Bem vindos à minha fábrica de sonhos!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Filosofia Moderna

Não que eu esteja surtado, é que acabou toda a minha criatividade para posts novos, então resolvi tirar uma ideia que minha professora de Redação, Guajarina, me dera há alguns meses atrás. Porque não digitalizar as minhas melhores redações? Sim, pois, modéstia à parte, produzi grandes obras de arte nos simulados e nas atividades diversificadas em sala de aula! Fique agora com um texto retirado de um dos meus últimos simulados do ano.


Filosofia Moderna


Somos altos e baixos, gordos e magros, brancos, amarelos, azuis, vermelhos ou negros como a noite contemplável. Sorridentes ou entediados, expansivos ou retraídos, cabelos enrolados ou compridos. Somos seres humanos.

Mas o que nos torna humanos? O que nos faz pensar em sermos dignos da auto-consciência, da auto-afirmação que todos tanto procuram? Pensar, falar, agir? Sentir? O que nos caracteriza como seres humanos pensantes? São perguntas que costumam me acertar desprevenido feito flechas atiradas da esquina enquanto o ônibus Buritizal - São Camilo faz a curva para fora da FAB, para casa.

Não estou brincando quando digo que o ônibus é o berço da filosofia moderna, cidadã cotidiana. Pra falar a verdade essa frase nem é minha, é de uma amiga distante com quem pouco tenho contato. Porém, ela foi muito feliz em sua reflexão e tinha toda a razão.

Diferença, eu sou especialista nisso: Alto (1,90m), cabelo comprido, maquiagem, acessórios chamativos e sobrepeso, alguns especialistas me caracterizariam como andrógino. De longe (ou mesmo de perto) tem como confundir. Personalidade extravagante, opiniões absurdas e inovadoras, desbocadas. Garoto eclético e esquisito. A laranja fora do cesto. O boneco de madeira feito torto.

É assim que eu me sinto na maior parte do tempo. Quando desço na parada há algumas esquinas antes da minha casa, os moleques que ficam nos últimos bancos lançam termos pejorativos pela janela. Eu apenas sorrio. Acho que é isso que me faz humano, me destaca dos outros animais. Poderia fazer algo, mas prefiro voltar para casa.








OBSERVAÇÕES DA PROFESSORA:


*O texto/artigo está excelente!!

*Apenas tenha cuidado com a ortografia.

Faltam Nove Dias!


AGUARDE!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sem Título


Segunda-feira, saí de casa, pela parte da tarde. Minha primeira respiração de ar puro em semanas trancafiado nestes cômodos frios e apertadinhos, tão aconchegantes, escrevendo crônicas embaixo das luzes cativantes e calorosas da árvore de Natal, desenhando deitado na cama, semi-coberto por um edredom que precisa urgentemente de uma lavagem, com meu cabelo sempre sujo... A coruja saiu da toca, e ora vejam só, de dia. Embaixo do sol já fraco das quatro da tarde.

- Está fechado, só abre amanhã, às oito. - disse o homem engravatado, em frente à Casa da Cidadania. Bufei e joguei meus ombros pra frente. Lá se fora mais uma chance de tirar meu título de eleitor, e o pior de tudo é que eu tive de fazer o requerimento via internet outra vez, dia 6 era o último dia do prazo para comparecer a 2ª Zona Eleitoral.

- E agora? - perguntei para mim mesmo, admirando o portão fechão do prédio de arquitetura tão incomum para esta cidade. Escorei-me numa árvore, coloquei os fones nos ouvidos e dei play em "O" de iamamiwhoami. Versão do concerto, é lógico, a versão convencional já me enjoou, embora ainda me seduza de certo modo. O Atual é só daqui há alguns quarteirões, pensei. Será que tem alguém lá? Será que o pessoal ainda tá tendo recuperação?

Menti o pé na calçada, espantei pombos, despertei olhares curiosos de pedreiros em construções e risinhos abafados debochados de garotos e garotas que andavam pela rua. Recebi olhares sugestivos e abaixei os olhos, como boa gueixa, educada pela honorável e instruída Mameha, como Sayuri em "Memórias de Uma Gueixa".

Foi rápido, a passos largos, saltando raízes de árvores e valas compridas, cheguei à esquina do Centro de Ensino Atual, aquele que foi meu segundo lar durante aproximadamente oito anos e que agora me parecia tão distante, outro mundo, outra realidade. A tarde estava ensolarada, dourada, iluminada. As folhas das árvores nunca estiveram tão verdes e agitadas, o vento nunca soprou com tanta alegria quanto naquele dia. O sol pela primeira vez me sorria. Nunca me senti tão íntimo dele assim na vida, eu que tanto odiei o calor que ele me proporcionava, agora estava amando aqueles raios em meu rosto, me lambendo com o vento. Era uma tarde deliciosa, sem dúvidas. Caminhei em rumo à escola então, adentrei em seu hall e seus corredores com muita intimidade, é claro, não deixei este ninho há tanto tempo assim, os rostos me são muito conhecidos ainda, e cada passo que dei ainda era muito bem previsto e calculado. Ali estava meu corredor, e ali estava a minha sala de aula, e todos os meninos estavam lá, esperando a hora da última prova da recuperação.

Abri a porta com muita teatralidade, como sempre.

- Meninos, o Rei de vocês chegou!

Eles riram, Israel veio me cumprimentar. Sorrisos convidativos, calorosos, simpáticos, muito conhecidos, rostos familiares conversando como se o mundo que nós conhecíamos nunca houvesse acabado, como se aquilo fosse uma extensão, um bônus do que acabou. E realmente, aquilo o era.

Conversei durante algum tempo, aproveitei para anunciar os novos projetos aqui do blog, mostrar alguns desenhos que estavam na mochila, no meu Grande Livro onde estão classificados os meus croquis desde a oitava série até a atualidade que agora eu carrego para cima e para baixo, mostrando para quem talvez interessar (To Whom It May Concern...).

O Anderson cortou o cabelo afinal, tirou aquele ninho de passarinho da cabeça. Até que ele é bonitinho sem aquilo, quem olha nem consegue imaginar que já é casado e está prestes a ser pai! Sim, o bebê nasce daqui há alguns dias, e segundo ele, vou fazer faculdade na mesma sala que a mamãe da criança. CEAP ano que vem... Nossa! Faculdade! Quem diria! Passou tão rápido, ontem mesmo eu estava na sétima série brincando de ninja-feiticeiro...

E então a tia Darcy, tão doce a adorável tia Darcy, uma mãezona para todos nós, entrou na sala, para dar um aviso àqueles que iriam fazer a prova de recuperação da Professora Josivane, e aproveitou também a minha presença surpresa para dar o recado:

- Tenho um presente pra ti! Vem cá!

Eu a acompanhei até sua sala particular, imaginando talvez receber o meu envelope com as avaliações do bimestre, que fora trocado com o do Anderson no começo do mês passado... Recebi isso e muito mais das suas mãos: um certificado simbólico de conclusão de curso e mais uma foto da turma, emoldurada com muito carinho num quadro bege para servir de enfeite de mesa ou de cabeceira, para ficar na memória, na recordação. Exceto pela presença de alguns "seres ilustres" na fotografia, ela estava épica, saudosa, um tanto carismática e inocente, até meiga, passava a ideia de falsa união da 311 sempre em guerra. Guerras são sadias nessa idade, atiçam o instinto de competitividade e malícia do mundo lá fora.

Um turbilhão de emoções cruzou meu corpo partícula por partícula, lembrei de tudo, desde o começo, um filme passou pela minha cabeça. Sim, a história finalmente havia chegado ao fim. Não ao fim esperado, mas ao seu fim. As cortinas do show naquele lugar estavam se fechando para abrirem em outro...

Eu e tia Darcy trocamos palavras de incentivo e de saudosismo naquela sala, nos abraçamos e relembramos algumas coisas, falei de como estou dando continuidade ao meu trabalho artístico agora que tenho todo esse tempo livre para compor, desenhar, escrever, criar, é o que eu faço de melhor, revelei minhas expectativas para o próximo ano e meu pesar pelas pessoas que não veem o brilho desta época maravilhosa do ano e não se deixam levar pelo espírito natalino de renovação... Nos abraçamos não pela última vez, ainda nos encontraremos muito na jornada dessa vida, mas mesmo assim, foi um abraço de despedida e de felicitações pelo fim desta fase da grande caminhada. Ela confessou a falta que nós todos vamos fazer a ela, e eu senti um misto de alegria e tristeza em seu olhar. Alegria por ver seus pássaros criados com tanto apreço batendo asas, mas tristeza por vê-los se distanciar. Acontecia todo ano, era natural, mas havia algo de especial naquela turma, sim havia.

Quando tentei voltar à sala de aula, uma prova já estava sendo aplicada, então desci às escadas, saí para a rua e coloquei os fones nos ouvidos outra vez.

"Can't Beat The Feeling" da Kylie Minogue começou a retumbar tímpanos adentro, e uma grande explosão de energia queimou de dentro para fora. Eu estava livre! Livre!

Andei por muito tempo sem rumo, desci à rua da escola em direção ao nada, apenas pelo prazer da caminhada, pelo prazer de não ter para onde ir, de não ter o que fazer. Meus olhos furtivos admiravam os carros, as casas, as pessoas, as árvores e os muros, capturando essências, detalhes, odores e aromas. Meus dedos dançavam por grandes e cercas e meus pés sapateavam por entre canteiros e calçadas.

Quando dei por mim, estava admirando as vitrines do centro comercial da cidade, cortando as pessoas como um estranho, um estrangeiro, um alienígena de olhar perdido e cenho um tanto franzido, mas ao mesmo tempo sereno, uma alma a vagar, a observar e absorver o mundo à sua volta. Fui andando, ao som das minhas músicas favoritas, passeando por becos e ruas conhecidas e desconhecidas, rodeando lugares familiares e outros um tanto curiosos, recebendo olhares desconfiados dos motoristas dos carros que passavam nas ruas estreitas e mal planejadas do nosso centro, lutando para atravessar entre os monstros de metal. Criatura medieval perdida no mundo de plástico do futuro. Assim era eu. E várias ideias me assolavam, e várias coisas vinham à mente ao mesmo tempo. Eu estava atravessando a mim mesmo, rompendo meus limites de algum modo. Um belo estranho passou por mim, em frente ao Macapá Hotel, naquela extensa e larga calçada, abraçado a si mesmo, com ar de decepção. Venha estranho, vamos dividir as nossas dores.

E quando finalmente parei para pensar com coerência, estava deitado à beira da orla, admirando as ondas do rio Amazonas enquanto ouvia "N" da própria iamamiwhoami, Jonna Lee, versão do concerto. A brisa bagunçava minhas mechas artificiais quebradas de raízes onduladas já salientes pelos meses sem o retoque. Cantei para mim mesmo, como um sereiano à beira mar, tomando banho das ondas que quebravam na orla abaixo de mim. Curiosos me olhavam com olhares duvidosos, meu estranho comportamento atraía atenção.

Teatral, sempre, até observando a natureza, Senhor Mimieux.

E quando o sol finalmente baixou, voltei para casa.

E ao descer na parada de ônibus, equilibrei-me no meio-fio à caminho da minha esquina. A esquina onde costumo atravessar para adentrar na Caramuru, cortando a Professor Tostes.

Havia uma coisinha no meu ouvido ao longo do ano que me dizia, sempre, todas as noites, ao voltar da escola, e em algumas tardes também: "quando completares o ciclo, completarás o caminho". Este caminho, o caminho do equilíbrio no meio-fio, sem cair para o asfalto e nem para a calçada.

E adivinha?

Eu completei.

Cheguei à esquina sem por o pé na calçada e nem no asfalto.

Me equilibrei no meio fio sem cair, até o final, e saltei para o chão, ergui a cabeça bem alto, com o meu costumeiro sorriso de lábios retraídos para dentro da boca, formando covinhas na minha bochecha rechonchuda onde a barba já abre caminho contra a minha vontade. Virei-me e atravessei a rua. Rumo à casa.

Dever cumprido, Senhor Mimieux.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Oráculo das Feras - Resenha

Estou tendo o enorme prazer de trabalhar como co-criador de uma das maiores crônicas fantásticas literárias criadas em terras tão distantes deste tipo de cultura a nível de mundo!

Escrito por Andrew Oliveira, o "Oráculo das Feras" promete grandes e fortes emoções do começo ao fim! A melhor definição destas crônicas é como um verdadeiro banquete secreto servido em meio à uma floresta mágica, com todo o tipo de iguarias à disposição, para quem gosta de filosofia, Andrew Oliveira brinca e dança entre metáforas, tornando-as reais naquele mundo fantástico onde a história se desenrola. Para quem gosta de , eis o prato principal: os principais mitos do mundo reunidos num universo paralelo, convivendo mutuamente numa dança magnífica, formando novas lendas, novos mitos, tecendo novas histórias de amor, magia, companheirismo, traição e maldição que hão de ser contadas na posteridade por nossos filhos e os filhos deles.
A primeira parte da história (que atualmente caminha para seu desfecho em http://www.soldeandrew.blogspot.com/) se mitologiadesenrola tendo como base o golpe de estado que levará a uma grande guerra pelo domínio do Mundo Oráculo, um universo não muito distante do nosso onde todas as criaturas legendárias criadas pela humanidade até hoje e seus deuses regentes convivem em uma sociedade monárquica dividida em dois reinos principais: O Valhala governado por Osíris e Pandora, governado por Ísis. Dividindo estes dois reinos está uma vasta porção de água chamada pelas criaturas de "Mãe Oceania", nela governa o inconformado Poseidon, que se recusa a reger uma reles linha divisória de reinos, seus objetivos são muito mais ambiciosos e perigosos do que isso, ele almeja o controle total do Oráculo, e para isso ele conta com a ajuda de algumas criaturas invejosas que veem lucro na queda de Ísis e Osíris.
A história começa com o rapto da Princesa Minerva, filha de Osíris por Eva e Diana, dois seres femininos extremamente belos porém mortais e perigosíssimos. Perseu, um bravo cavaleiro, é incumbido de resgatá-la, mas sem seu exército ele é completamente impotente perante o que está por vir, de modo que Júpiter, o devorador de corpos, com ele faz um trato: se Osíris for morto pelas mãos de Perseu, Júpiter resgatará a Princesa Minerva e trará de volta seu exército há muito perdido nos vastos desertos de Pandora. Este é só o começo da aventura, que a cada novo capítulo apresenta personagens inéditos, cheios de características incomuns e personalidades únicas... Destaque para as belas obras de surrealismo e impressionismo que abrem os capítulos da primeira parte da saga, imperdível!
Mas e então? Teria Perseu coragem de matar seu próprio rei sendo ele já um foragido por motivos ocultos? Qual o verdadeiro objetivo do asqueroso Júpiter e seu bafo de mil cadáveres em meio a todas estas traições? Qual o lado dele nessa história afinal? E isso porque eu sequer citei os mistérios que ao longo dos capítulos vão tomando forma e entrando na história numa verdadeira passeata. Esta série é um pré-"Canavarlar, O Baile dos Monstros" (que para quem não lembra, é a peça escrita por mim em co-autoria com o próprio Andrew), de modo que contém muitos personagens criados por mim, e outros por ele próprio, já virou costume emprestarmos os personagens um para o outro, coisa de escritor, H.P. Lovecraft e seus amigos mais íntimos faziam isso o tempo inteiro (aqui no blog isto ocorre em Stella, onde surgem Lucas e Black Cherry). Vocês irão contar com a ilustre presença de uma das minhas faces mais selvagens, meu alter-ego Lilith, o Rei dos Monstros, assim como Corona Solaris, alter-ego do escritor da saga. Naquele mundo, os quatro Reis-Monstros são adorados como deuses... É melhor eu ficar quieto para não estragar a melhor parte da história! Então, por favor, leiam, é o máximo, e não é só porque tem dedo meu na coisa, eu sou megalomaníaco mas nem tanto! O Andrew está realmente fazendo um ótimo trabalho como cronista de fantasia, sempre com uma dose de homoerotismo, é claro, característica do nosso querido Black Cherry.
Ah, e antes que eu me esqueça, a segunda temporada da saga contará com MEUS desenhos na abertura dos capítulos, brilhante!
Fica a dica para quem gosta de Anne Rice, C.S. Lewis e Phillip Pulman, é um misto disso tudo e um pouco mais! Espero que gostem!


http://soldeandrew.blogspot.com/2010/11/oraculo-das-feras-prologo.html

sábado, 4 de dezembro de 2010

Letra & Música ₰

E pra abrir a época Natalina de The Fatcat House, uma música de Leighton Meester que eu adoro, e que já está na trilha sonora anual da minha vida! Pra quem não conhece (e eu duvido que alguém nunca tenha visto esse rostinho antes), a Leighton interpreta a geniosa Blair Waldorf em "Gossip Girl", uma das minhas séries favoritas. Atuando ela é ótima, cantando também, só falta um pouquinho mais de atitude. O resto está ótimo. Continue assim, Leighton, linda!

Leighton Meester
Christmas (Baby Please Come Home)

The snow's coming down
I'm watching it fall
Lots of people around
Baby please come home

The church bells in town
They're ringing a song
What a happy sound
Baby please come home

They're singing deck the halls
But it's not like Christmas at all
I remember when you were here
And all the fun we had last year

Pretty lights on the tree
I'm watching them shine
You should be here with me
Baby please come home

Baby please come home
Baby please come home
Baby please come home
Come home, come home

They're singing deck the halls
But it's not like Christmas at all
I remember when you were here
And all the fun we had last year

If there was a way
I'd hold back these tears
But it's Christmas day
Baby please come home

Baby please come home
Baby please come home
Baby please come home
Come home, come home

Natal (Baby Por Favor Venha Pra Casa)
A neve está caindo
Eu estou observando-a cair
Observando as pessoas ao redor
Baby, por favor, venha pra casa

Os sinos da igreja na cidade
Eles estão tocando uma música
Que som feliz
Baby por favor venha pra casa

Eles estão cantando "deck the halls"
Mas não é como natal de jeito nenhum
Eu me lembro quando você estava aqui
E toda a diversão que nós tivemos ano passado

Luzes bonitas na árvore
Eu estou olhando elas brilharem
Você deveria estar aqui comigo
Baby por favor venha pra casa

Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Venha pra casa, venha pra casa

Eles estão cantando "deck the halls"
Mas não é como natal de jeito nenhum
Eu me lembro quando você estava aqui
E toda a diversão que nós tivemos ano passado

Se houvesse um jeito
Eu seguraria essas lágrimas
Mas é dia de natal
Baby por favor venha pra casa

Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Venha pra casa, venha pra casa

Charles Dickens - A Christmas Carol!


O cronograma anual de The Fatcat House está praticamente no fim! Vocês conferiram o desfecho eletrizante de Stella Para Sempre, e daqui com mais uma semana vocês estarão acompanhando a noite de Natal mais assustadora - porém reveladora - da vida da gorda mal amada Raquel, que é visitada pelos três fantasmas do Natal: Passado, Presente e Futuro.
Essa história acredito que muitos de vocês conhecem, ou pelo menos, se não forem tão leigos a ponto, já ouviram falar, ou viram um episódio especial de Natal na TV, tanto de desenhos animados como de séries televisivas baseados nesse livro tocante do brilhante Charles Dickens. Hoje vamos falar um pouco sobre ele e seu trabalho como escritor, e como ele me inspirou a começar a escrever sobre os últimos dias de maldade e amargura na vida de Raquel Valadares.
Originalmente publicado em 19 de dezembro de 1843, com ilustrações de John Leech, a história transformou-se instantaneamente num sucesso, vendendo mais de seis mil cópias em uma semana.
Em base, ela trata da história de vida do velho Ebenezer Scrooge, um homem avarento que não gosta do Natal. Trabalha num escritório em Londres com Bob Cratchit, seu pobre, mas feliz empregado, pai de quatro filhos, com um carinho especial pelo frágil e Pequeno Tim, que tem problemas nas pernas.
Numa véspera de Natal, Scrooge recebe a visita de seu ex-sócio Jacob Marley, morto havia sete anos naquele mesmo dia. Marley diz que seu espírito não pode ter paz, já que não foi bom nem generoso em vida, mas que Scrooge tem uma chance, e por isso três espíritos o visitariam.
O primeiro espírito chega, um ser com uma aura capaz de iluminar tudo a sua volta e um apagor de velas embaixo do braço à guisa de chapéu. Este é espírito dos Natais Passados, que leva Scrooge de volta no tempo, no final da adolescência, tempo este em que ele ainda amava o Natal. Triste com as lembranças, Scrooge enfia o chapéu na cabeça reluzente do espírito, ocultando a luz. Isto o leva de volta para seu quarto.
O Segundo Espírito, do Natal Presente, é representado por um gigante risonho com uma coroa de azevinho segurando uma tocha. Este mostra a Scrooge as celebrações do presente, incluindo a humilde comemoração dos Crachit, onde vê que, apesar de pobre, a família de seu empregado é bastante feliz e unida. A tocha mágica na mão do espírito tem a utilidade de dar um sabor especial à ceia daqueles que fossem abençoados com a sua luz. No fim da viagem, o espírito revela sob o seu manto duas crianças de caras terríveis, a Ignorância e a Miséria, e pede que os homens tenham cuidado com elas.
O Terceiro Espírito, dos Natais Futuros, apesenta-se como uma figura alta envolta num traje negro que oculta seu rosto, deixando apenas uma mão aparente. O espírito não diz nada, mas aponta, e mostra a Scrooge sua morte solitária e sem amigos!
Após a visita dos três Espíritos, Scrooge amanhece como um outro homem. Passa a amar o Espírioto de Natal, e a ser generoso com os que precisavam, e a ajudar seu empregado Bob Cratchit, tornando-se um segundo pai para Pequeno Tim. Diz-se que ninguém celebrava o Natal com mais entusiasmo que ele.
Esta obra que, segundo reza a lenda, foi escrita em menos de uma semana para angariar fundos a fim de pagar as dívidas do escritor, teve um impacto cultural imenso na sociedade, e as ondas sísmicas provocadas por este impacto reverberam até os tempos atuais, deixando um rastro de belíssimas obras cinematográficas e animadas inspiradas no "Cântico de Natal" (como foi traduzido o título para a língua portuguesa). Um dos principais personagens modernos/contemporâneos, filhos desta obra literária, é o Tio Patinhas, da Disney que estrelou ao lado do camundongo Mickey o desenho animado "Mickey's Christmas Carol" de 1983. Este foi a primeira aparição indireta do conto de Dickens em minha vida. Nasci em 1993, é claro, mas as redes televisivas costumam passar estes desenhos até hoje, na véspera de Natal.
A segunda aparição indireta do conto de Dickens na minha vida foi o filme "The Muppet Christmas Carol", estrelado pelas minhas marionetes favoritas, habitantes do meu imaginário infantil e meus ídolos naqueles tempos remotos, é o meu filme natalino favorito, com toda a certeza! Estrelado por Michael Caine no papel de Scrooge e Caco, o Sapo, no papel de Bob Crachit, é cômico, atraente, sincero e tocante a cada cena! Minha cena favorita é aquela em que os pobres ratinhos que trabalhavam no escritório do velho avarento reclamam do frio que faz ali dentro, no prédio velho e sem aquecimento interno. Após uma bronca feia do chefe, os ratinhos aparecem em seguida, repentinamente, vestidos de indiozinhos, com os rostos pintados, cantarolando "ISTO É UMA ILHA TROPICAL, ISTO É UMA ILHA TROPICAL!", e isso me arrancava altas gargalhadas, eu pedia para que minha mãe voltasse a cena várias vezes, se possível. Até hoje arrancaria, se eu soubesse onde posso alugar o DVD em minha cidade tão pobre de clássicos. A única locadora da cidade que coleciona essas obras primas cinematográficas cobram uma nota pelo cadastro e o olho da cara pela locação do seu exemplar.
Mais recentemente pudemos contar com "Os Fantasmas de Scrooge" nos cinemas do mundo afora, este eu ainda não tive a oportunidade de assistir. O filme foi escrito e dirigido por Robert Zemeckis, estrelando Jim Carrey numa infinidade de papéis, inclusive o do próprio Scrooge em suas três idades, além dos três fantasmas que o assombram. Jim Carrey é um gênio da atuação mesmo!
Agora imaginem o conto de Charles Dickens com o dedo de Mimieux na história? Captaram a ideia? Espero que sim, e espero também que estejam preparados para "Uma Canção de Natal Para a Gorda"!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vítimas da Moda


- Então, Gabriela assumiu mesmo a culpa do crime sozinha?
- Sim, mamãe... Todos nós sabemos que havia alguém por trás dela, e que ela não estava com a arma nas mãos no momento em que Veronica a flagrou, mas ela insiste que fez e planejou tudo sozinha, e que a ameaça feita por celular foi feita por um qualquer, que ela contratou na rua...
- Difícil de engolir Stefan, difícil – Stella suspirou. – nunca vamos descobrir quem está por trás desse crime, mas já que Gabriela quis assumir, ela que morra e apodreça na prisão!
Stefan parecia minúsculo agora, mais cabisbaixo do que nunca. Gabriela era sua esposa, mãe de sua única filha, seria frieza demais da sua parte ignorar isso.
- Ela afirma que fez isso por mim, pela minha filha, ela queria você morta para que tivéssemos direito a toda a herança, confessou que a odiava mesmo... Foi estranho... Não parecia a Gabriela que eu conhecia, a minha mulher... – ele virou-se para o pôr-do-sol, para esconder as lágrimas, pôs a cabeça fora da janela.
- Nunca sabemos de verdade que tipo de gente temos dentro de casa. – cacarejou Stella, amarga, revoltosa.
- Ah, antes que eu me esqueça... Havia uma mensagem para você no telefone! No meu telefone! – ele virou-se rapidamente para a velha que ainda arrumava as malas. Iria passar as férias bem longe, no Brasil se fosse possível. Ela parou o que fazia na mesma hora, pega de surpresa.
- O que?! – gaguejou.
- Sim, mas não entendemos o que queria dizer...
- O que dizia a mensagem?! – exclamou a velha, aproximando-se de seu filho com os olhos esbugalhados de ansiedade.
- “No bolso do McQueen” – Stefan deu de ombros – não entendi o que queria dizer, mas estava em rascunhos, era para ter sido enviada pra você mas...
Stella sabia o que queria dizer, ela sabia o que aquilo significava.
Invadiu o closet como uma ave de rapina feroz, retirando todas as cruzetas das araras, derrubando todos os cabides e abrindo todas as gavetas.
- ONDE ESTÁ?! ONDE ESTÁ?!
- Mamãe! O que está acontecendo?! – Stefan corria atrás de sua mãe assustado com a sua reação – mamãe! A coluna, o coração! – ele repetia.
E então ela a encontrou. Uma bata extravagante, vermelha, cheia de babados, lembrava o século 16, cheia de detalhes dourados, um quê oriental pairava sobre aquela peça de roupa. Imediatamente Stella vasculhou seus bolsos, encontrando enfim o que procurava.
Era inverno, final das gravações de um filme baseado num livro... Ela não lembrava o nome... A memória lhe deixava na mão quando se tratava de detalhes... Alguém pôs algo no bolso de sua bata, e ela sorriu para esse alguém. Mas quem? Quem era?
Stella nunca chegou a ler o bilhete. Só usara aquela bata uma única vez em toda a vida, era escandalosa demais. Nunca vasculhara os bolsos para ver o que seu amigo imemorável havia posto ali dentro...


Somos todos Vítimas da Moda
Não é mesmo, querida?
Beijos sabor boldo,
Black Cherry.



A velha caiu de joelhos. O coração chiou. Chiou alto demais. Stefan foi rápido, mas não rápido o bastante. Alguém descobriria a verdade um dia, a verdade sobre a morte de Lucas Lustat? Quem sabe. A filha da cereja negra, seu instrumento durante todos esses anos, jamais abriria a boca para entregar sua mãe, morreria e apodreceria na cadeia, como Stella havia previsto. E a verdade cairia no esquecimento.
Inveja, vingança ou puro desejo de morte?
Somos todos vítimas das nossas ambições. Somos todos vítimas da moda.


FIM
Créditos & Agradecimentos
Agradeço humildemente ao meu irmão intelectual Andrew Oliveira por ter cedido-me gentilmente seu Lucas Lustat num pacote DELUXE na companhia de seu alter-ego Black Cherry, sem vocês três, escritor e personagens, a Stella não seria a mesma! Desculpe por ter matado o seu Lucas, Andrew, mas alguns sacrifícios tinham de ser feitos, meu muito Obrigado!
E obrigado ao Google Images (risos) por ter me cedido as imagens de abertura de capítulo desse romance policial, espero ter me saído bem como estreante em casos policiais e mistérios! Obrigado mais uma vez, aos leitores imaginários deste blog, e desculpem se desabilitei a opção de comentários para anônimos, eu andei sofrendo cyberbullying estes últimos dias e as coisas tem sido um pouco difícil emocionalmente para mim, mas eu sou uma ostra que produz pérolas a partir das coisas ruins que nela adentram. Por isso tive de desativar os comentários por enquanto, para não colocar meu blog na linha de fogo de pessoas gordas mal intencionadas, em breve vocês poderão comentar, tudo bem?
Grandes beijos a todos que acompanharam Stella Para Sempre!
Louie Mimieux//Antonio Fernandes

Cyberbullying


Cyberbullying é uma prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar outrem. - Bill Belsey


A tecnologia começa a ser usada para ameaçar, humilhar ou intimidar. Os técnicos defendem acções de sensibilização para esta nova realidade, que ainda é pouco abordada dentro de casa e da escola.

O termo é recente e ainda não entrou definitivamente no vocabulário português. Bullying como actos premeditados e repetidos de violência física ou psicológica, praticados para intimidar ou agredir alguém, começa lentamente a entrar nos ouvidos da opinião pública. Cyberbullying permanece na penumbra, num território que só é desvendado quando se pesquisa sobre a matéria ou quando essa prática bate à porta. No cyberbullying recorre-se à tecnologia para ameaçar, humilhar ou intimidar alguém através da multiplicidade de ferramentas da nova era digital. Redes sociais da Internet, sites de partilha de fotos, imagens de telemóvel, gravações MP3, têm servido para desvirtuar a realidade pondo em causa a intimidade e a reputação. Em Portugal, também há jovens que são vítimas de cyberbullying. Vivem aterrorizados que os colegas da escola descubram as mentiras fabricadas, têm medo de contar o que estão a viver. E, na maioria dos casos, o agressor esconde-se sob a capa do anonimato.

Os casos são reais e foram relatadas por quem recebeu os pedidos de ajuda ou recolhidos na comunicação social. Uma jovem de 16 anos com largas centenas de contactos no Hi5 foi, de repente, confrontada com constantes telefonemas. Veio a descobrir que as suas fotos se mantinham intactas, só que acompanhadas de mensagens descontextualizadas de cariz sexual. Os textos terminavam com o seu número de telemóvel. A jovem vivia aterrorizada que os colegas da escola descobrissem esse falso perfil, tratado por alguém que desconhecia, mas que tinha acesso ao seu contacto pessoal. Um fórum pornográfico foi utilizado por um aluno para fazer comentários insultuosos a uma professora. A docente viu a terra fugir-lhe debaixo dos pés. Vivia com medo que os seus alunos e colegas de profissão deparassem com as informações totalmente deturpadas sobre si. Outra jovem vítima de cyberbullying: o ex-namorado que não aceitava o fim da relação mudou-lhe a password de acesso ao Hi5, modificou todo o perfil da página, deturpou a orientação sexual, fez montagens das fotos, colocou o número de telefone de casa, enviou mensagens difamatórias a todos os contactos do seu e-mail.

[Fonte: www.educare.pt]


Nesta reportagem, você vai entender os três motivos que tornam o cyberbullying ainda mais cruel que o bullying tradicional:
- No espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo.

- Os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular - e muitas vezes se expõem mais do que devem.

- A tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a sensação de impotência.

Raissa*, 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Orkut (rede social criada para compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) em que comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa de seu corte de cabelo. "Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse depressa."

Esse exemplo mostra como a tecnologia permite que a agressão se repita indefinidamente. A mensagem maldosa pode ser encaminhada por e-mail para várias pessoas ao mesmo tempo e uma foto publicada na internet acaba sendo vista por dezenas ou centenas de pessoas, algumas das quais nem conhecem a vítima. "O grupo de agressores passa a ter muito mais poder com essa ampliação do público", destaca Aramis Lopes, especialista em bullying e cyberbullying e presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ele chama a atenção para o fato de que há sempre três personagens fundamentais nesse tipo de violência: o agressor, a vítima e a plateia. Além disso, de acordo com Cléo Fante, especialista em violência escolar, muitos efeitos são semelhantes para quem ataca e é atacado: déficit de atenção, falta de concentração e desmotivação para os estudos.

Esse tormento permanente que a internet provoca faz com que a criança ou o adolescente humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Na comparação com o bullying tradicional, bastava sair da escola e estar com os amigos de verdade para se sentir seguro. Agora, com sua intimidade invadida, todos podem ver os xingamentos e não existe fim de semana ou férias. "O espaço do medo é ilimitado", diz Maria Tereza Maldonado, psicoterapeuta e autora de A Face Oculta, que discute as implicações desse tipo de violência. Pesquisa feita este ano pela organização não governamental Plan com 5 mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos aponta que 17% já foram vítimas de cyberbullying no mínimo uma vez. Desses, 13% foram insultados pelo celular e os 87% restantes por textos e imagens enviados por e-mail ou via sites de relacionamento.

[Fonte: http://www.revistaescola.abril.com.br/]


O Cyberbullying, acima de tudo, é um ato de covardia, por se tratarem de séries de agressões feitas por pessoas sem rosto, pessoas baixas e mal amadas que não possuem coragem o suficiente para dizer o que tem para dizer cara a cara. Que fique clara a gravidade do assunto, e que também fique claro, eu ressalto, que isto é CRIME, e que qualquer vítima de tal tipo de agressão pode recorrer a POLÍCIA e registrar um boletim de ocorrência. Não fique calado, irmão, proteste! Proteste pela liberdade de expressão, pela segurança e pela igualdade dos esquisitos como nós!





Esta é mais uma campanha de THE FATCAT HOUSE!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Que Está Havendo?


E então chegou o Natal, época de paz, de otimismo, de amor, de compaixão, de perdão e de esperança... Mas o que está acontecendo na minha vida e ao meu redor é totalmente o contrário. O que eu vejo a cada dia que passa me entristece, me envergonha, me põe pra baixo, me agita os nervos ver no que o ser humano está se transformando. Gente disposta de tudo para derrotar o próximo e fazê-lo sentir-se um lixo, gente disposta a todo o tipo de baixaria e maldade para fazer o seu irmão sofrer! O que está havendo com o mundo? O que está havendo com as pessoas? Cadê o brilho do Natal? A paz e a fraternidade que essa época trazia para as pessoas? A palavra PERDÃO perdeu o sentido? A palavra COMPAIXÃO sumiu do coração das pessoas? POR QUÊ? Eu me pergunto indignado.

Olho para o lado e vejo jovens brilhantes desistindo dos seus sonhos, olho para o outro e vejo pessoas amarguradas, mal amadas e ruins de espírito perturbando a paz do alheio com comentários maldosos e sujos via internet! A pessoa sequer tem coragem de mostrar a cara, de ser sincero, de ser verdadeiro, de ser humano!

O que houve com as pessoas? Com a bondade? Com o espírito de Natal? COM A ESPERANÇA?! Porque tudo isso está acontecendo? Estamos num período tão feliz do ano! É o aniversário do nascimento do homem de coração mais puro, ele que veio para a terra a mando do Pai para espalhar a palavra, para renovar as esperanças, para fazê-los acreditar na bondade, na salvação, e as pessoas se esqueceram disso tudo! Se esqueceram do sentido do Natal! Da esperança que esta época desperta nos nossos corações!

O que eu vejo ao me dar conta do mundo que me rodeia é a desilusão, a maldade no coração dos homens, a pobreza de espírito e a desistência. Porque? Meu Deus, porque o Natal não desperta nas pessoas os mesmos sentimentos que ele desperta em mim? Por quê? Porque as pessoas esqueceram-se do significado desta data tão linda?!

Raíssa! Essa é pra você!

Você é uma artista brilhante e uma pessoa maravilhosa, nunca desista dos seus sonhos! Nunca! Existem tantos artistas que superaram suas deficiências físicas pelo amor ao que fazem, pela paixão à arte! Você não é um buraco negro, você é uma estrela! Você expande brilho e luz por onde passa! Não desista dos seus sonhos nunca, nem por sua saúde nem por nada desse mundo! Acredite em quem você é e no que Deus está guardando pra ti no futuro, porque Ele não te pôs na terra pra sofrer, Ele te ama, e assim como eu, Ele acredita em você! Se a vida te deu limões, faça uma limonada! Todo artista é uma ostra, nós transformamos as agressões externas em grandes e lustrosas pérolas, não se esqueça disso! Você é uma das cinco pessoas mais talentosas que eu conheci e tem um futuro brilhante pela frente, não apague a sua luz nunca, não apague a sua estrela! E se por um acaso o teu brilho quiser diminuir, eu te empresto um pouco do meu, e então poderemos brilhar mais que a própria lua nesse céu! Acredite no seu poder de superação e acredite nas pessoas que te amam e que te querem bem! Estamos todos do seu lado e te admiramos pelo que tem no seu coração, nada pode te parar, menina! Sai dessa e segue em frente! Há um mundo lá fora, pronto para receber as suas pérolas, cuspa-as na cara daqueles que não acreditam em você, seja uma máquina de pérolas! Produza-as em grande escala e mostre para o mundo que você não é fraca! Você é uma menina forte e linda, pura, de bom coração e sem maldade, uma garota que ama e é amada! NUNCA DESISTA! NUNCA! Deixe a esperança e o brilho do Natal te contagiarem e te renovarem! Jesus nasceu para dar brilho às nossas vidas! Não se esqueça disso nunca!


E isso vai pra todos aqueles que me odeiam!


EU SOU A ABERRAÇÃO MAIS LINDA, TALENTOSA, PODEROSA, GIGANTESCA, BRILHANTE, MEIGA, AMÁVEL, INTELIGENTE, CULTA, VERSÁTIL E CATIVANTE DO MUNDO TODO! E VOU CHOVER NA PARADA DE VOCÊS FEITO GRANIZO! PORQUE EU SOU UM FOGUETE ESPACIAL, QUE VEIO DE UM PLANETA BIZARRO DISTANTE PARA EXPLODIR BEM NAS SUAS CABEÇAS VAZIAS! ME AGUARDEM! PORQUE EU SOU A MARAVILHA ELÉTRICA! A BIZARRICE MAIS GLORIOSA DO MUNDO INTEIRO! FUCK YEAAAAAAAAAAAAAH!




E FELIZ NATAL PARA AS GORDAS!

Veronica's Secret


- Entre, Stefan – grasnou a velha. Ela sabia que seu filho estava para do outro lado da porta pelo modo como seu punho tocava a madeira, ela reconhecia a batida de cada um deles. A batida de Aline era sonora, a batida de Gabriela era nervosa, e a de Stefan era firme. Riu consigo mesma. O que Gabriela estaria fazendo na mansão? A não ser que tivesse fugido da prisão, estaria disposta a fazer sua sogra “amada” de refém, com certeza.
- Está arrumando as malas, mamãe? – Stefan pareceu surpreso, sentou-se à beira da cama acariciando a pelagem comprida e macia do gato felpudo de cara preta que balançava seu rabo de espanador de um lado para o outro. Estava nervoso e agitado por ver sua dona sempre tão lenta, assim, tão vivaz como naquela manhã. A coluna da velha não dava sinal de vida há algumas horas, e já era seguro fazer alguns movimentos mais audaciosos, como agachar para encher a bagagem com suas vestimentas favoritas.
- Claro, não confio em mais ninguém depois de toda essa história. Você não pode imaginar o estado do meu psicológico nesse exato minuto... – ela deu uma pausa e escorou-se na penteadeira, acendeu um cigarro enorme e soltou uma baforada no ar – estou pensando sinceramente em me deitar e morrer logo de uma vez.
- Vai morrer mais rápido se continuar fumando essas coisas, mamãe – Stefan levantou-se e tomou o cigarro da boca de sua avó-mãe, caminhou até a varanda e sugou o máximo de fumaça que pode para dentro dos pulmões, ferindo tudo com a maldita e viciante nicontina.
- Eu posso morrer, você não, é jovem ainda – ela acendeu outro. A esta altura, o quarto era uma verdadeira sauna, cheia de fumaça.
- Eles rastrearam o meu celular e o encontraram, acredite se quiser, em Cingapura!
Stella gargalhou, a mesma gargalhada de esponja de aço, um pouco mais macia.
- Na posse de quem? – perguntou ela, como se desinteressada, mas no fundo, cheia de curiosidade.
- Estava largado no aeroporto, no fundo de uma lixeira! Acredita nisso?! – foi a vez de Stefan gargalhar, virou-se para a velha mãe. – a Interpol foi acionada, mas duvido que vão achar o verdadeiro assassino do tio Lucas... Como vão achar um assassino sem rosto? Não sabemos quem é... E a Gabriela...
- Ora, não toque no nome dessa maldita dentro do meu quarto! – Stella escarrou num lenço e jogou-o com asco dentro do lixeiro. Para ela, não era o seu catarro contaminado que estava indo para o meio das porcarias, era Gabriela. Não passava de gosma asquerosa. Baixa.
- Ela preferiu pegar prisão perpétua a revelar o verdadeiro mandante do crime... – resmungou ele, cabisbaixo. – ela assumiu a culpa sozinha...
- Veronica nunca iria mentir, jamais mentiria...

- Não tenha medo, Veronica, tudo bem? Estamos somente eu e você aqui dentro desta sala, e não há ninguém do outro lado do vidro, eu pedi a todos que saíssem para que você pudesse me contar o que de fato é a verdade... – o detetive segurava o rosto da mulher entre as mãos. Ela ainda tremia, mas inexpressiva. Suas lágrimas rolavam soltas como rios pelo seu rosto fixo e vermelho. – está pronta?
Ela fez que sim.
- As mensagens começaram há uma semana... – começou Veronica, já um pouco mais calma, após um longo e apreensivo silêncio – eu sempre tive uma paixão oculta pelo Senhor Stefan, mas nunca fui corajosa para admitir, e quando as mensagens começaram a chegar, eu me senti a mulher mais sortuda do mundo! Eu estava nas nuvens!
“Eu estava disposta a tudo o que ele me pedisse, eu jamais negaria qualquer coisa... E derramei muitas lágrimas quando ele me pediu que o ajudasse nisso... Eu não conseguia imaginar o porquê de o Senhor Stefan querer a mãe morta! A sua mãe! Aquela que ele mais amava no mundo todo e que o acolhera após a triste morte de seus pais! Que lhe sustentara, que lhe dera do bom e do melhor, que lhe dera carinho e apoio nos mais distintos momentos da vida! Eu simplesmente não conseguia entender! Eu não conseguia chegar a um ponto lógico disso! Ele não podia estar de olho na herança, ele era rico por si próprio! A carreira como ator lhe rendera rios de dinheiro e agora isso! Por quê? Eu me perguntava, e várias vezes lhe pedi que me tirasse dessa.”
- Então foi tudo um grande engano! Lucas morreu no lugar de Stella! – o detetive estava bestificado.
- Sim – prosseguiu Veronica, agora segura de si mesma. – As instruções eram estas: eu deveria estar esperando no corredor, próxima do elevador, pronta para indicar o número do quarto aonde a Senhora Stella estaria naquela manhã... Mas de última hora eu senti que não deveria fazer isso! A Senhora Stella me deu casa e emprego quando cheguei a este país, ela era um pouco ranzinza e respondona, mas era como uma mãe para mim... Ela me ensinou muitas coisas...
“Havia uma lista com os quartos e quem iria ocupá-los, e como a Senhora Stella vivia falando desse Lucas, o único nome que me veio à cabeça foi o dele, e o número de seu quarto, que foi o primeiro em que bati os olhos na listagem do hall! Entenda, por favor, que eu estava nervosa e muito comprometida, e não tinha outra saída, eu poderia ter dado um número qualquer, de qualquer outro quarto, mas eu não poderia deixar um daqueles velhinhos indefesos morrerem, velhinhos que nem sequer fazem parte desta história toda... Foi doloroso para mim, e pedi perdão à Deus milhares de vezes enquanto o elevador descia. Eu estava gelada e arrependida de ter feito o que havia feito... Por isso eu peguei os sapatos do Senhor Lucas das mãos de uma assistente e subi para tentar reparar o erro, mas quando cheguei... Era tarde demais!”

- ELE ESTÁ MORTO! ESTÁ MORTO! – urrava a búlgara apontando para o cadáver ensangüentado que se debatia coberto pelo vestido branco, agora rubro.
- VOCÊ VAI FICAR CALADA, ENTENDEU? CALADA?! VOCÊ NÃO VIU NADA DO QUE ACONTECEU AQUI! NADA! – sibilava Gabriela, feito uma cobra venenosa, enquanto sacudia os ombros da indefesa Veronica com violência, empurrando-a porta afora em seguida, antes de descer desembestada às escadas de emergência.

- Eu não vi outra solução se não me esconder – disse Veronica ao detetive, limpando as lágrimas. Sua fala estava fluente e os soluços eram raros agora. – eu me escondi no escuro do corredor e vi o momento em que o Senhor Stefan abriu a porta e deparou-se com cadáver, eu o vi correndo pelas mesmas escadas de emergência por onde sua esposa fugira... Nessa mesma hora eu soube que havia sido enganada, que ele não matara o Senhor Lucas... Aconteceu tudo tão rápido
- Gabriela estava em posse da arma? – perguntou o detetive.
- Não, ela estava de mãos vazias.
- Como você passou batido por Stefan? Ele esteve jogado no chão, próximo ao elevador durante algum tempo...
- Usei o elevador de serviço, ficava mais próximo do quarto do Senhor Lucas... logo ao lado, no pequeno corredor... À esquerda...
- Sim, sim, logicamente... Mas me conte sobre o telefonema de hoje pela manhã... – o detetive olhou no relógio. Já passavam das duas da madrugada – de ontem de manhã, digo.
- Senhora Gabriela me ligou e mandou que eu ficasse quieta, disse que alguém queria falar comigo e que eu ouvisse com atenção... O homem do outro lado não disse seu nome, mas disse que se eu abrisse a boca, estava morta antes de me dar conta, e se eu não o respeitasse, ele mataria a todos nós... – Veronica voltou a chorar, dessa vez baixinho, um choro silencioso. – Não sei quem ele era, mas ele e a Senhora Gabriela estavam juntos nisso, eles se fizeram passar por Stefan para que eu acreditasse realmente que ele queria a herança da mãe, e que confirmasse a história aqui, na polícia...
- Está dispensada, Senhorita Petrova – e saiu porta afora, para nunca mais voltar.

Letra & Música ₰


Em minha opinião, a letra mais linda e mais sincera que a belíssima Katy Perry já escreveu, fala sobre se sentir fragilizado e indefeso, e tirar forças disso para fazer com que as pessoas vejam quem você realmente é!


Katy Perry
Firework
Do you ever feel
Like a plastic bag
Drifting throught the wind
Wanting to start again

Do you ever feel
Feel so paper thin
Like a house of cards
One blow from caving in

Do you ever feel
Already buried deep
Six feet under scream
But no one seems to hear a thing

Do you know that there's
Still a chance for you
Cause there's a spark in you

You just gotta ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July

Cause baby you're a firework
Come on, show them what your worth
Make them go "Oh, oh, oh!"
As you shoot across the sky-y-y

Baby, you're a firework
Come on, let your colors burst
Make them go "Oh, oh, oh!"
You're gonna leave them falling down-own-own

You don't have to feel
Like a waste of space
You're original
Can not be replaced

If you only knew
What the future holds
After a hurricane
Comes a rainbow

Maybe you're reason why
All the doors are closed
So you could open one
That leads you to the perfect road

Like a lightning bolt
Your heart will blow
And when it's time, you'll know

You just gotta ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July

Cause baby you're a firework
Come on, show them what your worth
Make them go "Oh, oh, oh!"
As you shoot across the sky-y-y

Baby, you're a firework
Come on slet your colors burst
Make them go "Oh, oh, oh!"
You're gunna leave them falling down-own-own

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
It's always been inside of you, you, you
And now it's time to let it through

Cause baby you're a firework
Come on, show them what your worth
Make them go "Oh, oh, oh!"
As you shoot across the sky-y-y

Baby, you're a firework
Come on, slet your colors burst
Make them go "Oh, oh, oh!"
You're gonna leave them going "Oh, oh, oh!"

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon

Fogo de Artifício
Você já se sentiu como um saco plástico
Flutuando pelo vento
Querendo começar de novo?

Você já se sentiu frágil
Como um castelo de cartas
A um sopro de desmoronar?

Você já se sentiu enterrado
Gritando sob sete palmos
Mas ninguém parece ouvir nada?

Você sabe que ainda há uma chance para você?
Porque há uma faísca em você

Você só tem que acendê-la
E deixá-la brilhar
Apenas domine a noite
Como 4 de julho

Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-os fazer "oh, oh, oh"
Enquanto você é atirado pelo céu

Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-os fazer "oh oh oh"
Você vai deixá-los todos surpresos

Você não tem que se sentir como um desperdício de espaço
Você é original, não pode ser substituído
Se você soubesse o que o futuro guarda
Depois de um furacão vem um arco-íris

Talvez a razão pela qual todas as portas estejam fechadas
É que você possa abrir uma que te leve para a estrada perfeita
Como um relâmpago, seu coração vai brilhar
E quando chegar a hora, você saberá

Você só tem que acender a luz
E deixá-la brilhar
Apenas domine a noite
Como o dia 4 de julho

Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-os fazer "oh, oh, oh"
Enquanto você é atirado pelo céu

Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-os fazer "oh oh oh"
Você vai deixá-los todos surpresos

Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua
Sempre esteve dentro de você, você, você
E agora é hora de deixá-lo sair

Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-os fazer "oh, oh, oh"
Enquanto você é atirado pelo céu

Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-os fazer "oh oh oh"
Você vai deixá-los todos surpresos oh!

Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua
Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua


Letra & Música ₰


Hoje, o tema é músicas para levantar o astral! Sim! Aquelas músicas que passam uma lição de moral linda, que falam sobre ter amor próprio e força para lutar, seguir em frente e ser quem é. Tudo haver com o final de ano, um incentivo à parte para meus queridos leitores imaginários! ;}

Christina Aguilera
Beautiful


Every day is so wonderful
And suddenly, it's hard to breathe
Now and then, I get insecure
From all the pain, I'm so ashamed

I am beautiful no matter what they say
Words can't bring me down
I am beautiful in every single way
Yes, words can't bring me down
So don't you bring me down today

To all your friends, you're delirious
So consumed in all your doom
Trying hard to fill the emptiness
The pieces gone, left the puzzle undone
Is that the way it is?

You are beautiful no matter what they say
Words can't bring you down
You are beautiful in every single way
Yes, words can't bring you down
So don't you bring me down today...

No matter what we do
(No matter what we do)
No matter what we say
(No matter what we say)
We're the song inside the tune
Full of beautiful mistakes
And everywhere we go
(And everywhere we go)
The sun will always shine
(Sun will always shine)
But tomorrow we might awake
On the other side

'Cause we are beautiful no matter what they say
Yes, words won't bring us down
We are beautiful in every single way
Yes, words can't bring us down
So, don't you bring me down today

Don't you bring me down today
Don't you bring me down today

--------------------------------------------
Todo dia é tão maravilhoso
E de repente, fica difícil de se respirar
De vez em quando, eu me sinto insegura
Com toda a dor, eu me sinto envergonhada

Eu sou bonita não importa o que eles digam
Palavras não vão me fazer cair
Eu sou bonita em todos os sentidos
Sim, palavras não vão me fazer cair
Então não me faça cair hoje

Para todos os seus amigos, você é delirante
Tão consumida pelo seu destino
Tentando arduamente cobrir o vazio
Os pedaços se foram, deixaram o quebra-cabeça sem fazer
É assim que tem que ser ?

Você é bonita não importa o que eles dizem
Palavras não vão te fazer cair
Você é bonita em todos os sentidos
Sim, palavras não vão te fazer cair
Então não me faça cair hoje

Não importa o que fazemos
(não importa o que fazemos)
Não importa o que dizemos
(não importa o que dizemos)
Nós somos a música dentro da melodia
Cheia de erros bonitos
E para onde nós formos
(e para onde nós formos)
O sol sempre brilhará
(sol sempre brilhará)
Mas amanhã a gente poderá acordar
No outro lado

Porque nós somos bonitos não importa o que eles disserem
Sim, palavras não vão nos fazer cair
Nós somos bonitos em todos os sentidos
Sim, palavras não vão nos fazer cair
Então, não me faça cair hoje

Não me faça cair hoje
Não me faça cair hoje

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Decepção

Esta noite, deitei-me com a decepção
Lado a lado, cara a cara
E ela me disse, e ela me disse
Sim, é culpa sua
Tudo sua culpa
E eu olhei-a nos olhos
Sim, bem dentro deles
E lhe disse
Não, é culpa das pessoas


E então sabe o que ela disse?
As pessoas não tem culpa
de Você confiar nelas
As pessoas não tem culpa
de Você ser quem é

E eu disse, sim eu lhe disse
Eu lhe disse
Você tem toda razão
Dona Decepção
Toda razão.




Um Par de Armanis


- Repita para mim, por favor, exatamente o que aconteceu – pediu o detetive, com calma.
- Eu contei tudo o que aconteceu, tudo! Quer que eu repita mais o que?! – gritou Gabriela. – eu já estou ficando irritada com as suas insinuações, detetive Mimieux! Se me permite, eu tenho uma sessão de Yoga para relaxar dessa tensão toda! – fez menção de levantar-se.
- Nem tente sair desta sala, Gabriela Stefanovna, trate de sentar este seu traseiro magrelo na cadeira agora e me contar o que você está me escondendo!
Ela gargalhou.
- Você gosta mesmo do meu nome, não é? É Russo, querido, herdei do meu marido, e agora estou indo, não tenho mais nada para falar aqui! – Gabriela levantou-se e praticamente correu em direção a porta, mas o detetive a deteve pelo braço.
- Ambos sabemos que você odiava Stella, então porque faria o favor de levar o vestido para ela? Porque não mandou uma empregada entregá-lo?!
Gabriela estava sem saída. Havia sido pega no pulo do gato mais uma vez. E dessa vez não havia escapatória.
- Eu estava seguindo o meu marido, tudo bem? – sentou-se outra vez.
- Por quê? – ele pôs a mão no queixo, interessado.
- Eu o estava vigiando... Eu suspeito que ele esteja tendo um caso com... Com a Veronica, é isso! – ela cobriu os olhos, envergonhada. O detetive gargalhou alto e quase deixou cair sua xícara de café, já fria e vazia. Seca.
- Com a Veronica?! Mas ela é uma empregadinha sem sal qualquer, perto de você, uma poderosa modelo atraente e... – ele foi interrompido de supetão por uma explosão revoltada de Gabriela.
- EU NÃO SOU MAIS JOVEM, TUDO BEM? – gritou – eu tenho noção de que estou ficando velha, e essa raposinha búlgara, toda jovenzinha saltitando pela casa, sempre com a sobrancelha franzida, nunca dá bola pra nenhum homem... Isso atrai os homens sabia?! Você deveria saber!
- Mas deve haver um motivo para você suspeitar desse caso... O que você sabe que nós não sabemos?
- Stefan tem passado mensagens para alguém toda noite. Dois dias antes do assassinato, eu chequei as últimas mensagens enviadas e vi o número de Veronica repetido várias vezes, todos os dias no mesmo horário... Você sabe do que estou falando, não sabe? – com um olhar sugestivo, ela debruçou-se sobre a mesa. – Eles estavam combinando de se encontrar no hotel...
- O que você está sugerindo?
- Que os dois estejam metidos nessa juntos! – deu um murro na mesa.
- Por favor, pare de socar essa mesa, estou começando a ficar levemente irritado – mentira, ele estava muito irritado com aquela família Vazjekovzka problemática, queria mesmo era mandar todos para o quinto dos infernos.
- Me desculpe, me desculpe! – ela ergueu os braços, em sinal de redenção.
- Vamos tratar disso exatamente como deve ser tratado.
No mesmo instante, tratou de colocar Veronica e Stefan cara a cara numa única sala. E ele nunca vira duas pessoas tão nervosas juntas quanto os dois. Veronica gastara quase uma caixa inteira de lenços chorando e fora acompanhada ao banheiro por Abner muito mais de três vezes. As veias da cabeça de Stefan saltavam como minhocas o comendo por debaixo da pele, aquilo era um tanto asqueroso... O que era, meu Deus, um astro fora das telas! O quão ordinário ele parecia agora.
- O que você sabe que eu não sei? – perguntou o detetive, dando passadas largas ao redor da mesa, como um leão cercando sua presa antes do bote.
- Do que você está falando? – gaguejou Stefan.
- Na verdade, eu estava falando com Veronica, Senhor Stefan. – ele inclinou a cabeça e estalou o canto da boca. Pena. Veronica deu um gritinho e abriu seus olhos enormes em direção ao detetive. Estava vermelhos e brilhantes como duas estrelas furiosas.
- Minha investigação empacou exatamente no triângulo amoroso formado por você – apontou para Veronica com o dedo em riste. – Stefan e sua mulher Gabriela, e espero do fundo do meu coração que vocês não estejam me fazendo de trouxa, porque acabei de saber pela boca de uma funcionária da revista que VOCÊ, VERONICA, não ficou no térreo. Subiu para entregar o par de sapatos Armani que seria usado por Lucas Lustat no primeiro photoshoot!
Do outro lado do vidro escuro, Stella se contorceu. Estava acompanhando o interrogatório desde que seu filho fora interrogado, permanecera calada até o momento, sofrendo internamente como a boa senhora de idade que era, mas com o avançar da noite, ela começava a dar seus primeiros gemidos e grunhidos. Talvez pelas dores na coluna, talvez pela dor de ver todos envolvidos desta maneira nesta história sem pé nem cabeça.
Veronica lançou um olhar furioso para Stefan.
- Eu falei! Eu falei pra você não me meter nessa! Seu imbecil! – e atirou-lhe a caixa de lenços vazia.
- O QUE? DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO? – gritou Stefan, nervoso.
O detetive começou a rir. Finalmente o fim estava próximo.
- A pergunta é... Qual o motivo? O que vocês dois ganhariam com esse assassinato?! – o detetive puxou uma liga de cabelo do bolso da blusa e amarrou o cabelo num rabo de cavalo no topo da cabeça. Estava sujo e cansado para ficar colocando aquele cabelo toda hora para trás da orelha. Há dois dias que ele não saía daquela delegacia.
- EU NÃO ESTOU ENTENDENDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI! – Stefan entrou em desespero outra vez. Já tinha estado mais calmo antes de ser colocado contra a parede mais uma vez.
- NÃO SE FAÇA DE SONSO, STEFAN! – gritou o detetive, foi sua vez de esmurrar a mesa, com força e vontade. Veronica deu um gritinho e cobriu os olhos. – sua esposa me contou das mensagens que você trocava com Veronica toda noite, no mesmo horário!
- Mas... O que?! – Stefan levantou-se, revoltado – como eu posso trocar mensagens com alguém se eu perdi o meu telefone há uma semana?!
O detetive pôs a mão na testa oleosa, fechou os olhos, suspirou e largou os ombros. Aquilo estava ficando realmente cansativo.
Foi quando a porta foi aberta de supetão, com um estrondo enorme. Parada no vão agora estava uma velha alta e magra, de olhos fundos e pele acinzentada, cabelos desgrenhados e chapéu na mão, forçando sua coluna já inválida, destruída, fraca e inútil, caminhando a passos forçados e pesados em direção a uma Veronica quase zumbi, morta por dentro.
- Senhora Vazjekovzka! Volte por favor! Volte! – o detetive Mimieux correu até ela, passou o braço fraco e idoso por cima de seus ombros e cruzou seu braço forte e jovial por trás da cintura de Stella, dando apoio a ela. Não podia dar mais um passo sequer. Havia corrido e empurrado os policiais que estavam em seu caminho com a força que lhe restava para chegar até ali.
- Me leve até ela, por favor! ME LEVE ATÉ ELA! – gritava a velha, entre caretas, indicando Veronica com o queixo. Mimieux fez sinal para que os grandalhões continuassem do lado de fora e levou-a com cuidado para perto da mesa, onde ela se apoiou e onde se abaixou com cuidado.
- Veronica, por favor, o que você sabe? Me diga! Por favor! – Stella ajoelhou-se ao lado da cadeira da mulher chorosa, de nariz vermelho e olhos inchados, segurou as mãozinhas búlgaras da pequenina com força e olhou fixo, no fundo de suas íris castanhas. – eu senti desde o primeiro momento em que a vi aqui, sentada, apavorada, que você não é a culpada disso, mas testemunha! Sei que você não é cúmplice nisso, e se realmente tiver parte nisso tudo, sua pena será diminuída se você entregar o seu mandante! Pense nisso, Veronica, por favor! Eu gosto tanto, tanto dos seus serviços, da sua companhia! – e desferiu vários beijos nos punhos macios e fechadinhos da mulher. As duas encostaram suas cabeças e choraram juntas, abraçadas.
- Ele... – gaguejou Veronica enquanto Stella limpava as lágrimas da jovem com um instinto materno nunca antes visto naquela senhora amarga e mal humorada.
- Ele?!... – repetiu Stella, com profunda dor no peito. Lancinante.
- Ele me telefonou hoje pela manhã!
- Ele quem, meu anjo? Ele quem? – perguntou Stella, com paixão e sede por justiça, por saber da verdade. Estava farta, cansada, morta. Fatigada.
- EU NÃO SEI QUEM ELE É, EU NÃO SEI! – gritava a búlgara minúscula entre lágrimas, saliva e tosse, ressonava, soluçando dolorosa e profundamente. – MAS ISSO TUDO É ARMAÇÃO DELE! ELE TRAMOU TUDO ISSO PARA PARECER QUE STEFAN ERA O CULPADO! ELE! ELE FEZ TUDO ISSO! ELE E A SENHORA GABRIELA! ELES DOIS ESTÃO JUNTOS NISSO! SE EU ABRISSE A BOCA ELE ME MATARIA, ELE MATARIA A TODOS NÓS, ELE! ELE MATARIA A TODOS!
Veronica revirou seus olhos e caiu por sobre Stella, que não teve forças para segurá-la e foi ao chão junto com ela, desmaiadas, as duas, por motivos diferentes. Imediatamente a sala foi inundada por homens de uniformes, pareciam ter surgido das sombras, acudindo, ajudando, algemando. Enquanto Stefan saíra da prisão provisória, sua esposa entrara.
E assim a história complica cada vez mais, detetive Frederico Mimieux.

Ode à Solidão

Oh, Solidão
Minha dama das horas vagas
Oh, querida Solidão
Minha musa das derradeiras madrugadas
Venha me consumir
Venha me abraçar
Para que eu não tenha que sentir
O vazio que aqui está
A me cutucar
Com este garfo vermelho de três dentes
Ferindo, Ferindo, Ferindo
Meu coração já Machucado



Só a tua presença me acalenta
Só o teu abraço é o que eu preciso
Solidão, venha me dar a paz eterna
A porta está aberta para você
Solidão
Anjo Solidão
Venha, entre, vamos conversar
Minha companhia é você
Solidão


Me consuma de dentro pra fora
Me dê a paz de que preciso
Porque sozinho sei quem sou
Sozinho sou feliz, porque tenho a você
Você faz parte disso
Solidão, venha me ajudar a enfrentar
Estes longos anos de solidão
Venha me ajudar a conformar
Este coração.
Solidão, oh solidão, minha musa das horas vagas
Meu conforto, minha paz
Solidão

Sou feito de ti
Tu és feita de mim
Solidão, Solidão
Resultado da paixão.