um texto e uma imagem como ninguém, aquele que adora história e redação. E que nunca na história havia errado tão feio antes.

O que eu tenho a dizer de tudo isso?

Simplesmente não sou uma máquina.

Eu sou gente também, de carne e osso como qualquer um.

Até mesmo as máquinas estão propensas à erros de vez em quando, não é verdade?

Erros fazem parte da história da humanidade, erros existem para que possa haver acertos no futuro, e eu não nasci feito só de acertos, não sou o perfeito prodígio, eu sou um adolescente impulsivo às vezes também, este é o espírito da Stella.

Os professores agora me olham com desconfiança.

E aqueles que eu já suspeitava de não gostarem de mim agora com certeza tem motivos para agirem como quiserem para comigo.

Mas, sabe, pra mim tanto faz, tenho outras coisas muito importantes para me preocupar... Consegui enfim juntar os outros quatro integrantes do que eu chamo de O Círculo dos Monstros, e agora o elenco principal está formado, o que nos resta agora é reunir os outros 20 dançarinos coadjuvantes que representarão a legião de adoradores dos Cinco Antigos. Assim que eu reunir todo esse pessoal, nossa peça estará pronta para encenar, e isso é um grande passo!

E há também outras grandes urgências com estudar (e pagar) para fazer a segunda chamada do simulado, no qual faltei por motivos de consulta médica no começo dessa semana. Vou conversar com a Darcy pra ver como vai ficar essa situação, agora de imediato eu não tenho como pagar MESMO.

Hum, e é isso gente, é a vida! Fazer o que?!

Em pensar que justamente no começo desse ano, eu chorei na mesa do jantar porque tinha medo, medo de que as pessoas fizessem expectativas demais de mim, e eu não fosse tudo isso o que elas pensam.















Guess what? I’m not a robot, a robot!
Guess what? I’m not a robot, a robot!


Marina And The Diamonds - I Am Not A Robot

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Maxilares

Stefani Joanne Angelina Germanotta nasceu em 26 de Março de 1986 em Nova York, EUA.

Tida como a esquisita, a excêntrica, a doida da escola, era a estranha entre as pessoas "normais" que assim se dizem.

Em 2008, ela estourou o mundo com Poker Face.

No final de 2009, ela chocou o mundo com Bad Romance.

E em 2010 ela promete muito, muito mais. Já começou estourando com Telephone.

Esta mulher é quem me faz regar as esperanças de que há um futuro no mundo pra gente como eu.

Ela me faz sentir especial, diferente dos outros, ela é a minha inspiração, eu praticamente a respiro dia após dia.

Depois de ver no que ela se tornou, posso apostar que toda aquela gente patética, medíocre e normal que um dia riu dela está de queixo caído. Pois ela se tornou muito mais do que todos eles puderam sonhar em ser, a mente dela foi muito, muito mais além da mente de todos os que ela conhecia, um ícone da liberdade de expressão, Stefani, agora Lady Gaga, inova a cada dia, e torna o bizarro algo cada vez mais admirável.

Sabe o que eu digo para quem me aponta o dedo?

Sabe o que eu digo para quem inventa boatos sem fundamento sobre mim?

Sabe o que eu digo para quem faz deboche das minhas ideias?

Sabe o que eu digo para quem me acha um doido, um noiado, um fora de órbita?

Sabe o que eu digo para quem quer me colocar pra baixo?

Sabe o que eu digo para quem ri de mim?

Olhem bem

Olhem bem para a cara desta mulher

Olhem bem para o rosto dela

E que ele fique marcado na memória de cada um de vocês

E que tudo o que este rosto fez e ainda vai fazer fique marcado na memória de vocês

Porque um dia serei eu

A estar no lugar dela

E vocês estarão com os maxilares atravessando a crosta terrestre

Ao verem do que eu fui capaz.