Bem vindos à minha fábrica de sonhos!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Muito Amor, Apenax

MATÉRIA VEICULADA NO "JORNAL DOS MUNICÍPIOS DO AMAPÁ" NO DIA 2 DE JUNHO DE 2011






agora chupa essa, barangada



terça-feira, 7 de junho de 2011

Draconius Nefastus 2 - Octopus (Parte 1)

Os acontecimentos transcritos a seguir foram retirados das informações contidas num gravador recuperado dos arquivos da Biblioteca Nacional Franco-Italiana após o mesmo incêndio criminoso que ocorreu na noite de 29 de Abril de 2010.
O gravador continha uma única fita com a duração de aproximadamente 120 minutos, preenchidos pela voz roufenha do ex-repórter e Antropólogo Christopher Umbrella, o que torna seu conteúdo de imediato parte do dossiê de investigação à vida deste misterioso homem.



Há muita coisa que ocultei nos acontecimentos narrados em meu relato da viagem às remotas selvas da América do Sul, detalhes importantes do nosso regresso ao porto de Nova Iorque que foram omitidos por motivos pessoais e em respeito à minha imagem pós-morte. Ora, nenhum homem de respeito jamais desejaria ser tido como louco após passar desta para uma melhor, isto é mais do que o óbvio. Todos querem a medalha de cidadão são e ciente de seus ditos, de suas palavras. Mas há coisas que ainda preciso contar, mesmo que tenham de ficar escondidas para toda a eternidade numa fita de um gravador qualquer, perdida nos infinitos arquivos da biblioteca nacional deste país que decidi servir há pouco tempo.
O que vocês precisam saber é que nosso retorno não foi tão simples e tranquilo o quanto esperávamos que fosse. Paramos em muitos portos ainda antes de retornar, visitamos arquipélagos, baías, ilhéus e costas de países sulistas distantes e quentes. Estivemos no Brasil, na Argentina, na África e na Índia, aproximadamente um ano em alto-mar, conhecendo pessoas, absorvendo conhecimento, presenciando acontecimentos. Aprendendo. Aos poucos nos tornamos muito mais do que conhecidos, nos tornamos praticamente irmãos.
Acabei tomando a menina que se disfarçara de marujo – “Augusta Montgomery Decomté” como apresentou-se posteriormente – por minha responsabilidade. Comprei-lhe roupas, compartilhei conhecimentos e intimidades, mais tarde descobri que ela não era tão jovem quanto aparentava. Tinha quase a minha idade e a de Pietro, fazendo aniversário em Agosto, vejam só, Augusta em Agosto! Ela era uma garota admirável e cheia de opinião, fazia gracinhas o tempo inteiro e em menos de um mês após o nosso embarque de carona naquele navio mercante, ela já estava íntima do capitão e de seus homens; era a mascote e ao mesmo tempo a líder dos homens, a representante feminina astuciosa da tripulação, sempre dando palpites e opiniões nisso e naquilo. Ela costumava ajudar os homens a descarregar a mercadoria e a lançar o carvão na fornalha do navio à vapor, tinha prazer em ajudar na cozinha – assim como Ray Ann também o fazia – e lavar o convés quando lhe convinha.
Outra peça era Ray Ann: ao anoitecer, passava horas no convés em companhia de seu irmão (ou primo, até hoje nunca soube distinguir o grau parentesco entre esses dois) Don Hills. Ambos na companhia de telescópios potentes adquiridos nos portos pelos quais passamos, observando às constelações do hemisfério sul, catalogando-as em seus caderninhos, rindo alto, bebendo vinho e cantando. Eu costumava me juntar a eles quase toda noite depois que o jantar era servido.
O jantar! Sempre frutos do mar! Quando serviam alguma comida “de terra”, vaca ou frango, frito ou cozido, a festa era grande e a disputa por pedaços, maior ainda! Era difícil disputar comida com aqueles marinheiros parrudos, eles eram realmente violentos quando se tratava da alimentação, comiam como animais, eram tão grandes quanto eu e Pietro – que nunca fomos magros, diga-se de passagem – mas tinham os braços fortes e musculosos capazes de esmagar as nossas cabeças com um simples estalar de dedos. Um peteleco daqueles gigantes e nós estávamos fritos! Mas com aquele pisão no dedão do pé e aquela cotovelada certeira, sempre conseguíamos o nosso comer.
No mais, comíamos peixe, camarão, ostras, lulas e alguns monstros marinhos desconhecidos de carne saborosa. Tive o prazer de acordar pela manhã e dar de cara com um enorme crocodilo de água salgada estendido na mesa da cozinha. Era o nosso almoço e nosso jantar da semana inteira. O pior de tudo era quando o carvão acabava e o fogo não era capaz de alimentar a fornalha para botar o barco em movimento: era hora de içar as velas, todos no convés, ao trabalho! Pietro era de grande serventia nessas horas, ele e Augusta, ambos eram os mais úteis quando se tratava de força nos braços. Pietro tornou-se grande amigo do nosso capitão em poucas semanas, viviam de prosa gargalhando alto e discutindo sobre os mais variados assuntos. O capitão era um homem inteligente de nome Grendel, era alemão e costumava ensinar um pouco sobre o funcionamento e a pilotagem de embarcações à Pietro quando estava de bom humor.
E tinha Fábia... Fábia Paola! Ah! Fábia e seus traços orientais! Fábia e seus enormes seios fartos, deixando os marinheiros loucos. Por mais violento que o mar estivesse, Fábia continuava a nos surpreender com um sorriso de orelha a orelha e doces palavras de acalento e paz, sua gargalhada era contagiante. Distribuía abraços e era muito prestativa, dava palpites em quase tudo na tripulação, talvez o único que não fizesse nada de muito útil durante os meses em que passamos no mar era eu! Sim, eu mesmo! Ficava o dia inteiro de papo pro ar quando alguém não me dava atenção ou não me pedia uma mãozinha. Pegava folhas, penas e tinteiro para escrever e passava horas inteiras no gabinete de negócios, só escrevendo e fuçando os livros, documentos e artefatos guardados naquele pequeno mundinho de luxo e decoração sofisticada comparada ao resto do rude barco.
Assim passamos os longos meses que se seguiram, adaptando-se ao cotidiano de marinheiro, trabalhando, conversando, criando laços de amizade, narrando nossas histórias nas fitas intermináveis de Pietro ou nos gravadores de Don Hills. Em pouco tempo éramos uma grande família, de risos, choros, brigas e abraços.
Ah, e antes que eu me esqueça, tinha a Rose, Rose Nilde ou algo parecido. Aquela que havíamos encontrado na costa do continente perdido, do qual eu não gosto nem de lembrar. Aquela que num dia era cacique e no outro acordou como oferenda à besta alada com asas de morcego e genitália de anatomia alienígena, assim como nós. Agora era um vegetal: sempre no porão da embarcação, só vivia para comer e dormir, não proferia uma única palavra e à noite costumava uivar até que um dos marinheiros (o tio Bob como eu o chamava) irritado com o barulho fosse lá meter o pé na porta e mandá-la calar a boca. Ela gania como um filhote.
Bem, chegou um tempo em que estávamos morenos por causa do sol, havíamos perdido todo o ar da cidade grande e o costume das mordomias. Apesar do fantasma daquela viagem maldita à cidade perdida sempre nos assombrar, éramos sempre muito cheios de vida e disposição, tínhamos uma nova vida agora, havíamos nascido de novo como a tripulação daquele navio mercante, e não os curiosos nova-iorquinos que embarcaram numa aventura rumo às florestas assustadoras da América do Sul.
Tudo estava indo muito bem até que no último porto antes do grande retorno à Nova Iorque, o capitão decidiu de última hora assinar contrato com uma empresa transportadora de índole duvidosa. Eles nos fizeram embarcar gaiolas e caixotes contendo casais de aves exóticas em um porto africano clandestino com destino à Flórida. O dinheiro era compensável e não se podia deixar escapar tal oferta. Por causa disso perdemos uma semana naquele porto aguardando a assinatura de documentos e toda aquela burocracia para embarcar os animais, e tivemos de tomar uma rota diferente para chegarmos mais rápido, pegar uma corrente marítima tida como perigosa, mas que adiantaria nossa viagem em cinco dias.
Os marujos, é claro, estavam perturbados pela ideia de pegar aquela rota, diziam que era morte certa: tempestades constantes, mar bravo e – acredite se quiser – monstros marinhos. Não duvidamos da existência de tais feras aquáticas, afinal de contas, vimos de perto muito mais do que queríamos ver quando visitamos a América do Sul. Então tentamos fazer o capitão declinar da decisão, mas ele manteve-se firme na sua rota e com uma bronca pôs cada um em seu devido lugar. Ele não poderia perder o prazo de entrega da mercadoria que já estava embarcada, ou então sairia num prejuízo tamanho que iria à falência, ainda mais com toda essa nova moda de viajar e transportar em zepelins, o mercado não estava favorável.
Assim, encontramos o rumo de mais uma de nossas estranhas aventuras, para dar de cara com o desconhecido e presenciar coisas estranhas que nenhum outro homem jamais viu. Mas dessa vez, estávamos preparados! Para o que der e vier!


A Aventura só está começando...

Úrsula, A Injustiçada!



A MAIOR VILÃ DE TODOS OS TEMPOS

Foi No Mês de Dezembro... ♫




CARA, EU LEMBRO DISSO COMO SE FOSSE ONTEM.

Até um dia desses... (mentira, até hoje) eu ainda espero a família real Russa vir me buscar - risos.


...




EU SEMPRE SOUBE!



...



É só o que eu tenho a dizer

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tripulação! Preparar Para o Embarque!

Christopher Umbrella é o jovem repórter nova-iorquino que numa jogada do destino acabou dentro de um navio rumo às terras desconhecidas do hemisfério sul do globo terrestre, lar de assombrosas lendas, toca de fascinantes criaturas, abrigo das mais terríveis bestas, em busca da reportagem do século! Junto de seus companheiros, eles desbravou a selva tropical e encontrou a cidade perdida, quase foi devorado pela deusa-morcega dos nativos, mas conseguiu escapar com vida, agora cai de cabeça numa nova e inusitada aventura na tentativa de voltar à Nova York.



Fábia Paola é uma sorridente jovem de ascendência asiática, filha de missionários da igreja protestante, largou os costumes da família para formar-se em paleontologia, dedicando-se no ramo da descoberta dos elos perdidos da natureza. Isto levou nossa jovem de seios fartos de encontro aos rumores de uma criatura metade homem e metade morcego que habitava as inóspitas florestas da América do Sul, cultuada em segredo por muitas tribos mundo afora, oriundas daquela região. Por causa disso foi muito perseguida, e em uma dessas fugas pelos subúrbios de Nova York acabou vendo seu destino se cruzar ao de Christopher Umbrella, seu mais novo amigo, o repórter que levaria a fera maligna ao conhecimento do público.


Prima de Christopher Umbrella, Ray Ann é uma atraente arqueóloga (e ufóloga nas horas vagas). Descendente de escoceses e holandeses, dedicava dez horas diárias aos estudos dos grandes mistérios da natureza até receber em seu escritório (compartilhado com seu irmão Don Hills) seu primo distante acompanhado de Pietro Heinrich e uma asiática baixinha peituda afoita. Não fora a primeira vez que ela ouvira falar das terras malditas do sul, e nem da criatura-morcego, mas fora a primeira vez em que ela ouvira alguém cogitar a ideia de ir atrás de tal ser macabro. Caiu de cabeça na aventura em busca da ligação entre a visita de alienígenas ao planeta e a evolução da raça humana, quase acabou morta pela fera alada.



Augusta Montgomery é uma jovem misteriosa que revelou sua verdadeira identidade no final da primeira aventura. Passara o tempo inteiro disfarçada sob vestimentas masculinas, assumindo o papel de um dos marujos do capitão Maurice até que o próprio e metade da tripulação morreram no desbravamento do inferno verde, nas garras da grande Aib Som'ar. Não houve então necessidade de manter o disfarce adiante: revelou-se na verdade uma garota na hora do embarque no navio mercante que a levaria de volta ao porto de Nova York para começar vida nova. Mal ela sabia que sua aventura estava longe de terminar!



Pietro Heinrich é um famoso cineasta de ascendência ganesa que em uma crise de criatividade viu-se diante do documentário do século, o qual seria gravado por ele próprio. Em sua cabeça, ele seria o primeiro homem da face da terra a registrar o mundo perdido, um pedaço da pré-história solto em pleno século XX, ganhando muitos prêmios e rios de dinheiro com o documentário mais importante da sua época. Seus sonhos foram por água abaixo quando um bando de animais selvagens atacou a expedição no meio da mata, destruindo o resultado de um dia inteiro de trabalho! Mas esse não foi o pior dos apuros, o pior ainda estava por vir... O pior sempre está por vir!



Don Hills é o respeitável administrador dos negócios de sua irmã, Ray Ann, financiando todas as expedições da própria em busca de seus mistérios infindáveis, também companheiro de pesquisas. Formou-se em direito em Harvard mas não tomou gosto pelo ofício, acabou acompanhando a irmã em suas empreitadas rumo às descobertas que sempre prometiam ser grandiosas, mas nunca resultavam em algo sólido... até o momento em que foi levado para as florestas amaldiçoadas perdidas no Atlântico, onde ficou face a face com a fera metade homem e metade morcego, enfrentou-a corajosamente e soltou as amarras de seus companheiros para ajudá-los na fuga do círculo de oferenda ao demônio famigerado. Sem o auxílio deste bravo herói, Christopher Umbrella e seus companheiros não estariam vivos para enfrentar o que ainda viria pela frente...


Tripulação! Preparar Para o Embarque!

Nota de Desapontamento



Algo que foi publicado neste blog há alguns anos atrás envolvendo relatos de uma amiga minha foi retirado daqui e exposto como uma CRIAÇÃO MINHA, como uma obra MINHA, publicação MINHA num curso a respeito de crianças super dotadas.

Em primeiro lugar gostaria de deixar bem claro que na postagem a que me refiro está EXPLÍCITO se tratarem de RELATOS que me foram repassados, e não histórias da minha cabeça. As histórias criadas por mim estão nas fábulas, nas séries e nas crônicas do blog, que são claramente fictícias.

Em segundo lugar gostaria de deixar avisado para quem quiser PEGAR SEM A MINHA AUTORIZAÇÃO qualquer coisa que esteja escrita aqui, que pelo menos leia antes de sair espalhando por aí. Até provar que focinho de porco não é tomada, já estarei com milhares de processos correndo na justiça contra a minha pessoa! Por isso, LEIA COM ATENÇÃO antes de pegar minhas postagens e sair falando qualquer coisa por aí a respeito do meu trabalho. Sou um cidadão honesto e fui muito bem educado, jamais roubaria a ideia de alguém ou usaria a história real de alguém para lucrar com isso. Está mais do que óbvio por se tratar de um BLOG onde lê-se de graça. Eu não ganho nenhum centavo fazendo isso aqui.

E se você por acaso reconheceu alguma história sua relatada aqui por terceiros, entre em contato comigo pelos comentários. Se lhe for conveniente, irei retirar o relato das páginas do blog com todo o prazer. Porém se o fato em questão estiver inserido na narrativa DE UMA DAS MINHAS HISTÓRIAS fica INVIÁVEL RETIRÁ-LO, lavo minhas mãos nesse caso, se a carapuça serviu eu não posso fazer nada.

Pra finalizar: MINHAS HISTÓRIAS SÃO MINHAS HISTÓRIAS, RELATOS DO DIA A DIA SÃO RELATOS DO DIA A DIA. preste atenção na tag Love Angel Music Baby, tudo o que estiver sobre esse marcador é fato do cotidiano.



Grato,



Antonio Fernandes

Hey, Pessoal!



Estive fora durante uma semana por vários motivos que se interligam e formam um único: primeiro cortaram a internet. Papai pediu o número do modem pra efetuar o pagamento e descobriu que o valor tinha dobrado, ele pensava que eu tinha morrido passando mensagem pelo modem e por isso ameaçou mandar cancelar o serviço, mas como ele é muito bonzinho ele pensou e refletiu até que resolveu pagar a conta na sexta feira à tarde. Como o pagamento foi efetuado no final do expediente do banco e o sistema só ia rodar de novo agora, na segunda feira pela manhã, aconteceu o que aconteceu: estive desde o dia primeiro de Junho sem internet. Quase morri, mas estou bem agora. Encarei isso como um tratamento de choque, e serviu para muitas coisas: nas madrugadas acordado assisti muitos filmes, experimentei todas as roupas do meu guarda roupa e - pasmem - escrevi todos os sete capítulos inteiros e completos de Draconius Nefastus 2 - Octopus! A partir de amanhã irei postar dois capítulos por semana, um na segunda e outro na quinta até o final do mês, logo mais vocês irão conferir a apresentação dos personagens (como num RPG) aguarde. A história está de arrepiar, vocês não podem perder!



Obrigado por me esperarem.



XXXO



L.M.

Draconius Nefastus 2 - Intro (Cena Perdida)



O trecho de relatos abaixo foi recuperado após um incêndio criminoso que ocorreu na noite de 29 de Abril de 2010 no prédio da Biblioteca Nacional Franco-Italiana.
Após uma análise minuciosa do documento encontrado, constatou-se que tal lauda tratava-se da página perdida pertencente ao dossiê Umbrella, parte da investigação histórica que possui como principal interesse desvendar a vida secreta e as vivências do Ex-Repórter e Antropólogo Christopher Umbrella, falecido em 30 de novembro de 1998.
Na seguinte lauda, Christopher Umbrella relata, já em seus últimos dias, os acontecimentos que sucederam no espaço de tempo entre o interior da barraca na aldeia dos nativos e a porta de entrada do templo no alto da pirâmide.



(...) O hediondo guincho que viera de fora parecia ter origem num tipo de atrito metálico, lembraria unhas arranhando um quadro negro se não parecesse tão orgânico e animalesco, como o grasnar territorial da coruja branca de igreja. Ficamos completamente apavorados e sem reação naquele momento, estávamos em terras desconhecidas, cercados por selvagens inconstantes que eram controlados por uma mulher branca contra quem eles poderiam se voltar a qualquer momento!
No tempo em que passamos ali, protegidos, dentro daquela oca feita de couro e madeira, ouvimos muitas coisas da boca de nossa anfitriã Rose, que parecia há muito não conversar de verdade com alguém que a entendesse. Ela nos contou sua história desde o princípio, nada do que vó Darcy não tinha nos referenciado anteriormente, exceto, é claro, pela riqueza nos detalhes e no modo sensacional como Rose nos passava o que lhe havia ocorrido.
O motivo de os nativos não a terem levado em oferenda a sua deusa-morcega anteriormente era o fato de ela não ser mais tão jovem e muito menos virgem, além, é claro da data em que ela chegara ali: estava muito longe do solstício do despertar da deusa, no dia 6 do mês 6 do ano 6 daquele louco calendário seguido por aquelas pessoas. Calendário este que me recusei a tentar compreender, embora tenha passado meus olhos por alguns desenhos daquele tablete de argila redondo monocromático que me lembrava muito os calendários astecas e maias. Quem se ateve a interpretá-lo foi Fábia, o tempo em que passou na cabana foi todo dedicado à leitura dos simbolismos ali contidos.
Após muita conversa, conseguimos convencer nossa anfitriã a nos guiar numa espécie de tour através das ruínas daquela cidade tão moderna para um lugar tão rústico quanto aquele. Sairíamos pela manhã, no dia seguinte e voltaríamos ao final da tarde com o pôr-do-sol, para que não nos tornássemos eventualmente, comida das feras que habitam aquelas matas.
Passamos a noite naquela cabana, lutando contra o sono e contra o frio enquanto os marinheiros do capitão Maurice bebiam algo nativo à beira da fogueira lá fora. Rose parecia ter se adaptado muito bem àquela vida, costumava dizer que perdera a noção do tempo em que estava vivendo ali entre os selvagens, e muito menos se lembrava do momento em que eles a escolheram como um tipo de “cacique”. Foi algo que aconteceu gradativamente. Segundo ela, primeiro eles aprenderam a respeitá-la e depois a ouvi-la, e quando a anciã morreu – a matriarca da tribo de quem Rose cuidava – ela entrou em seu lugar como líder.
Na manhã seguinte partimos muito cedo, o sol mal havia acabado de nascer. Pietro tinha sua câmera a postos com a ajuda de Don Hills que por gentileza era o portador dos rolos de filmes que o cineasta havia trazido, e do qual ele não desgrudava. Acabei me detendo tanto aos detalhes externos dos acontecimentos que esqueci de relatar as ações de Pietro quanto representante da sétima arte: ele estava filmando desde o interior do navio, havia filmado a conversa com vó Darcy e a travessia dos canais em direção a esta terra perdida selvagem. Segundo ele, estávamos fazendo parte de algo que entraria para a história, estávamos desbravando o desconhecido como nossos colonizadores e registrando esse momento crucial da linha temporal num documentário que renderia milhões de dólares e estatuetas douradas.
Foi debaixo desta ladainha que adentramos na avenida principal da cidade perdida. E devo dizer-lhes que fiquei espantadíssimo com o absurdo que aquele lugar era. Sua arquitetura era algo muito mais que contemporâneo, era totalmente futurística, o que aumentava as suspeitas de Ray Ann sobre aquele lugar ter sido construído por alienígenas. Os prédios cresciam a alturas inacreditáveis, as ruas pareciam já ter sido pavimentadas em algum período perdido da história. E ora, vejam só, haviam postes que formavam semi-arcos sobre nós, e no fim de cada um deles havia uma lâmpada, quase sempre quebrada ou já inexistente.
Apesar do modo como a tecnologia daquela cidade abandonada saltava aos nossos olhos e ia além do que já havíamos visto em qualquer outra parte do mundo, não havia tipo de veículo algum estacionado no que parecia ser um acostamento desenhado no chão próximo às calçadas milimetricamente calculadas. Tudo na arquitetura daquele lugar era muito aerodinâmico, as curvas quando não muito bruscas e redondas eram bastante quadradas e retas. Se lhes interessa saber, parecíamos estar caminhando por uma Nova Iorque de mil anos no futuro, que por algum motivo fora abandonada e engolida por uma selva Jurássica. Um contraste e tanto entre o futuro e o passado.
A câmera não captava muita coisa, tudo na nossa frente era neblina e brancura, o frio era intenso também, os cipós e as plantas trepadeiras que se enroscavam nos postes e nas construções pareciam serpentes malignas, e as plantas tropicais de um verde vivo quando não muito colorido e saltado aos olhos tinham as folhas espalmadas e tão grandes quanto um guarda chuva aberto, esticavam-se para fora do solo na ponta de caules rígidos e lustrosos. Após algum tempo de caminhada, grande parte daquele mundo branco foi espairecendo-se revelando a verdadeira selva que crescia entre os prédios e as casas, até mesmo no teto das construções. Palmeiras de quase trinta metros de altura estouravam as calçadas e faziam sombras enormes no chão. Sumaúmas e Imbaúbas arrebentavam o concreto entre as paredes e até mesmo no meio das avenidas. Era um mundo tecnologicamente avançado e planejado sendo engolido pela fúria da selva tropical.
E isso porque não me detive ainda a ressaltar a vida selvagem que ali habitava. Os animais saíam das suas tocas aos poucos; curiosos ou apenas de passagem. Bandos de aves coloridas de bico curvo passavam voando sobre as nossas cabeças fazendo algazarra tremenda. Araras, papagaios, periquitos coloridos. Eram poucas as aves desconhecidas aos meus olhos, mas quando elas surgiam me faziam ficar admirando-as durante longos minutos, faziam alguma alusão às aves do paraíso na Oceania. e imaginem vocês o susto que nossa equipe levou ao encontrar face a face um bando de aves colossais, quase três metros de altura, de uma forte cor azul anil cintilante, bico preto e olhos vermelhos, coroadas por um penacho cor de rosa que abriam e fechavam como as asas de uma borboleta.
Os nativos que nos guiavam apenas riram da nossa cara. Aquele bando de seres estranhos eram inofensivos. As feras mesmo não habitavam o centro da cidade (ou o que havia restado dele), elas habitavam as profundezas da mata atrás das pirâmides, depois dos grandes monólitos de pedra, quando os prédios e as construções já são escassos e a mata é mais fechada. Ali onde eles estavam era muito seguro, pelo menos enquanto não anoitecia.
Naquela manhã eu vi de perto tamanduás do tamanho de búfalos, Antas maiores ainda, porcos do mato gigantes e brancos (mas não albinos), aves de longos pescoços e caudas vistosas e brilhantes, vi também todo o tipo de serpente que você pode imaginar. Vi de perto a origem do mito de Quetzacoatl, realmente há uma serpente com bico de águia e parte do corpo emplumada, mas ela não é tão gigantesca quanto reza a lenda, parece um mini lagarto, um dragãozinho. E por falar em répteis, me apavoraram o tamanho dos crocodilos que habitavam duas enormes lagoas de águas verde-esmeralda localizadas não muito longe da entrada do vilarejo dos nativos, num enorme declive de terreno que mais lembrava a abertura de um fosso gigantesco.
Ray Ann perguntou à Rose se o povo do qual ela agora era líder chegara a viver naquela cidade tão grande. Segundo ela, havia pouco crédito, mas algumas lendas antigas falavam que os ancestrais de algumas famílias que viviam no vilarejo à beira do rio chegaram a morar na grande cidade antes da decadência, mas isso provavelmente acontecera há muitos milhares de anos. Rose arriscou a teoria de que talvez uma doença ou uma guerra tenha dizimado o povo que vivia na cidade, e os sobreviventes vieram a se tornar selvagens futuramente em meio à anarquia que havia se instaurado.
Continuamos andando, passamos o dia catalogando espécimes de plantas e animais nos cadernos, batendo fotos e analisando a base estrutural daquela cidade esquecida pelas eras e engolida pela floresta. Nossa curiosidade nos levou longe demais, então chegamos a um ponto em que os nativos recusaram-se a seguir adiante, o mesmo ponto citado anteriormente, onde surgem os monólitos de pedra incrustada de rostos demoníacos, onde a mata começa a fechar e onde não se sabe diferenciar noite de dia. Esse nosso erro tornou-se fatal quando por uma falha entre os ramos acima das nossas cabeças percebemos que a luz do sol já era escassa e o céu havia tomado uma tonalidade rosada, onde algumas estrelas já despontavam.
Acendemos tochas e lamparinas para seguir adiante escoltados por nossos bravos marujos tendo como guias a anfitriã Rose e mais dois homens de sua tribo que se dispuseram a nos levar mais adiante, para nos mostrar o que se escondia após o corredor de arcos de pedra naturais (algo incrível e sensacional). Mal sabíamos que tudo aquilo se tratava na verdade de uma armadilha: poucos passos adiante, feras enormes saltaram das sombras, nos surpreendendo em meio à escuridão pegando-nos completamente desprevenidos. Eram seres humanoides com toda a certeza, senti braços musculosos e mãos de macaco me puxarem pelos membros enquanto me debatia e esfaqueava o escuro com uma pequena adaga. Quase todas as tochas foram apagadas por um vento misterioso que abateu-se na expedição poucos momentos antes daqueles seres saltarem do alto das árvores, as lamparinas que restavam revelaram a pelagem dourada e as faces disformes das criaturas que urravam e grunhiam como porcos.
A luta foi intensa, mas ao que parecia eles não pretendiam nos devorar ou algo parecido, mas sim nos capturar! Eu não sabia quem continuava vivo ou quem havia morrido, mas ouvia muito bem a voz de meus companheiros de viagem gritando pelo meu nome enquanto eu respondia a eles. Fomos amarrados a um cipó firme e arrastados à força como escravos até os pés do que parecia a silhueta de uma montanha contra a luz do lusco-fusco.
“UM TEMPLO!” gritou Pietro. “É UMA PIRÂMIDE! UMA ENORME PIRÂMIDE!” gritou Fábia. E realmente o era. Minha vista foi desembaçando aos poucos e acostumando-se à claridade fora da mata fechada pela qual estávamos caminhando havia algumas horas. Puxei meus costumeiros óculos de aviador que estiveram aquele tempo todo pendurados no meu pescoço para os olhos; eles amansavam a fera do astigmatismo que reside em mim, de modo que agora podia ver muito bem do que se tratava aquela construção diante dos meus olhos.
Era uma pirâmide afinal, maior do que qualquer outra construída por mãos humanas, lembrava em sua estrutura as construções astecas e maias. Seus degraus eram colossais, como uma arquibancada, parecia terem sido feitos para a escalada de um gigante! As feras de pelagem dourada nos lançaram aos pés da pirâmide, puseram-se de quatro e começaram a uivar para nós. Completamente sem saída, não vimos alternativa senão guiar as pernas nervosas degraus acima na maior velocidade que poderíamos exprimir, enquanto desatávamos os nós frouxos do cipó que nos prendia uns aos outros, sempre olhando para trás, certificando-se de que os animais não mais nos seguiam.
A subida estava durando muito, a pirâmide realmente era muito alta, e a escuridão era a nossa rainha e também o manto que nos cobria, não enxergávamos um palmo diante dos nossos narizes. Poderíamos ser atacados a qualquer momento de qualquer direção! Para completar o desespero, os uivos, rugidos e gorgolejos que vinham da mata aos pés da pirâmide só nos deixava mais apavorados, alguns estavam em lágrimas orando e pedindo a Deus por misericórdia. Eu era um desses. Em silêncio, mas era um desses. Aquelas feras poderiam estar subindo naquele exato momento atrás de nós, atraindo a atenção de tantas outras que também estariam agora em nosso encalço! Nesse ritmo de espasmos de corrida, chegamos às portas do templo, e fomos recebidos por misteriosas tochas acesas na entrada (...)


Finalizam aqui as descrições presentes na lauda encontrada.







terça-feira, 31 de maio de 2011

Comunicado Oficial - As Dellabóboras - Volume 1



NOTÍCIA FRESQUINHA! Após meses de negociações, eu e meu pai conseguimos fechar contrato com a All Print Editora (www.allprinteditora.com.br), e meu primeiro livro oficial, "As Dellabóboras - Volume 1" sai em Setembro, com direito a festa de lançamento e solenidade com convite personalizado, orquestra e eu usando uma bela coroa (tá, a coroa ainda está em fase de aprovação pessoal, risos).


Nem acredito que após quatro longos anos, depois de tudo o que eu passei, finalmente vou realizar o meu maior sonho: ser um escritor oficial com livro impresso, e não só mais um blogueiro desse Brasil. É tudo tão surreal que tenho até medo de ser só mais uma pegadinha do Mallandro (mais risos), essa semana só vai dar eu aqui na cidade: matéria especial sobre a minha trajetória e sobre o meu livro no jornal, entrevista no Bom dia Amapá, enfim, estou ficando famo$o finalmente, estou realizando o meu sonho de sair em um outdoor e ficar lindo na foto e bem na vida, vou poder FINALMENTE tomar os meus BONS DRINK e dar uma risada maléfica. E você que mora fora do estado, não se acanhe, a partir do segundo semestre você pode comprar a aventura de Afonsa e suas primas pelo site da editora.


Desde que essa história de publicação desse livro começou eu venho me pelando de medo. SÉRIO, NÃO CONSIGO ACREDITAR. Tenho medo de... ai não gosto nem de falar! Do jeito que a minha vida é, é bem capaz de acontecer alguma coisa se eu abrir a minha boca pra falar besteira, peço a Deus todos os dias pra que tudo isso não seja um sonho. Espero que esteja realmente acontecendo. É o meu tapa na cara da sociedade e das gordas mal amadas dessa vida. Tem que dar tudo certo cara ): torçam por mim e pela minha vitória. Assim que sair a minha matéria no Jornal, faço um scan e posto aqui pra vocês verem, e quem quiser saber um pouco sobre a história do livro é só catar aqui na barra lateral, os banners para os três volumes já escritos até agora estão aí, mas quem é preguiçoso pode clicar aqui.


Pra quem duvidou de mim um dia e riu da minha cara, clique aqui.


Quem é vaca gorda e covarde e me chamou de insignificante pelo formspring.me, clica bem aqui vadia.


E quem é lindo clica bem aqui.






XXXO




LOUIE MIMIEUX // ANTONIO FERNANDES




domingo, 22 de maio de 2011

Pra Completar...



O contador do blog zerou perto de 10.000 visitas e quebrou toda a magia do momento. Fuck.


Porque o Blog tá Parado?



Cadê Draconius Nefastus 2? E a cena perdida? O que aconteceu com o blog?

Calma gente, Abraão explica!

Louie é o tipo de pessoa que quando tem muita coisa pra fazer acaba fazendo nada, e é exatamente isso o que ele está fazendo agora: nada. Os professores da faculdade resolveram pegar pesado e passar um monte de trabalhos (os quais ele ainda não fez nenhum), e agora nosso escritor está perdido entre a faculdade e as coisas da internet. Enfim, é isso, pura preguiça e falta de força de vontade. Aguardem por novidades.


Grato, Abraão, O Coelho Steampunk.




quinta-feira, 19 de maio de 2011

Yellow - Nova Era (Epílogo Alternativo)


O mundo que havia sido criado pelo desejo de paz de Frederico seguira-o em sua partida, desfazendo-se assim que o mesmo acordou-se nos esgotos de uma distante e diferente Paris. Era hora de recomeçar, de zerar o contador, de virar a ampulheta, era hora de enfrentar o destino de frente e encarar os fatos. Era o início da Nova Era.

O espelho d’água, a floresta e a montanha se quebraram como uma vidraça acertada por uma pedra. E os estilhaços se espalharam no espaço vazio que eles deixaram, dando origem a novas e brilhantes estrelas. Logo vieram meteoritos e astros, para entrarem naquela dança de deuses; os quatro reis monstros agora flutuavam no vácuo do espaço sideral, seus mantos ondulantes agora lembravam um conjunto de quatro medusas boiando na imensidão infinita e escura das águas abissais. Aos fundos, galáxias e nebulosas surgiam através de preguiçosas explosões supernovas, o que seria fatal para um sistema solar inteiro sequer fazia cócegas naquelas criaturas milenares e transcendentais, atingiam-nos nos rostos como lufadas de ar quente, fazendo as nuvens dos fios de cabelos ondularem ainda mais violentamente no vácuo espacial.

Uma explosão no espaço era como lançar uma pedra na superfície de um lago. Aquilo reverberava e se propagava a dimensões inimagináveis, até perder força, mas nem isso era páreo para Lilith e seus poderosos irmãos, que se encaravam agora seriamente, sem pronunciar uma única palavra. Apenas Corona Solaris permanecia irrequieto desde que partira do Oráculo, sentindo-se culpado pela desgraça que estava por vir. Os raios de sol que ele emanava estavam cada vez mais tristes e fracos.

- Não se culpe agora, irmão, é tarde demais para chorar sobre o leite derramado. – disse Lilith, erguendo suas garras acima da cabeça e em seguida virando-se para trás, apanhando uma corda invisível entre as estrelas e puxando algo do vazio, de trás de uma enorme lua alva que vinha surgindo da sombra de um planeta rubro repleto de anéis feitos de detritos espaciais. Um trono dourado colossal brotou da escuridão, ladeado por dois veados de galhadas de diamante com corujas, o símbolo da sabedoria, pousadas em suas cabeças. O recosto para as costas era cravejado de pequenos cristais coloridos, este tinha o formato triangular, e irradiava um brilho violeta estonteante que girava sem parar. Tudo isso vinha no verso de uma pirâmide invertida que possuía milhares de pequenos prismas vermelhos orbitando ao seu redor.
- Contemplem o meu trono, irmãos, este que foi feito para mim por mãos estranhas, e já existia muito antes de eu ter nascido. – Lilith abriu os braços para a alegoria que se aproximava e saltou com graciosidade sobre duas estrelas para assentar-se em seu lugar de direito, e o brilho violeta tornou-se mais intenso que nunca. Akasha usou de sua magia para juntar milhares de constelações e formar o seu trono reluzente em formato de meia lua oval, sentou-se nele na posição de lótus de olhos fechados, meditando.
Corona Solaris retirou sua coroa dourada triangular da cabeça e lançou-a ao espaço, com um rápido movimento das mãos ele fez com que aquilo triplicasse de tamanho até tornar-se tão grande quanto os outros dois tronos que haviam surgido, e agora ele havia um lugar onde assentar-se: sua própria coroa era sua cadeira real.
Por sua vez, Pandora cortou os pulsos usando seus caninos e lançou seu sangue por sobre os meteoritos que por ali passavam, e seu sangue rubro solidificou e tomou a forma de um trono completamente feito de rubi resplandecente, que era orbitado por pequenos cristais vermelhos. Estas eram as gotículas do que restara.
E assim, os quatro Reis Monstros partiram em direção à pérola azul que reluzia conta no colar do universo, quase tão próxima ao sol, filho de Corona Solaris. E a força da sua passagem foi tamanha que tirou de órbita milhares de astros e estrelas que residiam na escuridão do vácuo. Estes os seguiram em sua viagem a caminho do Planeta Terra, e em pouco tempo havia uma verdadeira legião de meteoros, meteoritos e planetas marchando rumo ao mundo humano, seguindo as quatro naves que eram os tronos dos deuses mais ancestrais.

A chegada dos quatro ao planeta terra foi precedida por uma chuva de meteoritos que iluminou o céu durante semanas enquanto a guerra entre homem e fera culminava numa batalha sangrenta pelo poder. Após isto, o globo terrestre foi açoitado pela queda de grandes meteoros do tamanho de montanhas, que abriram enormes crateras e devastaram toda a América do Norte, destronando as nações poderosas e megalomaníacas usurpadoras que sugavam a energia vital da terra. Aqueles que comandavam o mundo.
As outras pequenas pedras que caíram na terra não fizeram tanto estrago quanto as primeiras, estas vieram para apaziguar a guerra e dar a chance de um novo começo para aquelas criaturas vindas de tantos mundos. Ao final de 100 anos, a raça humana havia sucumbido, e os monstros que vieram das luzes do norte e das luzes do sul já ocupavam cada remota região dos continentes terrestres, habitando em harmonia com aqueles humanos que haviam sobrevivido. Naquele ano, os Reis Monstros chegaram à terra vindos das estrelas, e seus enormes tronos se uniram para formar a Nova Babel, no mesmo lugar onde um dia havia sido erguida a Babel da Babilônia.
Lilith foi coroado por unanimidade como Rei dos Monstros. Aquele foi o começo da Era dos Monstros. O começo da Nova Era.










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Andei segurando esse final alternativo por um tempo, eis aqui como um brinde para vocês! ;)


segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Teste das Cores



Há mais ou menos um mês atrás, fuçando o Google, eu encontrei um site-teste, que analisava o seu psicológico naquele momento e expunha suas frustrações e a causa delas com base na seleção feita a partir de uma tabela de cores sugeridas, as quais você escolhe à sua preferência, gerando o resultado. Eu já perdi o link há muito tempo, mas o resultado do meu teste foi impressionante, traduziu tudo o que eu venho sentindo ultimamente! Vamos acompanhar:

Como você opera, age, frente aos seus objetivos e desejos:
Anseia por compreensão sensível e indulgente e quer proteger-se contra discussões, conflito ou quaisquer tensões angustiantes.

Ocupa-se fácil e rapidamente com qualquer coisa estimulante. Preocupado com coisas de natureza intensamente emocionantes, sejam elas estimuladas por erotismo ou por outro meio. Quer ser considerado como sua personalidade emocionante e interessante, com influência totalmente encantadora e impressionante. Usa táticas inteligentemente para não prejudicar suas possibilidades de sucesso ou solapar a confiança adquirida.

Suas preferências reais:
Indisposto a desenvolver ou despender esforço excessivo com a possível exceção de atividade sexual. Sente que maior progresso exigirá dele mais do que está disposto, ou capacitado, a dar. Preferiria conforto e segurança relativos, em lugar das recompensas de maior ambição

Necessita de paz e tranqüilidade. Deseja um cônjuge amante e fiel, do qual possa exigir consideração especial e afeto incondicional. Se essas exigências não são satisfeitas, é capaz de se afastar e isolar-se de todos.

Sua situação real:
Está disposto a envolver-se emocionalmente e é capaz de conseguir satisfação na atividade sexual.

É emocionalmente inibido. Sente-se forçado a transigir, o que lhe dificulta a formação de uma ligação emocional estável.

O que você quer evitar:
Interpretação fisiológica: Tensão e ansiedade devidas a conflito entre esperança e necessidade, seguido de desapontamento intenso. Interpretação psicológica: O desapontamento e as esperanças irrealizadas têm dado origem a uma incerteza angustiante, enquanto duvida de que as coisas melhorarão no futuro, o que o leva ao adiamento de decisões essenciais. Este conflito entre esperança e necessidade está criando considerável pressão. Em lugar de resolvê-lo, enfrentando corajosamente a tomada da decisão essencial, é capaz de empenhar-se na busca de trivialidades como meio de fuga. Em suma: Vacilação causando frustração.

Seu problema real:
O desapontamento e o medo de que não vale a pena formular novas metas têm levado à ansiedade. Está angustiado com a falta de qualquer relação íntima e compreensiva. Tenta fugir para um outro mundo onde esses desapontamentos desaparecem e as coisas estão mais a seu gosto.






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Ou seja, em outras palavras, eu sou um baita dum complexado, como diria a Brena.

PS:. quem tiver o número de um bom psiquiatra, é só entrar em contato

sábado, 14 de maio de 2011

Visitem Meu Tumblr, Por Gentileza





Letra & Música ₰



Estarei adotando as mesmas medidas que eu adotava antes, neste blog, no intervalo entre uma série e outra, na falta de criatividade e até mesmo na falta de tempo: postar poemas e traduções de letras de música. Hoje vou apresentar pra vocês a meiga da Oh Land, uma cantora dinamarquesa de eletropop/experimental enraizada na música clássica que conheci recentemente através do last.fm. "Minha intenção é soar como se eu fosse de 2050, porém com um toque realmente clássico, como se a música fosse um velho amigo" ela costuma dizer. Pouco conhecida, está divulgando atualmente seu segundo álbum (o primeiro na América), "Oh Land", bem mais pop que o primeiro, para tentar agradar a um público maior. Fiquem agora com a letra e a tradução de "White Nights", em minha opinião, a música mais linda que ela já fez.


White Nights

Ooh ooh Ooh
Has it been a day or a week?
As my eyes begin to close
I am walking in my sleep
Living in a state inbetween
Do the signs begin to show
See the eyes fare in the dark
As they Glow
As they Glow

These dreams under my pillow
In the twilight of these white nights
these dreams under my pillow
In the twilight of these white nights
Of these white nights(x3)

Oooh Ooh Ooh
Something is about to be born
There's a restlessness in me
Keeps me up until the dawn
There is no silence
I will keep following the sirens
There is no silence
I will keep following the sirens

These dreams under my pillow
In the twilight of these white nights
These dreams under my pillow
In the twilight of these white nights
Of these white nights(x3)

Oooh ooh ooh
These dreams under my pillow
In the twilight of these white nights
These dreams under my pillow
In the twilight of these white nights
Of these white nights(x4)
Oooh ooh ooh

Noites Brancas


Foi um dia ou uma semana?
Quando meus olhos começam a fechar
Eu estou caminhando em meu sono
Vivendo em um estado de sonâmbulo
Até que os sinais começam a aparecer
Veja os olhos tarifa no escuro
Como eles brilham
Como eles brilham

Esses sonhos debaixo do meu travesseiro
No crepúsculo das noites brancas
esses sonhos debaixo do meu travesseiro
No crepúsculo das noites brancas
Dessas noites brancas (x3)

Oooh Ooh Ooh
Algo está prestes a nascer
Há uma inquietação em mim
Mantém-me até o amanhecer
Não há silêncio
Vou continuar a seguir as sirenes
Não há silêncio
Vou continuar a seguir as sirenes

Esses sonhos debaixo do meu travesseiro
No crepúsculo das noites brancas
Esses sonhos debaixo do meu travesseiro
No crepúsculo das noites brancas
Dessas noites brancas (x3)

Oooh ooh ooh
Esses sonhos debaixo do meu travesseiro
No crepúsculo das noites brancas
Esses sonhos debaixo do meu travesseiro
No crepúsculo das noites brancas
Oooh ooh ooh


Montanha de Sentimentos



Quando o sol se por
Os querubins abrirão suas asas
E todos os cavalos irão galopar
Pasto afora, ao sabor dos ventos
E quando a lua subir aos céus
Todos os coiotes do mundo irão uivar
E todos fugirão
Mas eu não

Porque quando todos pararem de sorrir
Eu ainda estarei sorrindo
E quando todas as vozes se calarem
Eu estarei falando
E quando faltarem abraços
Meus braços estarão abertos para o horizonte
E quando faltarem beijos
Meus lábios estarão eternamente macios
Para receber os seus e os de quem for

Porque eu sou assim
Essa montanha de sentimentos
Pronta para explodir
O vulcão interno de um serafim

Houve uma explosão no céu
E todos olharam
E havia uma estrela
Ardendo mais do que as outras
E ela cruzou o céu de norte a sul
Iluminando tudo o que antes era azul

Houve um galopar
O trotar de um branco unicórnio
Para ele todos voltaram seus olhos
E uma águia gritou
Para as montanhas o mundo olhou
Toda a neve derreteu
E o mundo tornou-se um breu
E as pessoas fugiram
Menos eu

Porque eu sou assim
Essa montanha de sentimentos
Pronta para explodir
O vulcão interno de um serafim

E quando todos os olhos estiverem fechados
Os meus continuarão abertos
Quando os corações pararem de bater
O meu estará a mil
E quando eles deixarem de amar
Eu continuarei te amando
Os espinhos da vida continuarão me ferindo
E eu continuarei te querendo

Faz tempo que eu estou aqui
Esperando o mundo acabar
Deitado nessa cama
Entre as paredes púrpuras
Com os dedos neste teclado
Esperando chover sobre mim
Todos os meteoros do universo

Um dia acontecerá
O sol brilhará para mim
Porque eu sou assim
Essa montanha de sentimentos
Pronta para explodir
O vulcão interno de um serafim
Todas as quatro faces de querubim

Houve clamor, houve espanto
Houve maldição, houve benção
E eu te abracei forte
E você era eu
E eu era você
E nós dois éramos um só
Do céu, outros mundos desceram
E os cavalos dos pastos verdes
Alcançaram as cidades a galope
Eu estava lá para ouvir

Não tapei os ouvidos
Porque eu sou assim
Essa montanha de sentimentos
Pronta para explodir
O vulcão interno de um serafim
Todas as quatro faces de um querubim

E o mundo acabou ao meu redor
Não pestanejei, não apaguei
Permaneci de pé
Porque alguém me quer
Esse alguém é você
Esse alguém sou eu
De frente para o espelho
Minha mente agora é um breu

~



Louie Mimieux


domingo, 8 de maio de 2011

É Oficial!



TEM REALMENTE UM PEDAÇO DE DRACONIUS NEFASTUS FALTANDO!



E EU NÃO TENHO MAIS O DOCUMENTO DO WORD QUE TINHA A HISTÓRIA COMPLETA



Em outras palavras, vou ter que REESCREVER o pedaço que está faltando --'



Enquanto eu não escrever isso, nada de série nova, SORRY


ERRATA



Acabei de criar a tag MOMENTO DESESPERO para um erro que deveria ter sido corrigido HÁ DOIS ANOS ATRÁS e que só foi notado AGORA!


TEM UM PEDAÇO DE DRACONIUS NEFASTUS FALTANDO.


Sim, pessoal, o primeiro Draconius Nefastus tem uma falha GIGANTESCA no final do capítulo 4 e começo do capítulo 5. Está faltando a cena em que eles são arrancados da barraca de Rose pelos nativos e arrastados pela cidade maldita em direção à pirâmide! Detalhe: essa história foi escrita e publicada em 2009, e como eu precisava me readaptar aos personagens decidi dar uma relida (nota do autor: eu até que descrevia bem as coisas em 2009, minha narrativa era boa, exceto por alguns erros de grafia e pontuação por falta de atenção, como palavras no masculino que se transformam em femininio - hermafrô - e engolimento de letras, excesso de vírgulas, mudança repentina no nome e sobrenome de alguns personagens e... AI QUE CU EIN, vou ter que ajeitar isso). Por isso fui capaz de notar todos esses erros e A CENA QUE FICOU PERDIDA.


Pra falar a verdade toda a história precisa ser revista, naquela época eu não levava o blog a sério e a coisa vivia desandando, eu ainda estava aprendendo muita coisa e moldando a minha narrativa. E O MALDITO PEDAÇO DA HISTÓRIA QUE FICOU FALTANDO. Não sei se tenho o arquivo salvo em algum lugar do computador antigo, provavelmente SIM, de modo que vou ter que me matar procurando por ele, e assim que eu der de frente com a Cena Perdida, eu posto aqui, para melhor entendimento desse segundo Draconius Nefastus é preciso ler o primeiro, e a ausência de uma cena fode tudo. Literalmente.


Agora, com licença, vou me desesperar bem ali no cantinho.



XOXO