
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Filosofia Moderna

terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Sem Título

domingo, 5 de dezembro de 2010
Oráculo das Feras - Resenha
Estou tendo o enorme prazer de trabalhar como co-criador de uma das maiores crônicas fantásticas literárias criadas em terras tão distantes deste tipo de cultura a nível de mundo!

É melhor eu ficar quieto para não estragar a melhor parte da história! Então, por favor, leiam, é o máximo, e não é só porque tem dedo meu na coisa, eu sou megalomaníaco mas nem tanto! O Andrew está realmente fazendo um ótimo trabalho como cronista de fantasia, sempre com uma dose de homoerotismo, é claro, característica do nosso querido Black Cherry. http://soldeandrew.blogspot.com/2010/11/oraculo-das-feras-prologo.html
sábado, 4 de dezembro de 2010
Letra & Música ₰

I'm watching it fall
Lots of people around
Baby please come home
The church bells in town
They're ringing a song
What a happy sound
Baby please come home
They're singing deck the halls
But it's not like Christmas at all
I remember when you were here
And all the fun we had last year
Pretty lights on the tree
I'm watching them shine
You should be here with me
Baby please come home
Baby please come home
Baby please come home
Baby please come home
Come home, come home
They're singing deck the halls
But it's not like Christmas at all
I remember when you were here
And all the fun we had last year
If there was a way
I'd hold back these tears
But it's Christmas day
Baby please come home
Baby please come home
Baby please come home
Baby please come home
Come home, come home
Natal (Baby Por Favor Venha Pra Casa)
A neve está caindo
Eu estou observando-a cair
Observando as pessoas ao redor
Baby, por favor, venha pra casa
Os sinos da igreja na cidade
Eles estão tocando uma música
Que som feliz
Baby por favor venha pra casa
Eles estão cantando "deck the halls"
Mas não é como natal de jeito nenhum
Eu me lembro quando você estava aqui
E toda a diversão que nós tivemos ano passado
Luzes bonitas na árvore
Eu estou olhando elas brilharem
Você deveria estar aqui comigo
Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Venha pra casa, venha pra casa
Eles estão cantando "deck the halls"
Mas não é como natal de jeito nenhum
Eu me lembro quando você estava aqui
E toda a diversão que nós tivemos ano passado
Se houvesse um jeito
Eu seguraria essas lágrimas
Mas é dia de natal
Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Baby por favor venha pra casa
Venha pra casa, venha pra casa
Charles Dickens - A Christmas Carol!

Numa véspera de Natal, Scrooge recebe a visita de seu ex-sócio Jacob Marley, morto havia sete anos naquele mesmo dia. Marley diz que seu espírito não pode ter paz, já que não foi bom nem generoso em vida, mas que Scrooge tem uma chance, e por isso três espíritos o visitariam.
Esta obra que, segundo reza a lenda, foi escrita em menos de uma semana para angariar fundos a fim de pagar as dívidas do escritor, teve um impacto cultural imenso na sociedade, e as ondas sísmicas provocadas por este impacto reverberam até os tempos atuais, deixando um rastro de belíssimas obras cinematográficas e animadas inspiradas no "Cântico de Natal" (como foi traduzido o título para a língua portuguesa). Um dos principais personagens modernos/contemporâneos, filhos desta obra literária, é o Tio Patinhas, da Disney que estrelou ao lado do camundongo Mickey o desenho animado "Mickey's Christmas Carol" de 1983. Este foi a primeira aparição indireta do conto de Dickens em minha vida. Nasci em 1993, é claro, mas as redes televisivas costumam passar estes desenhos até hoje, na véspera de Natal.
Mais recentemente pudemos contar com "Os Fantasmas de Scrooge" nos cinemas do mundo afora, este eu ainda não tive a oportunidade de assistir. O filme foi escrito e dirigido por Robert Zemeckis, estrelando Jim Carrey numa infinidade de papéis, inclusive o do próprio Scrooge em suas três idades, além dos três fantasmas que o assombram. Jim Carrey é um gênio da atuação mesmo!sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Vítimas da Moda

- Sim, mamãe... Todos nós sabemos que havia alguém por trás dela, e que ela não estava com a arma nas mãos no momento em que Veronica a flagrou, mas ela insiste que fez e planejou tudo sozinha, e que a ameaça feita por celular foi feita por um qualquer, que ela contratou na rua...
- Difícil de engolir Stefan, difícil – Stella suspirou. – nunca vamos descobrir quem está por trás desse crime, mas já que Gabriela quis assumir, ela que morra e apodreça na prisão!
Stefan parecia minúsculo agora, mais cabisbaixo do que nunca. Gabriela era sua esposa, mãe de sua única filha, seria frieza demais da sua parte ignorar isso.
- Ela afirma que fez isso por mim, pela minha filha, ela queria você morta para que tivéssemos direito a toda a herança, confessou que a odiava mesmo... Foi estranho... Não parecia a Gabriela que eu conhecia, a minha mulher... – ele virou-se para o pôr-do-sol, para esconder as lágrimas, pôs a cabeça fora da janela.
- Nunca sabemos de verdade que tipo de gente temos dentro de casa. – cacarejou Stella, amarga, revoltosa.
- Ah, antes que eu me esqueça... Havia uma mensagem para você no telefone! No meu telefone! – ele virou-se rapidamente para a velha que ainda arrumava as malas. Iria passar as férias bem longe, no Brasil se fosse possível. Ela parou o que fazia na mesma hora, pega de surpresa.
- O que?! – gaguejou.
- Sim, mas não entendemos o que queria dizer...
- O que dizia a mensagem?! – exclamou a velha, aproximando-se de seu filho com os olhos esbugalhados de ansiedade.
- “No bolso do McQueen” – Stefan deu de ombros – não entendi o que queria dizer, mas estava em rascunhos, era para ter sido enviada pra você mas...
Stella sabia o que queria dizer, ela sabia o que aquilo significava.
Invadiu o closet como uma ave de rapina feroz, retirando todas as cruzetas das araras, derrubando todos os cabides e abrindo todas as gavetas.
- ONDE ESTÁ?! ONDE ESTÁ?!
- Mamãe! O que está acontecendo?! – Stefan corria atrás de sua mãe assustado com a sua reação – mamãe! A coluna, o coração! – ele repetia.
E então ela a encontrou. Uma bata extravagante, vermelha, cheia de babados, lembrava o século 16, cheia de detalhes dourados, um quê oriental pairava sobre aquela peça de roupa. Imediatamente Stella vasculhou seus bolsos, encontrando enfim o que procurava.
Era inverno, final das gravações de um filme baseado num livro... Ela não lembrava o nome... A memória lhe deixava na mão quando se tratava de detalhes... Alguém pôs algo no bolso de sua bata, e ela sorriu para esse alguém. Mas quem? Quem era?
Stella nunca chegou a ler o bilhete. Só usara aquela bata uma única vez em toda a vida, era escandalosa demais. Nunca vasculhara os bolsos para ver o que seu amigo imemorável havia posto ali dentro...
Somos todos Vítimas da Moda
Não é mesmo, querida?
Beijos sabor boldo,
Black Cherry.
A velha caiu de joelhos. O coração chiou. Chiou alto demais. Stefan foi rápido, mas não rápido o bastante. Alguém descobriria a verdade um dia, a verdade sobre a morte de Lucas Lustat? Quem sabe. A filha da cereja negra, seu instrumento durante todos esses anos, jamais abriria a boca para entregar sua mãe, morreria e apodreceria na cadeia, como Stella havia previsto. E a verdade cairia no esquecimento.
Inveja, vingança ou puro desejo de morte?
Somos todos vítimas das nossas ambições. Somos todos vítimas da moda.
FIM
Cyberbullying
Cyberbullying é uma prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar outrem. - Bill Belsey
A tecnologia começa a ser usada para ameaçar, humilhar ou intimidar. Os técnicos defendem acções de sensibilização para esta nova realidade, que ainda é pouco abordada dentro de casa e da escola.
O termo é recente e ainda não entrou definitivamente no vocabulário português. Bullying como actos premeditados e repetidos de violência física ou psicológica, praticados para intimidar ou agredir alguém, começa lentamente a entrar nos ouvidos da opinião pública. Cyberbullying permanece na penumbra, num território que só é desvendado quando se pesquisa sobre a matéria ou quando essa prática bate à porta. No cyberbullying recorre-se à tecnologia para ameaçar, humilhar ou intimidar alguém através da multiplicidade de ferramentas da nova era digital. Redes sociais da Internet, sites de partilha de fotos, imagens de telemóvel, gravações MP3, têm servido para desvirtuar a realidade pondo em causa a intimidade e a reputação. Em Portugal, também há jovens que são vítimas de cyberbullying. Vivem aterrorizados que os colegas da escola descubram as mentiras fabricadas, têm medo de contar o que estão a viver. E, na maioria dos casos, o agressor esconde-se sob a capa do anonimato.
Os casos são reais e foram relatadas por quem recebeu os pedidos de ajuda ou recolhidos na comunicação social. Uma jovem de 16 anos com largas centenas de contactos no Hi5 foi, de repente, confrontada com constantes telefonemas. Veio a descobrir que as suas fotos se mantinham intactas, só que acompanhadas de mensagens descontextualizadas de cariz sexual. Os textos terminavam com o seu número de telemóvel. A jovem vivia aterrorizada que os colegas da escola descobrissem esse falso perfil, tratado por alguém que desconhecia, mas que tinha acesso ao seu contacto pessoal. Um fórum pornográfico foi utilizado por um aluno para fazer comentários insultuosos a uma professora. A docente viu a terra fugir-lhe debaixo dos pés. Vivia com medo que os seus alunos e colegas de profissão deparassem com as informações totalmente deturpadas sobre si. Outra jovem vítima de cyberbullying: o ex-namorado que não aceitava o fim da relação mudou-lhe a password de acesso ao Hi5, modificou todo o perfil da página, deturpou a orientação sexual, fez montagens das fotos, colocou o número de telefone de casa, enviou mensagens difamatórias a todos os contactos do seu e-mail.
[Fonte: www.educare.pt]
Nesta reportagem, você vai entender os três motivos que tornam o cyberbullying ainda mais cruel que o bullying tradicional:
- No espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo.
- Os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular - e muitas vezes se expõem mais do que devem.
- A tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a sensação de impotência.
Raissa*, 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Orkut (rede social criada para compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) em que comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa de seu corte de cabelo. "Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse depressa."
Esse exemplo mostra como a tecnologia permite que a agressão se repita indefinidamente. A mensagem maldosa pode ser encaminhada por e-mail para várias pessoas ao mesmo tempo e uma foto publicada na internet acaba sendo vista por dezenas ou centenas de pessoas, algumas das quais nem conhecem a vítima. "O grupo de agressores passa a ter muito mais poder com essa ampliação do público", destaca Aramis Lopes, especialista em bullying e cyberbullying e presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ele chama a atenção para o fato de que há sempre três personagens fundamentais nesse tipo de violência: o agressor, a vítima e a plateia. Além disso, de acordo com Cléo Fante, especialista em violência escolar, muitos efeitos são semelhantes para quem ataca e é atacado: déficit de atenção, falta de concentração e desmotivação para os estudos.
Esse tormento permanente que a internet provoca faz com que a criança ou o adolescente humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Na comparação com o bullying tradicional, bastava sair da escola e estar com os amigos de verdade para se sentir seguro. Agora, com sua intimidade invadida, todos podem ver os xingamentos e não existe fim de semana ou férias. "O espaço do medo é ilimitado", diz Maria Tereza Maldonado, psicoterapeuta e autora de A Face Oculta, que discute as implicações desse tipo de violência. Pesquisa feita este ano pela organização não governamental Plan com 5 mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos aponta que 17% já foram vítimas de cyberbullying no mínimo uma vez. Desses, 13% foram insultados pelo celular e os 87% restantes por textos e imagens enviados por e-mail ou via sites de relacionamento.
[Fonte: http://www.revistaescola.abril.com.br/]
O Cyberbullying, acima de tudo, é um ato de covardia, por se tratarem de séries de agressões feitas por pessoas sem rosto, pessoas baixas e mal amadas que não possuem coragem o suficiente para dizer o que tem para dizer cara a cara. Que fique clara a gravidade do assunto, e que também fique claro, eu ressalto, que isto é CRIME, e que qualquer vítima de tal tipo de agressão pode recorrer a POLÍCIA e registrar um boletim de ocorrência. Não fique calado, irmão, proteste! Proteste pela liberdade de expressão, pela segurança e pela igualdade dos esquisitos como nós!
Esta é mais uma campanha de THE FATCAT HOUSE!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O Que Está Havendo?

Raíssa! Essa é pra você!
Veronica's Secret

- Está arrumando as malas, mamãe? – Stefan pareceu surpreso, sentou-se à beira da cama acariciando a pelagem comprida e macia do gato felpudo de cara preta que balançava seu rabo de espanador de um lado para o outro. Estava nervoso e agitado por ver sua dona sempre tão lenta, assim, tão vivaz como naquela manhã. A coluna da velha não dava sinal de vida há algumas horas, e já era seguro fazer alguns movimentos mais audaciosos, como agachar para encher a bagagem com suas vestimentas favoritas.
- Claro, não confio em mais ninguém depois de toda essa história. Você não pode imaginar o estado do meu psicológico nesse exato minuto... – ela deu uma pausa e escorou-se na penteadeira, acendeu um cigarro enorme e soltou uma baforada no ar – estou pensando sinceramente em me deitar e morrer logo de uma vez.
- Vai morrer mais rápido se continuar fumando essas coisas, mamãe – Stefan levantou-se e tomou o cigarro da boca de sua avó-mãe, caminhou até a varanda e sugou o máximo de fumaça que pode para dentro dos pulmões, ferindo tudo com a maldita e viciante nicontina.
- Eu posso morrer, você não, é jovem ainda – ela acendeu outro. A esta altura, o quarto era uma verdadeira sauna, cheia de fumaça.
- Eles rastrearam o meu celular e o encontraram, acredite se quiser, em Cingapura!
Stella gargalhou, a mesma gargalhada de esponja de aço, um pouco mais macia.
- Na posse de quem? – perguntou ela, como se desinteressada, mas no fundo, cheia de curiosidade.
- Estava largado no aeroporto, no fundo de uma lixeira! Acredita nisso?! – foi a vez de Stefan gargalhar, virou-se para a velha mãe. – a Interpol foi acionada, mas duvido que vão achar o verdadeiro assassino do tio Lucas... Como vão achar um assassino sem rosto? Não sabemos quem é... E a Gabriela...
- Ora, não toque no nome dessa maldita dentro do meu quarto! – Stella escarrou num lenço e jogou-o com asco dentro do lixeiro. Para ela, não era o seu catarro contaminado que estava indo para o meio das porcarias, era Gabriela. Não passava de gosma asquerosa. Baixa.
- Ela preferiu pegar prisão perpétua a revelar o verdadeiro mandante do crime... – resmungou ele, cabisbaixo. – ela assumiu a culpa sozinha...
- Veronica nunca iria mentir, jamais mentiria...
- Não tenha medo, Veronica, tudo bem? Estamos somente eu e você aqui dentro desta sala, e não há ninguém do outro lado do vidro, eu pedi a todos que saíssem para que você pudesse me contar o que de fato é a verdade... – o detetive segurava o rosto da mulher entre as mãos. Ela ainda tremia, mas inexpressiva. Suas lágrimas rolavam soltas como rios pelo seu rosto fixo e vermelho. – está pronta?
Ela fez que sim.
- As mensagens começaram há uma semana... – começou Veronica, já um pouco mais calma, após um longo e apreensivo silêncio – eu sempre tive uma paixão oculta pelo Senhor Stefan, mas nunca fui corajosa para admitir, e quando as mensagens começaram a chegar, eu me senti a mulher mais sortuda do mundo! Eu estava nas nuvens!
“Eu estava disposta a tudo o que ele me pedisse, eu jamais negaria qualquer coisa... E derramei muitas lágrimas quando ele me pediu que o ajudasse nisso... Eu não conseguia imaginar o porquê de o Senhor Stefan querer a mãe morta! A sua mãe! Aquela que ele mais amava no mundo todo e que o acolhera após a triste morte de seus pais! Que lhe sustentara, que lhe dera do bom e do melhor, que lhe dera carinho e apoio nos mais distintos momentos da vida! Eu simplesmente não conseguia entender! Eu não conseguia chegar a um ponto lógico disso! Ele não podia estar de olho na herança, ele era rico por si próprio! A carreira como ator lhe rendera rios de dinheiro e agora isso! Por quê? Eu me perguntava, e várias vezes lhe pedi que me tirasse dessa.”
- Então foi tudo um grande engano! Lucas morreu no lugar de Stella! – o detetive estava bestificado.
- Sim – prosseguiu Veronica, agora segura de si mesma. – As instruções eram estas: eu deveria estar esperando no corredor, próxima do elevador, pronta para indicar o número do quarto aonde a Senhora Stella estaria naquela manhã... Mas de última hora eu senti que não deveria fazer isso! A Senhora Stella me deu casa e emprego quando cheguei a este país, ela era um pouco ranzinza e respondona, mas era como uma mãe para mim... Ela me ensinou muitas coisas...
“Havia uma lista com os quartos e quem iria ocupá-los, e como a Senhora Stella vivia falando desse Lucas, o único nome que me veio à cabeça foi o dele, e o número de seu quarto, que foi o primeiro em que bati os olhos na listagem do hall! Entenda, por favor, que eu estava nervosa e muito comprometida, e não tinha outra saída, eu poderia ter dado um número qualquer, de qualquer outro quarto, mas eu não poderia deixar um daqueles velhinhos indefesos morrerem, velhinhos que nem sequer fazem parte desta história toda... Foi doloroso para mim, e pedi perdão à Deus milhares de vezes enquanto o elevador descia. Eu estava gelada e arrependida de ter feito o que havia feito... Por isso eu peguei os sapatos do Senhor Lucas das mãos de uma assistente e subi para tentar reparar o erro, mas quando cheguei... Era tarde demais!”
- ELE ESTÁ MORTO! ESTÁ MORTO! – urrava a búlgara apontando para o cadáver ensangüentado que se debatia coberto pelo vestido branco, agora rubro.
- VOCÊ VAI FICAR CALADA, ENTENDEU? CALADA?! VOCÊ NÃO VIU NADA DO QUE ACONTECEU AQUI! NADA! – sibilava Gabriela, feito uma cobra venenosa, enquanto sacudia os ombros da indefesa Veronica com violência, empurrando-a porta afora em seguida, antes de descer desembestada às escadas de emergência.
- Eu não vi outra solução se não me esconder – disse Veronica ao detetive, limpando as lágrimas. Sua fala estava fluente e os soluços eram raros agora. – eu me escondi no escuro do corredor e vi o momento em que o Senhor Stefan abriu a porta e deparou-se com cadáver, eu o vi correndo pelas mesmas escadas de emergência por onde sua esposa fugira... Nessa mesma hora eu soube que havia sido enganada, que ele não matara o Senhor Lucas... Aconteceu tudo tão rápido
- Gabriela estava em posse da arma? – perguntou o detetive.
- Não, ela estava de mãos vazias.
- Como você passou batido por Stefan? Ele esteve jogado no chão, próximo ao elevador durante algum tempo...
- Usei o elevador de serviço, ficava mais próximo do quarto do Senhor Lucas... logo ao lado, no pequeno corredor... À esquerda...
- Sim, sim, logicamente... Mas me conte sobre o telefonema de hoje pela manhã... – o detetive olhou no relógio. Já passavam das duas da madrugada – de ontem de manhã, digo.
- Senhora Gabriela me ligou e mandou que eu ficasse quieta, disse que alguém queria falar comigo e que eu ouvisse com atenção... O homem do outro lado não disse seu nome, mas disse que se eu abrisse a boca, estava morta antes de me dar conta, e se eu não o respeitasse, ele mataria a todos nós... – Veronica voltou a chorar, dessa vez baixinho, um choro silencioso. – Não sei quem ele era, mas ele e a Senhora Gabriela estavam juntos nisso, eles se fizeram passar por Stefan para que eu acreditasse realmente que ele queria a herança da mãe, e que confirmasse a história aqui, na polícia...
- Está dispensada, Senhorita Petrova – e saiu porta afora, para nunca mais voltar.
Letra & Música ₰

Do you ever feel
Like a plastic bag
Drifting throught the wind
Wanting to start again
Do you ever feel
Feel so paper thin
Like a house of cards
One blow from caving in
Do you ever feel
Already buried deep
Six feet under scream
But no one seems to hear a thing
Do you know that there's
Still a chance for you
Cause there's a spark in you
You just gotta ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July
Cause baby you're a firework
Come on, show them what your worth
Make them go "Oh, oh, oh!"
As you shoot across the sky-y-y
Baby, you're a firework
Come on, let your colors burst
Make them go "Oh, oh, oh!"
You're gonna leave them falling down-own-own
You don't have to feel
Like a waste of space
You're original
Can not be replaced
If you only knew
What the future holds
After a hurricane
Comes a rainbow
Maybe you're reason why
All the doors are closed
So you could open one
That leads you to the perfect road
Like a lightning bolt
Your heart will blow
And when it's time, you'll know
You just gotta ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July
Cause baby you're a firework
Come on, show them what your worth
Make them go "Oh, oh, oh!"
As you shoot across the sky-y-y
Baby, you're a firework
Come on slet your colors burst
Make them go "Oh, oh, oh!"
You're gunna leave them falling down-own-own
Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
It's always been inside of you, you, you
And now it's time to let it through
Cause baby you're a firework
Come on, show them what your worth
Make them go "Oh, oh, oh!"
As you shoot across the sky-y-y
Baby, you're a firework
Come on, slet your colors burst
Make them go "Oh, oh, oh!"
You're gonna leave them going "Oh, oh, oh!"
Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
Fogo de Artifício
Você já se sentiu como um saco plástico
Flutuando pelo vento
Querendo começar de novo?
Você já se sentiu frágil
Como um castelo de cartas
A um sopro de desmoronar?
Você já se sentiu enterrado
Gritando sob sete palmos
Mas ninguém parece ouvir nada?
Você sabe que ainda há uma chance para você?
Porque há uma faísca em você
Você só tem que acendê-la
E deixá-la brilhar
Apenas domine a noite
Como 4 de julho
Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-os fazer "oh, oh, oh"
Enquanto você é atirado pelo céu
Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-os fazer "oh oh oh"
Você vai deixá-los todos surpresos
Você não tem que se sentir como um desperdício de espaço
Você é original, não pode ser substituído
Se você soubesse o que o futuro guarda
Depois de um furacão vem um arco-íris
Talvez a razão pela qual todas as portas estejam fechadas
É que você possa abrir uma que te leve para a estrada perfeita
Como um relâmpago, seu coração vai brilhar
E quando chegar a hora, você saberá
Você só tem que acender a luz
E deixá-la brilhar
Apenas domine a noite
Como o dia 4 de julho
Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-os fazer "oh, oh, oh"
Enquanto você é atirado pelo céu
Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-os fazer "oh oh oh"
Você vai deixá-los todos surpresos
Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua
Sempre esteve dentro de você, você, você
E agora é hora de deixá-lo sair
Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-os fazer "oh, oh, oh"
Enquanto você é atirado pelo céu
Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-os fazer "oh oh oh"
Você vai deixá-los todos surpresos oh!
Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua
Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua
Letra & Música ₰

Christina Aguilera
Beautiful
Every day is so wonderful
And suddenly, it's hard to breathe
Now and then, I get insecure
From all the pain, I'm so ashamed
I am beautiful no matter what they say
Words can't bring me down
I am beautiful in every single way
Yes, words can't bring me down
So don't you bring me down today
To all your friends, you're delirious
So consumed in all your doom
Trying hard to fill the emptiness
The pieces gone, left the puzzle undone
Is that the way it is?
You are beautiful no matter what they say
Words can't bring you down
You are beautiful in every single way
Yes, words can't bring you down
So don't you bring me down today...
No matter what we do
(No matter what we do)
No matter what we say
(No matter what we say)
We're the song inside the tune
Full of beautiful mistakes
And everywhere we go
(And everywhere we go)
The sun will always shine
(Sun will always shine)
But tomorrow we might awake
On the other side
'Cause we are beautiful no matter what they say
Yes, words won't bring us down
We are beautiful in every single way
Yes, words can't bring us down
So, don't you bring me down today
Don't you bring me down today
Don't you bring me down today
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Todo dia é tão maravilhoso
E de repente, fica difícil de se respirar
De vez em quando, eu me sinto insegura
Com toda a dor, eu me sinto envergonhada
Eu sou bonita não importa o que eles digam
Palavras não vão me fazer cair
Eu sou bonita em todos os sentidos
Sim, palavras não vão me fazer cair
Então não me faça cair hoje
Para todos os seus amigos, você é delirante
Tão consumida pelo seu destino
Tentando arduamente cobrir o vazio
Os pedaços se foram, deixaram o quebra-cabeça sem fazer
É assim que tem que ser ?
Você é bonita não importa o que eles dizem
Palavras não vão te fazer cair
Você é bonita em todos os sentidos
Sim, palavras não vão te fazer cair
Então não me faça cair hoje
Não importa o que fazemos
(não importa o que fazemos)
Não importa o que dizemos
(não importa o que dizemos)
Nós somos a música dentro da melodia
Cheia de erros bonitos
E para onde nós formos
(e para onde nós formos)
O sol sempre brilhará
(sol sempre brilhará)
Mas amanhã a gente poderá acordar
No outro lado
Porque nós somos bonitos não importa o que eles disserem
Sim, palavras não vão nos fazer cair
Nós somos bonitos em todos os sentidos
Sim, palavras não vão nos fazer cair
Então, não me faça cair hoje
Não me faça cair hoje
Não me faça cair hoje
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Decepção
Lado a lado, cara a cara
E ela me disse, e ela me disse
Sim, é culpa sua
Um Par de Armanis

- Eu contei tudo o que aconteceu, tudo! Quer que eu repita mais o que?! – gritou Gabriela. – eu já estou ficando irritada com as suas insinuações, detetive Mimieux! Se me permite, eu tenho uma sessão de Yoga para relaxar dessa tensão toda! – fez menção de levantar-se.
- Nem tente sair desta sala, Gabriela Stefanovna, trate de sentar este seu traseiro magrelo na cadeira agora e me contar o que você está me escondendo!
Ela gargalhou.
- Você gosta mesmo do meu nome, não é? É Russo, querido, herdei do meu marido, e agora estou indo, não tenho mais nada para falar aqui! – Gabriela levantou-se e praticamente correu em direção a porta, mas o detetive a deteve pelo braço.
- Ambos sabemos que você odiava Stella, então porque faria o favor de levar o vestido para ela? Porque não mandou uma empregada entregá-lo?!
Gabriela estava sem saída. Havia sido pega no pulo do gato mais uma vez. E dessa vez não havia escapatória.
- Eu estava seguindo o meu marido, tudo bem? – sentou-se outra vez.
- Por quê? – ele pôs a mão no queixo, interessado.
- Eu o estava vigiando... Eu suspeito que ele esteja tendo um caso com... Com a Veronica, é isso! – ela cobriu os olhos, envergonhada. O detetive gargalhou alto e quase deixou cair sua xícara de café, já fria e vazia. Seca.
- Com a Veronica?! Mas ela é uma empregadinha sem sal qualquer, perto de você, uma poderosa modelo atraente e... – ele foi interrompido de supetão por uma explosão revoltada de Gabriela.
- EU NÃO SOU MAIS JOVEM, TUDO BEM? – gritou – eu tenho noção de que estou ficando velha, e essa raposinha búlgara, toda jovenzinha saltitando pela casa, sempre com a sobrancelha franzida, nunca dá bola pra nenhum homem... Isso atrai os homens sabia?! Você deveria saber!
- Mas deve haver um motivo para você suspeitar desse caso... O que você sabe que nós não sabemos?
- Stefan tem passado mensagens para alguém toda noite. Dois dias antes do assassinato, eu chequei as últimas mensagens enviadas e vi o número de Veronica repetido várias vezes, todos os dias no mesmo horário... Você sabe do que estou falando, não sabe? – com um olhar sugestivo, ela debruçou-se sobre a mesa. – Eles estavam combinando de se encontrar no hotel...
- O que você está sugerindo?
- Que os dois estejam metidos nessa juntos! – deu um murro na mesa.
- Por favor, pare de socar essa mesa, estou começando a ficar levemente irritado – mentira, ele estava muito irritado com aquela família Vazjekovzka problemática, queria mesmo era mandar todos para o quinto dos infernos.
- Me desculpe, me desculpe! – ela ergueu os braços, em sinal de redenção.
- Vamos tratar disso exatamente como deve ser tratado.
No mesmo instante, tratou de colocar Veronica e Stefan cara a cara numa única sala. E ele nunca vira duas pessoas tão nervosas juntas quanto os dois. Veronica gastara quase uma caixa inteira de lenços chorando e fora acompanhada ao banheiro por Abner muito mais de três vezes. As veias da cabeça de Stefan saltavam como minhocas o comendo por debaixo da pele, aquilo era um tanto asqueroso... O que era, meu Deus, um astro fora das telas! O quão ordinário ele parecia agora.
- O que você sabe que eu não sei? – perguntou o detetive, dando passadas largas ao redor da mesa, como um leão cercando sua presa antes do bote.
- Do que você está falando? – gaguejou Stefan.
- Na verdade, eu estava falando com Veronica, Senhor Stefan. – ele inclinou a cabeça e estalou o canto da boca. Pena. Veronica deu um gritinho e abriu seus olhos enormes em direção ao detetive. Estava vermelhos e brilhantes como duas estrelas furiosas.
- Minha investigação empacou exatamente no triângulo amoroso formado por você – apontou para Veronica com o dedo em riste. – Stefan e sua mulher Gabriela, e espero do fundo do meu coração que vocês não estejam me fazendo de trouxa, porque acabei de saber pela boca de uma funcionária da revista que VOCÊ, VERONICA, não ficou no térreo. Subiu para entregar o par de sapatos Armani que seria usado por Lucas Lustat no primeiro photoshoot!
Do outro lado do vidro escuro, Stella se contorceu. Estava acompanhando o interrogatório desde que seu filho fora interrogado, permanecera calada até o momento, sofrendo internamente como a boa senhora de idade que era, mas com o avançar da noite, ela começava a dar seus primeiros gemidos e grunhidos. Talvez pelas dores na coluna, talvez pela dor de ver todos envolvidos desta maneira nesta história sem pé nem cabeça.
Veronica lançou um olhar furioso para Stefan.
- Eu falei! Eu falei pra você não me meter nessa! Seu imbecil! – e atirou-lhe a caixa de lenços vazia.
- O QUE? DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO? – gritou Stefan, nervoso.
O detetive começou a rir. Finalmente o fim estava próximo.
- A pergunta é... Qual o motivo? O que vocês dois ganhariam com esse assassinato?! – o detetive puxou uma liga de cabelo do bolso da blusa e amarrou o cabelo num rabo de cavalo no topo da cabeça. Estava sujo e cansado para ficar colocando aquele cabelo toda hora para trás da orelha. Há dois dias que ele não saía daquela delegacia.
- EU NÃO ESTOU ENTENDENDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI! – Stefan entrou em desespero outra vez. Já tinha estado mais calmo antes de ser colocado contra a parede mais uma vez.
- NÃO SE FAÇA DE SONSO, STEFAN! – gritou o detetive, foi sua vez de esmurrar a mesa, com força e vontade. Veronica deu um gritinho e cobriu os olhos. – sua esposa me contou das mensagens que você trocava com Veronica toda noite, no mesmo horário!
- Mas... O que?! – Stefan levantou-se, revoltado – como eu posso trocar mensagens com alguém se eu perdi o meu telefone há uma semana?!
O detetive pôs a mão na testa oleosa, fechou os olhos, suspirou e largou os ombros. Aquilo estava ficando realmente cansativo.
Foi quando a porta foi aberta de supetão, com um estrondo enorme. Parada no vão agora estava uma velha alta e magra, de olhos fundos e pele acinzentada, cabelos desgrenhados e chapéu na mão, forçando sua coluna já inválida, destruída, fraca e inútil, caminhando a passos forçados e pesados em direção a uma Veronica quase zumbi, morta por dentro.
- Senhora Vazjekovzka! Volte por favor! Volte! – o detetive Mimieux correu até ela, passou o braço fraco e idoso por cima de seus ombros e cruzou seu braço forte e jovial por trás da cintura de Stella, dando apoio a ela. Não podia dar mais um passo sequer. Havia corrido e empurrado os policiais que estavam em seu caminho com a força que lhe restava para chegar até ali.
- Me leve até ela, por favor! ME LEVE ATÉ ELA! – gritava a velha, entre caretas, indicando Veronica com o queixo. Mimieux fez sinal para que os grandalhões continuassem do lado de fora e levou-a com cuidado para perto da mesa, onde ela se apoiou e onde se abaixou com cuidado.
- Veronica, por favor, o que você sabe? Me diga! Por favor! – Stella ajoelhou-se ao lado da cadeira da mulher chorosa, de nariz vermelho e olhos inchados, segurou as mãozinhas búlgaras da pequenina com força e olhou fixo, no fundo de suas íris castanhas. – eu senti desde o primeiro momento em que a vi aqui, sentada, apavorada, que você não é a culpada disso, mas testemunha! Sei que você não é cúmplice nisso, e se realmente tiver parte nisso tudo, sua pena será diminuída se você entregar o seu mandante! Pense nisso, Veronica, por favor! Eu gosto tanto, tanto dos seus serviços, da sua companhia! – e desferiu vários beijos nos punhos macios e fechadinhos da mulher. As duas encostaram suas cabeças e choraram juntas, abraçadas.
- Ele... – gaguejou Veronica enquanto Stella limpava as lágrimas da jovem com um instinto materno nunca antes visto naquela senhora amarga e mal humorada.
- Ele?!... – repetiu Stella, com profunda dor no peito. Lancinante.
- Ele me telefonou hoje pela manhã!
- Ele quem, meu anjo? Ele quem? – perguntou Stella, com paixão e sede por justiça, por saber da verdade. Estava farta, cansada, morta. Fatigada.
- EU NÃO SEI QUEM ELE É, EU NÃO SEI! – gritava a búlgara minúscula entre lágrimas, saliva e tosse, ressonava, soluçando dolorosa e profundamente. – MAS ISSO TUDO É ARMAÇÃO DELE! ELE TRAMOU TUDO ISSO PARA PARECER QUE STEFAN ERA O CULPADO! ELE! ELE FEZ TUDO ISSO! ELE E A SENHORA GABRIELA! ELES DOIS ESTÃO JUNTOS NISSO! SE EU ABRISSE A BOCA ELE ME MATARIA, ELE MATARIA A TODOS NÓS, ELE! ELE MATARIA A TODOS!
Veronica revirou seus olhos e caiu por sobre Stella, que não teve forças para segurá-la e foi ao chão junto com ela, desmaiadas, as duas, por motivos diferentes. Imediatamente a sala foi inundada por homens de uniformes, pareciam ter surgido das sombras, acudindo, ajudando, algemando. Enquanto Stefan saíra da prisão provisória, sua esposa entrara.
E assim a história complica cada vez mais, detetive Frederico Mimieux.
Ode à Solidão
Minha dama das horas vagas
Oh, querida Solidão
Minha musa das derradeiras madrugadas
Venha me consumir
Venha me abraçar
Para que eu não tenha que sentir
O vazio que aqui está
A me cutucar
Com este garfo vermelho de três dentes
Ferindo, Ferindo, Ferindo
Meu coração já Machucado
Só a tua presença me acalenta
Só o teu abraço é o que eu preciso
Solidão, venha me dar a paz eterna
A porta está aberta para você
Solidão
Anjo Solidão
Venha, entre, vamos conversar
Minha companhia é você
Solidão
Me consuma de dentro pra fora
Me dê a paz de que preciso
Porque sozinho sei quem sou
Sozinho sou feliz, porque tenho a você
Você faz parte disso
Solidão, venha me ajudar a enfrentar
Estes longos anos de solidão
Venha me ajudar a conformar
Este coração.
Solidão, oh solidão, minha musa das horas vagas
Meu conforto, minha paz
Solidão
Sou feito de ti
Tu és feita de mim
Solidão, Solidão
Resultado da paixão.

