Bem vindos à minha fábrica de sonhos!

sábado, 10 de outubro de 2009

Draconius Nefastus - Primeira Parte.

Christopher Umbrella,
Ex-Repórter e Antropólogo da Universidade Real Franco-Italiana em 15 de Novembro de 1996.

O nosso mundo é estranho, o nosso mundo é bizarro, o nosso mundo é cruel, o nosso mundo é macabro, mas de todas as visões infernais que já tive, aquela visão foi a pior. Eu e minha equipe presenciamos coisas horrendas, dignas de um filme de terror dos mais mórbidos e repulsivos de todos os tempos, bem do tipo que arqueóloga e ufóloga Ray Ann aprecia, estivemos na presença do mal e de suas raízes, sob as asas malignas e putrefatas do asco, sob a foice certeira da morte, da qual por pouco escapamos. O que será relatado a seguir jamais deverá sair destas linhas, é um segredo entre mim e você, um segredo que deve ser guardado a sete chaves, pois o mundo jamais estará preparado para tanta estranheza e deformidade.
Há lugares em nosso mundo em que o mal é cultuado e alimentado fartamente por mentes vazias e hipnotizadas pelo medo. Templos antigos astecas e maias se erguem aos céus, mais altos do que qualquer outra pirâmide que já tenha sido construída pelo povo antigo que habitou as mesmas terras que tu pisas. Estátuas colossais que têm as mãos em chamas clamam pelo mal alado que grita agarrado ao tronco da árvore-mãe. A floresta tropical cerca este lugar, e esconde do mundo todo o horror que, em nome de Deus e de todas as Santidades, deve sempre ficar escondido para nunca ser visto por outros fracos e covardes olhos humanos...
Eu era jovem, e inexperiente, um repórter da década de 20, revolução industrial, a chegada tímida do cinema e da automobilística badalava Nova Iorque e a moda regia os costumes da época. O rádio estava em alta e a tevê ainda nem tinha chegado. Pelos trilhos do bondinho, aquela moça corria desesperada com um embrulho em mãos, e maldita seja a hora em que Fábia Paola, a paleontóloga estudiosa, cruzou o meu caminho naquela manhã de primavera cercada pelas abelhas e pelas borboletas que voejavam e zuniam nas avenidas floridas de Little Italy, Nova Iorque. O melão cheirava na venda da esquina, e uma música suave tocava no rádio, eu acabara de sair de um beco onde morava, escondida, velho amigo meu, e com ela topei, esbaforida, correndo pelos trilhos do bondinho.
Assim que aqueles homens mal-encarados e tão negros quanto a noite me viram, estancaram e correram na direção oposta. Sem motivo algum aparente, pois um golpe de qualquer um deles havia de ter me derrubado em dois tempos.
Naquele momento eu não a conhecia, mas seu rosto oriental carregado de desespero me comoveu imediatamente, pois ela era tão pequena e rechonchudinha que inspirava cuidados ao primeiro que a visse. Ofereci a ela minha companhia e a levei até a pizzaria mais próxima onde ela disse seu nome e sua profissão. Após muitas fatias de pizza, fiquei por demasiado curioso para aguentar aquele suspense todo, por isto finalmente tomei as rédeas da conversa e perguntei a ela o porque da fuga desabalada e atrapalhada pelos trilhos do bondinho. Fábia Paola engasgou na hora com o peperoni e eu tive de dar dois ou três tapinhas nas suas costas. Meu Deus, e como os seios dela eram grandes! Nunca havia visto nada igual em minha vida!
Ela finalmente puxou o embrulho que esteve em seu colo o tempo todo e revelou a mim o que havia naquele velho pacote de papel de padaria. Havia a estatueta do que a primeira vista me pareceu um grande e horrendo morcego, de modo que quase pedi à boa dama que o guardasse de volta antes que alguém que ali estava almoçando cuspisse a comida mal-digerida no prato, mas em uma segunda olhada percebi que a coisa tinha rosto humano e dentes encavalados macabros, e o que parecia a asa na verdade não era uma asa, e sim uma membrana que ligava seu dedo mindinho ao dedinho do pé, esticada de modo a parecer um daqueles estranhos esquilos das distantes ilhas da Oceania.
Era uma visão dos infernos, pois além disso tudo, havia um vácuo maligno entre uma nádega e a outra, além de um rosto puramente humano, de olhinhos apertados. O cabelo do ícone era feito de cabelo verdadeiro, o que me fez imaginar de que gruta fétida e cheia de corpos decomposto aquilo havia vindo. Parecia mais uma boneca vudu do que um ícone de barro. Foi então que ela revelou-me que aquilo na verdade não era uma estatueta como eu afinal havia chegado a pensar, mas sim um exemplar morto da estranha criatura que crescia por estaquia como as plantas!
Aquilo me repugnou por completo e eu pedi a ela que guardasse antes que eu fosse expulso do restaurante italiano por causa de atitudes “indigestas”, mas logo comecei a achar que a pobre Fábia Paola na verdade era uma jovem mulher louca que estava apegada a algo criado pela sua própria cabeça. Eu a orientei que voltasse para casa antes que fosse muito tarde para uma dama andar por aí sozinha, e então ela caiu em prantos, clamando pela minha ajuda nesta sua empreitada maluca e sem fundamento algum senão lendas caboclas e haitianas do arquipélago do Caribe.
Ela contou-me sobre selvas virgens nunca antes tocadas pelo homem, contou-me sobre céus tão azuis e cristalinos quanto o mar, contou-me de criaturas apavorantes, hediondas, carnívoras, assassinas, e criaturas meigas, dóceis, felpudas, esplendidas e divinas que ali habitavam. Contou-me sobre tribos indígenas que cultuavam feras da floresta, contou-me sobre pirâmides construídas no tempo antes do tempo e contou-me sobre portas para outros mundos. Eu gargalhei dentro do restaurante, e por isso nos botaram para fora, e a moça assim me seguiu. No caminho, tive a ideia brilhante de apresentá-la ao meu velho amigo que havia ido visitar naquela manhã em Little Italy, seu nome era Pietro Heinrich, e na época tinha um nome de peso no ramo do cinema e do teatro, sendo responsável pela maior parte das grandes produções atuais e por roteiros impecáveis de Hollywood. Vi naquela paleontóloga maluca um roteiro incrível que eu mesmo poderia escrever e editar para o cinema, e com certeza Pietro iria adora toda aquela história de selvas malditas e feras horrendas, seria um clássico instantâneo! Uma febre nas telas! Contei à ela sobre este meu plano e disse-lhe que meu amigo era de muita confiança, mas a mulher ficou enfurecida de uma forma tão violenta que explodiu em gritos e berros em sua defesa e defesa da sua sanidade em plena rua movimentada, o que não ajudou muito da parte da sanidade.
Disse a ela que minhas intenções eram as melhores e disse a ela que poderia lhe oferecer toda a ajuda possível se por acaso não estivesse interessada em vender sua incrível história para o mundo de glamour de Hollywood, mas ela negou tudo por completo e xingou feito um marinheiro, dizendo que nada daquilo era brincadeira e que devia ser levado urgentemente a sério porque todos nós corríamos perigo se por um acaso o relato da existência daquele lugar chegasse aos ouvidos errados, e eu estava começando a ficar seriamente preocupado com o estado mental da moça, o que me fez pensar seriamente em levá-la a força a um psiquiatra, o mais rápido possível, antes que ela começasse a revirar o lixo em busca das suas feras amazônicas infernais. Ela estava se mostrando realmente louca com toda aquela estória, e não parecia estar brincando em nenhuma palavra que dizia, parecia muito preocupada e afligida por seus temores, em desespero total, sem casa, sem comida, sem ninguém, perdida no mundo, estava sendo caçada por capangas de gente poderosa de todo canto do planeta, pois todos eles estavam interessados na sua selva secreta, oculta por um véu místico. Ela disse tratar-se de uma cidade sagrada oculta por neblina bem no meio de um mar de águas turvas, disse haver um templo tão grande e tão imponente que meteria medo até no mais valente dos homens, e toda aquela loucura estava me irritando por completa, já não sabia mais o que fazer quando topamos com Heinrich, que ouviu a estória sem pé nem cabeça de Fábia Paola sem sequer piscar.
Foi por um acaso (e por má sorte provida dos meus problemas cármicos da roda de samsara), que Pietro conhecia a existência deste lugar, pela metade, e sabia que lá era o lar de uma criatura única no mundo todo, os olhos dele cintilaram feito duas ônix e ele ficou tão empolgado e louco quanto a paleontóloga (seu maior sonho era filmar a criatura em ação e provar a existência da mesma em um filme único no mundo todo). Esta mostrou a ele a estátua e contou a ele coisas estranhas e desconexas que eu me recuso a escrever por falta de tempo e por já me pesarem os olhos. O fato era: eu estava duplamente perdido na mão daqueles dois malucos que acreditavam piamente na existência de uma terra desconhecida cujos frutos poderiam causar a destruição da pobre e fraca raça humana se por um acaso fosse invadida por pessoas de coração ambicioso e mal-intencionado. Não acreditei quando me vi diante do prédio antigo em que morava minha prima Ray Ann, a ufóloga-arqueóloga e o seu irmão Don Hills, que era o chefe culto da dita-cuja e sem quem ela não era capaz de dar um passo sequer. Os dois ouviram a estória muito interessados e relataram saber também sobre algo mistamente parecido, que chegou aos seus ouvidos num boca-a-boca que deturpou por completo a história.
Eu continuava não acreditando em nada daquilo, parecia que o mundo ao meu redor estava enlouquecendo! Digo, Ray Ann já não era lá muito boa das suas ideias com aquela estória de extraterrestres e galáxias distantes, mas Don Hills era homem sábio, gentil, rico e muito espirituoso, cheio de presença e inteligência, como ele podia estar se deixando levar pelas estórias contadas por aqueles três? Sim, Ray Ann agora estava contando a sua versão do fato, de que modo a estória havia chegado aos seus ouvidos. Eis que eu, já revoltado com tudo aquilo, levantei-me derrubando uma cadeira sem querer, e perguntei a eles o motivo de não terem me contado sobre o que sabiam antes, pois até o presente momento eu não fazia ideia que esses boatos corriam soltos pelas periferias feito água clandestina tirada dos canos da prefeitura, e era um ignorante perante a situação, de modo que me senti injustiçado, pois era repórter na época. Eles disseram que também estavam muito surpresos de eu não saber algo sobre isso, pois do jeito que sou abelhudo e bisbilhoteiro, já deveria ter escutado algo semelhante antes, e disseram também que estavam tão surpresos quanto eu em saber que outras pessoas de classe mais alta, além deles, sabiam.
Ray Ann até contou-me sobre os artefatos como o que Fábia Paola tinha em mãos naquele momento, estarem sendo vendidos em cabanas de mãe-de-santo na indonésia e no haiti, aquilo era realmente bem maior do que eu imaginava, e tornou-se tão grande a ponto de me ver após três dias, parado diante de uma embarcação, com toda a minha bagagem ao lado, na companhia de Fábia Paola, Pietro Heinrich, Ray Ann e Don Hills. O barco sairia à meia-noite, e exatamente àquela hora eu ouvia o pio agourento de uma ave noturna nas redondezas do porto de Nova-Iorque. Não que eu fosse supersticioso. Mas a coruja me estava avisando. Da desgraça que viria a seguir. E do que meus olhos, pobres olhos, testemunhariam naquela mata sórdida e macabra.

Fim da Primeira Parte!

Prévia - O Grito da Mortalha


E mais uma vez, eu e meu querido Apocalipse Club estávamos perturbando a aula de mais um pobre professor... Entendam professores, não fazemos isso porque queremos ou odiamos a vocês, fazemos isso porque simplesmente temos muito o que conversar, e muita imaginação também, como irá provar o próximo conto que será postado neste presente blog...
O conto envolve mistério, horror e viajens a terras desconhecidas, se passa na década de 20 e é narrado como fosse relato de um antropólogo chamado Christopher Umbrella, meu alter-ego. Ele já está morto hoje em dia, mas seus manuscritos da viagem macabra e fantástica aos confins da terra foi recentemente encontrado, e aqui vou postar cada um deles.
Na época ele era um jovem repórter que vagava pelos becos de Little Italy, Nova Iorque, em busca de furos para um jornalzinho mixuruca, mas ao encontrar-se com a estranha Fábia Paola, paleontóloga, que fugia desesperada de uma gangue inteira de homens latinos muito mal-encarados, vê seu mundo transformado ao bater com os olhos na estatueta guardada entre seus seios, envolvida num misterioso embrulho surrado... Assim começa a nossa história.
Prepare-se para selvas verdes e asquerosas sem saída
Prepare-se para pirâmides de povos mais antigos que o tempo
Prepare-se para cidades amaldiçoadas perdidas
Prepare-se para nativos sedentos de sangue em nome de seu deus.
Prepare-se para seres das sombras...
Prepare-se para...


Draconius Nefastus!


[acabeidiiventarotituloobjs!]

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Contos de Fadas - Volume 4 - O Menino que Acreditou no Amor.



O Menino que Acreditou no Amor.



Que é o amor? Você sabe me dizer? Você já o encontrou face-a-face? Você já o sentiu de verdade mutuamente e pôde dizer, afinal, que estava apaixonado? Você acredita que ele realmente existe?
Que? Que é o amor?
Ninguém sabe ao certo a resposta, porque cada ser vivente no planeta é capaz de senti-lo de formas diferentes, e cada qual tem a sua definição própria e pessoal do que seria essa força arrebatadora que nos envolve num abraço mortal e não nos deixa respirar direito, nem dormir direito, nem comer direito, porque os braços da sua vontade de viver estão atados pela sutil imagem do objeto do desejo. Para uns o amor é doce feito algodão-doce, e que felicidade é vivê-lo! Mas para outros é como virar goela abaixo uma garrafa de absinto e água sanitária, pois estes nunca têm sorte, por mais que procurem em todos os lugares o tal do amor, nunca sabem dizer o que ele é, e nem se o encontraram.
A nossa história fala justamente sobre isso. Sobre um garotinho muito sozinho, que morava pra lá do bosque das macieiras, e que vivia livre e solto vivendo a sua vida e usando a sua capinha lilás favorita, mordendo uma maçã e outra, tendo aulas incríveis com os melhores professores da floresta. Rodeado de amigos maravilhosos, animaizinhos da floresta.
Nosso garotinho não era, nem nunca foi, lá o que podemos chamar de sortudo, sua sorte era muito razoável e metafórica, pois vez ou outra ele achava um cantinho mais aconchegante para dormir ou encontrava no meio do seu caminho, saltitando, uma fruta mais vermelhinha ou mais docinha, felicidades pequenas, pequenininhas que ele sempre levava em consideração, porém, lá no fundo do seu coraçãozinho de brinquedo, onde só Deus podia escutar e mais ninguém, ele se sentia insatisfeito com aquela vida, e por mais que se esforçasse, não conseguia, e poderia até admitir para nós, se insistíssemos muito, que ele tinha uma certa mania de grandeza.
Então, num belo dia, nosso pequeno andarilho da floresta topou com uma bela princesa de cabelos escuros que morava no topo de uma árvore, e por ela se apaixonou, e junto os dois construíram uma grande e frondosa amizade inabalável que durou muitos e muitos anos. Este foi o primeiro amor oficial do nosso pequeno andarilho. Assim, em um golpe de sorte, ele se declarou para a pequenina donzela, sem nem gaguejar ou vacilar, declarou-se de todo o coração e demonstrou isso da melhor forma para ela. Mas a pequena dama sentiu-se muito envergonhada com aquilo, e até um pouco incomodada, mas lisonjeada, e assim disse que eles não poderiam ser mais que amigos... Mas só por enquanto.
O pequeno andarilho prosseguiu acreditando no futuro deste amor, que foi alimentado por uma gostosa amizade, mas logo tudo se perdeu, quando a princesinha resolveu partir após encontrar um amor para ela, e assim, o andarilho ficou sozinho na floresta por muito tempo. Após a partida da princesa da árvore, surgiu no bosque das macieiras um tigre enorme, encantador, simpático e amigo de todos, e por ele o pequeno andarilho se apaixonou. O garotinho aproximou-se do tigre e com ele viveu bons momentos ao lado de outras pessoinhas da floresta e outros animaizinhos divertidos, com quem riu, chorou, cantou e brincou muito ao longo de um ano todo.
Seu amor pelo tigre manteve-se segredo por meses a fio, mas ele precisava contar aquilo a alguém, precisava de um melhor amigo a quem confidenciar sua paixão, e ora, vejam só, arranjou dois: a bela cotovia e o rato campestre, que lhe foram parceiros muito fiéis e confiáveis, até o tempo em que as brigas começaram e os três se separaram. Neste meio tempo, a floresta toda havia descoberto sobre o amor secreto do andarilho pelo tigre de bengala, antes muito seu amigo, agora arisco e evasivo por causa dos boatos, e outra vez o pequeno andarilho se viu só, e até mesmo maltratado pelos outros animais e moradores mágicos do bosque, inclusive pelo próprio tigre.
Foi então que nosso pequeno amigo descobriu a paixão que sentia por uma bela boneca de pano que morava numa penteadeira abandonada logo ali na esquina, onde todos os animais mais famosos se encontravam para conversar com ela, que era muito amiga de todos e muito popular em toda a floresta por causa dos seus brilhantes e sedosos cabelos róseos. Mas antes que pudesse ser tarde demais, o pequeno andarilho caiu em si e resolveu ignorar completamente esse amor, chegando a pensar até mesmo que tudo aquilo fora fogo de palha. Na verdade, o que aconteceu foi que ele decidiu se declarar para a boneca de pano, e ela ignorou totalmente essa situação, já que não lhe era nem um pouquinho agradável que um garoto como aquele gostasse dela.
Assim, após meses e meses de primavera, inverno, verão e outono, o pequeno andarilho pôde abrir os seus olhos para a verdade: seu verdadeiro amor sempre fora a cotovia, amiga fiel e com quem tinha muito incomum, quem lhe deu todo o apoio que precisava quando ele mais precisava, quando mais esteve sozinho, precisando de um apoio, precisando de um sorriso, lá estava ela, mesmo que um pouco distante por causa da influência dos outros pássaros enxeridos e invejosos, ela estava presente, e a ela nosso bobo amigo revelou seu amor. E então o ano acabou.
Por durante anos nosso pequeno amigo e a adorável cotovia viveram um romance sem igual, apenas por correspondência, por onde trocavam segredos e carinhos e agradáveis conversas, sem nunca se encontrar, olhar olho no olho, com exceção de uma única vez, em uma missa na floresta, aniversário de uma borboleta. Os dois se encontraram pela primeira vez ali, após longos meses sem se ver, mas não tiveram coragem de trocar um único beijo, porque a cotovia era muito insegura e envergonhada, sem nunca saber o que realmente queria da vida. Acabou que ocorreu uma triste fatalidade, que revelou a ele a verdadeira personalidade daquela cotovia, que afinal de contas não era nadinha da princesa que ele pensava que era, e sim uma mentirosa de mão cheia.
Ela podia até amá-lo e admirá-lo, mas havia um problema: ela tinha vergonha desse amor, vergonha por causa do pequeno andarilho, vergonha dele, pois ele não era muito admirado pelo resto da floresta e era tido como um esquisito que vagava por aí sem rumo apaixonando-se por felinos e etc. Ela mesma sabia disso, pois tinha sido confidente do romance no passado. E após muitos meses de palavras falsas, enquanto ela escondia a sua verdadeira opinião sobre o pequeno andarilho, ele resolveu acabar de uma vez com tudo isso, cortando todos os laços com seu passado...
E então a andarilho mudou-se para outra floresta, onde conheceu novos a agradáveis amigos com quem viveu muitas aventuras maravilhosas e com quem construiu uma amizade muito forte... Mas então eis que surgiu uma estátua, que na verdade não era uma estátua, mas estava viva, tinha a forma humana, sugava sangue e era revestida de uma beleza tão deslumbrante que encantou o pequeno andarilho que imediatamente se viu apaixonado após muitos anos sem um amor sequer. A esta estátua encantadora o andarilho enviou mensagens secretas endereçadas por ninguém, através de uma bela ave-do-paraíso, e pela estátua em forma de homem o andarilho se apaixonou perdidamente.
E então o andarilho percebeu que desta vez era tudo diferente. E então o andarilho disse a si mesmo que aquilo tudo era verdade. E então o andarilho estava dando a última chance de o amor acontecer na sua vida. Mas não aconteceu. Porque a estátua já tinha o seu amor, nas terras distantes das ilhas de onde ela viera. E assim o mundo do pequeno andarilho caiu mais uma vez. E desta vez caiu junto com ele em si. Ele finalmente pôde perceber que essa coisa chamada amor nunca existiu. É tudo imaginação. Tudo coisa da cabeça da gente. Coisa a gente mesmo cria. Mesmo que a gente procure debaixo de todas as pedras, no ramo de cada árvore, em cada arbusto, em cada poça d’água, ou mesmo no oceano todo, nós nunca iremos o encontrar, porque o amor não existe.
E assim o andarilho decidiu seguir. Sem amor algum. Porque ele percebeu que o amor só funcionava para os outros. E que havia uma exceção naquela estória de Deus não ter feito nenhum ser sem o seu par. E esta exceção era ele...

Contos de Fadas - Volume 3 - Cabelinho de Tala.


Cabelinho de Tala.

Cabelo de Tala era uma menininha muito abusada, de cabelo esticado e nariz de porco que vivia a saltitar por aí, alegre, sendo tão fútil quanto um furão e tão útil quanto um par de sapato com três pés. Cabelo de Tala nunca falava de nada que realmente fosse aproveitável, para ela o mais importante eram as festas do reino e os amigos famosos de outros mundos e outras terras que ela vivia a conhecer e a bajular a todo o momento. Sua vida era se gabar das suas amizades e das suas posses, adorava cantar de galo em todo lugar.
“Conhece a Vivi? Prima da Lili? Vizinha da Didi? Miguxa da Mimi? Enteada da Zizi? Irmã da Sisi? Cunhada da Bibi? Pois é, amiga, somos ‘miguxinhas’ agora e nos damos superbem”. Na maioria das vezes isso tudo era mentira, na maioria das vezes ela só dizia um “oi” pra pessoa e já se achava na maior intimidade. Ou, quando não, sentava do lado de um desafortunado qualquer e punha-se a gemer feito uma vitrola, falando dos assuntos mais fúteis e imbecis que um ser humano poderia falar, tudo só para aparecer, o que ela queria mesmo era ser famosa.
Mas ela nunca, nunca, nunca se tocava de que era uma menina intragável, sonsa, inútil e burra com seu cabelinho esticado, qualquer coisa era motivo para ela contar vantagem, e ela nunca se dava por satisfeita, era abusada sempre que lhe davam mais confiança do que deviam, e logo se achava no direito de tomar certas liberdades com gente que não era pro bico dela.
Certa vez, chegou à vizinhança da vila um rapaz de belo porte que ela logo tratou de fazer amizade, para posar de amiga ao lado dele e se aproveitar da situação para se exibir cada vez mais. O garoto mal chegou e foi completamente rodeado de todo o tipo de gente fútil e vazia que nem ela, tipo gente que tira foto beijando latinhas de coca-cola e coisas parecida, mas este rapaz com certeza é dono de valores muito mais estimáveis que estes, milhões e trilhões de vezes, por isso tratou de ignorar toda essa gentalha estúpida que estava se aglomerando ao seu redor.
Mas, Cabelinho de Tala, tão boba e vazia não desistiu, e continuou a perturbar o pobre rapaz com o seu nariz suíno e seu cabelo esticado. Cabelinho de Tala era realmente uma garota insuportável. Então, quando ela começou a tomar mais liberdades do que devia e resolveu sair por aí dizendo que o rapaz estava lhe fazendo a corte e que estava muito interessada em ficar com ele, um gênio das pernas finas que usava um sapatinho marrom tão pontiagudo que podia dar a volta ao mundo e tinha os dentes todos pra fora da boca surgiu. Ele enfiou Cabelinho dentro de um pote de azeite de bacalhau, embalou bem e mandou para a Antártida, onde até hoje Cabelinho de Tala vive, tendo conversas fúteis e inúteis com os pinguins, que já não aguentam mais ela e estão fazendo uma vaquinha para mandá-la de volta.
Espero que ela fique por lá durante um bom tempo ;D~

Contos de Fadas - Volume 2 - A Princesa Triste.

A Princesa Triste.

Era uma vez uma princesa triste que vivia num castelo triste numa cidade triste num país triste num mundo bem triste. E por mais que a pobre princesa se esforçasse para ser feliz, ela não conseguia, porque lhe causava muita tristeza tentar ser feliz, pois assim ela percebia o quanto sua existência era frívola e vazia.
Então a princesa triste casou-se com um príncipe tão triste quanto ela, e os dois viveram tristes para sempre, no mundo triste, no país triste, na cidade triste, no castelo triste. A princesa se arrependeu amargamente durante toda a sua existência. Por acreditar em contos de fadas. Porque ela finalmente descobriu a verdade: contos de fadas não existem.

Estreia: Contos de Fadas

Oi gente! Bem, estou aqui para comunicar a estreia de uma nova sessão em The Fatcat House, a sessão de contos de fadas, para divertir aqueles leitores mais românticos e sonhadores. Porém, meus caros, os contos de fadas nem sempre têm finais felizes, como vocês bem sabem, além do que, todos os que serão postados aqui posteriormente foram escritos por mim. Sim! Eu também sou criador de folclore!
Ah, aí embaixo vocês têm o meu conto de estreia: A Princesa Obesa. Conta a história da feliz princesa Turmalina do deserto. Espero que gostem dos meus contos! =)

Contos de Fadas - Volume 1 - A Princesa Obesa!

A Princesa Obesa.

Era uma vez uma princesa tão gorda, mas tão gorda que tinha de calçar sapatos feitos de lona de circo tamanho 46, e tinha de usar vestidos feitos de lonas de circo tamanho 90, e ao se locomover parecia mais uma montanha caminhando, era a maior mulher existente em todo o mundo, e era a netinha adorada de um sultão muito poderoso e diabólico. A princesa gorda vivia muito bem enfeitada, cheia de maquiagem que a deixava branca como a neve, de batom que deixavam seus lábios vermelhos como a romã e brincos argolados tão grandes e tão reluzentes que pareciam estrelas. O véu que ela usava era o véu mais lindo de todos, e os vestidos que ela usava eram os vestidos mais lindos de todos, feitos sobre medida para ela por estilistas de cada canto do planeta trabalhando em conjunto numa só peça. Ela sempre estava muito elegante, não importava a situação, nunca tinha vergonha de sair na rua e mostrar todo aquele corpanzil gigantesco sempre enfeitado com penas, pedras preciosas, plumas e flores.
Para alimentá-la, era necessário dez carroças transbordando de comida e quase uma plantação inteira de laranjas para fazer o seu suquinho predileto. A Princesa Obesa era a jovem mais amável e simpática de todo o mundo, e nunca se cansava de contar belas estórias para as crianças pobres do reino, e nunca faltava nas suas aulas de dança, que causavam terremotos arrasadores por toda a cordilheira e tempestades de areia que duravam uma semana em todo o deserto. Os feirantes davam vivas com a sua chegada, pois ela não deixava uma banana no cacho, e o sultão com seu turbante enorme sempre satisfazia todos os caprichos de Turmalina (esse era o nome da princesa).
A cada dia que passava ela ficava maior e maior, tão grande, mas tão grande que foi necessário a construção de um palácio especial só para ela, um palácio gigantesco bem no centro da cidade, e quando digo gigantesco, não estou brincando, era maior que toda a sua cidade junta, porque era infinito e fora construído com a ajuda de um gênio muito poderoso. A princesa Turmalina vivia sentada em seu trono de rubi, rodeada dos mais belos e musculosos rapazes do reino, sempre muito bem servida das iguarias mais raras e suculentas do mundo. Ela vivia num salão enorme todo feito de ouro e enfeitado com as mais raras plantas e espécies de animais, com grossas cortinas de veludo e pesados lustres de diamantes, sua vida era um luxo só e ela sequer se importava se estava ficando maior a cada dia.
Só que houve uma seca devastadora, e uma tempestade de areia que durou seis meses, e isso parou toda a rota comercial, o que impediu a chegada de comida vinda da cordilheira ou do deserto, porque terremotos horríveis estavam sacudindo a terra e só aumentavam cada vez mais e mais. As casas já estavam desabando e pesados cubos de neve já vinham descendo a montanha, Turmalina estava ficando louca porque não tinha comida, e já havia devorado dois de seus servos, o que estava deixando o sultanato cada vez mais alarmado com a situação. Eles adoravam a jovem Turmalina e a sua beleza gigantesca e extraordinariamente gorda, mas e se por um acaso ela resolvesse devorar o reino inteiro se a tempestade de areia não parasse?
Os súditos do sultão se juntaram para construir o maior ventilador já construído de todos os tempos, e ao ligá-lo em uma das tomadas do imenso castelo de Turmalina, toda a areia vermelha foi soprada para longe. E quando finalmente a poeira baixou, eles descobriram o motivo de tanto sacolejo nas terras secas e calorentas do deserto: um gigante azul estava à caminho da cidade, e podia ser visto a muitos e muitos quilômetros de distância. Os merceeiros e os mercenários trataram de montar os seus dromedários e ir ter com o gigante azul com orelhas de cabra, e ao retornar da aventura, os viajantes trouxeram um boato que deixou todo mundo muito feliz, o reino todo ficou em festa!
O tal do gigante azul vinha para desposar Turmalina! Sim, ele iria tomar a imensa neta do Sultão como esposa! Não era maravilhoso?! Eis que foi preparada uma festa, a festa mais luxuosa já vista em todo o deserto, e houve muitos comes e bebes, havia tanta comida, tanta comida, que nem Turmalina iria aguentar enfiar tudo goela abaixo, com meia mesa ela já encheria toda aquela sua pança enorme! Tinha comida até no teto, comida parecida com a nossa e comida que só existe no mundo deles. Tinha encantador de dragão e encantador de serpente, tinha dançarina do ventre e pavão, animais exóticos do nosso mundo e do mundo deles, cuspidores de fogo e engolidores de espada, monges que flutuavam só com o poder da mente e homens que dormiam em camas de prego.
Havia uma mulher de duas cabeças e quatro braços, havia um homem com cara de cachorro que latia de verdade e um gigante com cabeça de elefante, uma família de gente branca feito raposas e de olhos vermelhos, havia macacos e aves raras, e além disso, o rio que cortava a cidade havia sido totalmente drenado, em seu lugar agora corria um rio de vinho borbulhante!
Quando o gigante azul chegou à cidade foi a maior festa, e quando ele tomou Turmalina pelos braços, toda a cordilheira tremeu, e quando os dois se beijaram, todas as dunas do deserto mudaram de lugar, e quando eles finalmente se casaram e foram ter sua noite de núpcias lá pras bandas das montanhas, várias estrelas caíram do céu por causa dos estrondos que os dois faziam. Houve até gente que disse que o mundo ia acabar naquela noite, mas nem acabou, e assim, Turmalina e seu gigante azul querido partiram para o vasto mundo, devorando a maioria das coisas que encontravam pelo caminho, mas só o que não causava indigestão no “frágil” estômago da pequena Turmalina.

sábado, 26 de setembro de 2009

Alice In Wonderland By Tim Burton! *-*

Olha só, eu duvido que você ainda não tenha ouvido falar da mais nova empreitada do mestre do cinema bizarro Tim Burton? Dou uma pista: meu conto de fadas favorito. Sim, Tim Burton está dirigindo a versão live-action de Alice no País das Maravilhas, e eu estou contando os dias para a estreia no ano que vem. Alice estará um pouco mais crescida, com 17 anos, e após receber um pedido de casamento inesperado, ela fica meio perturbada e acaba topando mais uma vez com o seu velho amigo coelho branco, do qual ela mal lembrava. E assim, mais uma vez Alice vai parar no louco, bizarro e cruel País das Maravilhas, sem sequer se lembrar de que já esteve lá antes. Ai, que emoção. O meu diretor de cinema favorito dirigindo o meu conto de fadas favorito do meu jeito favorito... Olha só o que eu encontrei fuçando no omelete: algumas declarações que o Tim Burton deu na comic-con!
"Tim Burton falou pela primeira vez em um painel na Comic-Con, mas contou que já tinha ido ao evento há muitos anos, quando ainda era um estudante. Sobre Alice, livro que ele leu quando tinha uns 8, 10 anos, veja abaixo o que ele falou de mais importante:
O livro trazia muita informação, não só a história, mas músicas e outras coisas que me despertavam um interesse grande, e nenhuma versão filmada até agora tinha um apelo para mim;
Emocionalmente, aquela história de uma menina andando de um lado para o outro encontrando personagens malucos nunca me fisgou. Foi isso que me levou a pensar numa forma de mostrar a estranheza de todos esses personagens em algo conectado... criar uma história onde antes havia uma série de acontecimentos;
Toda criança tem seus problemas, suas fantasias e suas jornadas, como vimos em Alice, O Mágico de Oz, etc. Algumas pessoas conseguem crescer e trabalhar normalente, outras fazem terapia, outros fazem filmes.
O Chapeleiro Maluco é um personagem icônico e acho que o que Johnny Depp tentou trazer a esse estranho personagem um tom mais humano dentro do maluco que todo mundo conhecia. Toda vez que trabalhamos juntos, é isso o que ele faz.
Não queria fazer captura de movimento. Não é algo que eu gosto. Acho que se você tem atores, por que não usá-los como eles são em vez de colocar pontos no seu corpo? Sou mais animação normal e o trabalho com atores.
Temos muitas técnicas diferentes de se fazer um filme hoje e eu queria misturá-las para fazer algo novo;
O 3D mudou muito. Antes você ficava com dores de cabeça depois de poucos minutos;
Mas o 3D não é só um chamariz. Ele faz parte da forma que optei na hora de contar a história. Está ali para ajudar;
Não é uma sequência. Tem muitas histórias em Alice. Muitas pessoas podem pegar elementos dali e criar a sua história;
Meu próximo projeto vai ser Dark Shadow, se um dia eu conseguir terminar Alice.
Quando foi perguntado da relação entre Alice e o Chapeleiro Maluco, se seriam amantes, Burton só riu e disse: por favor, ela é apenas uma jovem menina. Talvez um pouco mais velha do que antes, mas mesmo assim é só uma menina.
Sobre a Comic-Con e as pessoas que andam fantasiadas: Adoro ver pessoas fantasiadas. O Halloween é o meu feriado preferido e é ótimo ver que aqui temos um fim de semana extra para exercitar isso. Você aprende mais sobre você mesmo quando está fantasiado como um personagem."
Destaque para a Anne Hathaway que ficou perfeita de Rainha Branca. E é claro, não podemos esquecer da mais que consagrada Helena Boham Carter que fará a Rainha de Copas. Esse filme vai ser o máximo! Quem viu ela em Harry Potter como Belatrix Lestrange sabe do que eu estou falando. Adoro ela, de todas ela é a minha atriz favorita, é mais do que um ícone da interpretação, ela encarna por completo todas as personagens, ela tem uma maneira incrível e só dela, única de interpreta, e ela me deixa fascinado a cada frase dita. Sou seu maior fã, e estou depositando todas as minhas esperanças neste filme, que tenho certeza de que será mais do que fascinante... Maravilhoso!

Letra e Música [2]


That I Would Be Good

Alanis Morissette
Composição: Alanis Morissette
That I would be good even if I did nothing
That I would be good even if I got the thumbs down
That I would be good if I got and stayed sick
That I would be good even if I gained ten pounds
That I would be fine even if I went bankrupt
That I would be good if I lost my hair and my youth
That I would be great if I was no longer queen
That I would be grand if I was not all knowing
That I would be loved even when I numb myself
That I would be good even when I am overwhelmed
That I would be loved even when I was fuming
That I would be good even if I was clinging
That I would be good even if I lost sanity
That I would be good whether with or without you
essa música é linda. Sem comentários

[ps: não peguei a tradução]

ARGH!


Ai, credo, desceu a pombagira no computador do papai. Será que a pombagira é maníaca por computadores? Hum... faltam mais duas postagens pra eu completar vinte! Rayanne, eu mereço um troféu!
Ai, credo, eu tenho medo dessas coisas. Acho que vou sonhar hoje!

Hum...


Poxa, eu tinha feito um texto bacana lá em casa...
Mas esqueci de colocar no pen drive antes de viajar!

Quem Fez Isso?


A Britney encarnou a Dercy nessa foto. Ai, me acudam, não consigo parar de rir!

O que é isso?! [2]


NINGUÉM TE CHAMOU NÃO, MINHA FILHA, SAIA DESTA SALA EM NOME DE JESUS!
by Jailton

O que é isso?!

MAS O QUE É ISSO JÁ?
EU DISSE JESUS CRISTO, NÃO JESUS LUZ!
SANGUE DO SENHOR REPREENDA ISSO!
LEVA ELE DAQUI, MADONNA!

Promessa!

Vou fazer vinte postagens hoje! Em nome de Jesus!


JESUS é meu ídolo e maior inspiração, ele guia o meu caminho e sempre me ajuda quando eu preciso. Quando as coisas não vão bem, é o nome dele que eu chamo, e quando sou agraceado pelo destino, é a ele que eu agradeço, pois é a ele que eu devo tudo. O meu passado. O meu presente e o meu futuro. Jesus merece um espaço no meu blog também!Porque, ao contrário do que a mãe da Bia Ramos pode pensar, eu tenho sim Jesus no meu coração! Até mais do que ela, porque eu sigo um dos principais ensinamentos da Bíblia: Não julgarás o teu irmão!

Nicest Thing - Tradução (Kate Nash) *-*

Coisa Mais Adorável
Tudo que eu sei é que você é tão adorável
Você é a coisa mais adorável que já vi
Eu queria que nós levássemos isso adiante
Ver se podemos ser algo.
Eu queria que eu fosse a sua garota favorita
Eu queria que você pensasse Que eu sou a sua razão de estar no mundo
Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito
Eu queria que a maneira como eu me visto Fosse o seu estilo favorito
Eu queria que você não conseguisse me entender
Mas sempre quisesse saber como eu sou
Eu queria que você segurasse a minha mão Quando eu estivesse chateada
Eu queria que você nunca esquecesse
O meu olhar quando nos vimos pela primeira vez
Eu queria que tivesse uma marquinha na pele
De que você gostasse secretamente
Porque estaria num lugar escondido onde ninguém poderia ver
Basicamente, eu queria que você me amasse
Eu queria que você precisasse de mim
Eu queria que você entendesse que quando eu pedisse Dois torrões de açúcar, na verdade eu queria três
Eu queria que sem mim o seu coração se partisse
Eu queria que sem mim você passasse toda suas noites acordado
Eu queria que sem mim você não pudesse comer
Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir
Tudo que eu sei é que você é a coisa mais adorável que eu já vi
Eu queria que nós pudéssemos ser algo

Um Rápido Bate-Boca com B.R.!


Hum... Quero bater o meu recorde de postagens... O que eu faço? Já sei! Vou postar um diálogo entre mim e a B.R.! Sim, a tão famosa B.R.! O fato descrito a seguir ocorreu nessa semana que passou, última de setembro, quando eu e o restante do Apocalipse Club comentávamos sobre como éramos bonitinhos quando éramos crianças...

- Minha mãe me enchia de talco! - disse eu sorridente.

- Ela passava talco nas dobras... - disse B.R. mangando do meu peso enquanto revirava os seus olhinhos miúdos e dava um sorrisinho besta, fingindo que não tinha dito nada, pois aparentemente ela jurava que eu não tinha ouvido.

- Como é B.?! Repete! - disse eu. todo mundo ria. B. viu-se forçada a repetir.

- Ela passava talco nas dobras! - riu-se B.R. com sua voz pequenina quase inaudível.

- Nas dobras do teu cú! - respondi. Bia Albarado caiu na gargalhada e por pouco não conseguiu parar de rir. Os outros a seguiram.

- Só se for no teu de tanto que tu já deu! - retrucou a magrice em pessoa.

- O teu de tanto que o D. te pegou! O pinto dele é torto! - respondi, sem perder as palavras nem por um segundo. B.R. é rápida. O pessoal ria a valer e o Pedro quase virou com a cadeira dele. Foi um riso geral.

- Pior o teu que já nasceu assim! - não falei que ela é rápida? ela não perde uma!

- Cala a boca, B., que tu cresce por ESTAQUIA!

Desta vez foi colossal. O pessoal rachou o bico, e a garota ainda tentou retrucar, mas sem encontrar palavras.

- Corta a B., planta a B. e cresce outra B.! Eu já não aguento uma que é o cão, imagine duas! - finalizei eu, virando o meu rosto. B.R. foi derrotada.

Pra quem não sabe o que é estaquia, é a capacidade que um vegetal tem de enraizar-se na terra após ser cortado e plantado um ramo da planta-mãe em um lugar diferente.

tá legal, isso foi idiota...
[ps: alguns nomes foram modificados para proteger os inocentes, ou seja, EU]

E-mail Para as Editoras...


Caríssima Equipe da Editora ---------.

Meu nome é Antonio Fernandes, tenho 16 anos e frequento o NAAH/S, Núcleo de Atividade de Altas Habilidades/Superdotação desde o ano de 2007. Sou escritor desde os 6 anos de idade e recentemente participei de um congresso, o encontro de jovens com altas habilidades que ocorreu no final do ano passado (mais especificamente em novembro), em Canela, no Rio Grande do Sul.
Estou lhes mandando este e-mail com fins de divulgação da minha mais recente obra, intitulada AS DELLABÓBORAS, que é uma série com previsão para dez livros, dividida em duas sagas, cada uma com cinco edições. Neste exato momento, escrevo o terceiro volume da primeira saga, e em anexo a este texto seguem os links para as páginas da web com as resenhas dos três primeiro volumes da série, que constam no meu recentemente criado, blog
www.antonioquem.blogspot.com, onde eu posto crônicas, artigos de opinião e algumas análises de fatos ocorridos no meu dia-a-dia, sendo que cada um dos três primeiros volumes da minha série tem uma postagem dedicada exclusivamente a ele com ilustrações feitas por mim.
Espero que leiam e analisem com muita atenção cada uma das resenhas, e caso surja um interesse em meu trabalho, respondam este e-mail com a sua opinião e eu enviarei uma cópia do primeiro volume, e se necessário, do segundo também. Devo ressaltar que o interesse do público infanto-juvenil e juvenil do meu estado e inclusive dos outros jovens participantes do congresso foi enorme e demasiado, e muitos ofereceram altas quantias pelo primeiro volume em exposição, este de impressão independente. Eu, meus pais e meus orientadores estamos dando o melhor de nós para que esta obra ganhe as livrarias, pois a todos que apresentei um pouquinho da história de vida de Afonsa Dellabóbora, a personagem principal desta série, acreditam muito em meu trabalho e na minha capacidade.

Muitíssimo obrigado pela atenção.
Antonio Pantoja Fernandes Junior.


www.antonioquem.blogspot.com – acesse, leia, ria.










tá legal, isso não deu certo...

Letra e Música?

Bem, a partir de agora, decidi que vou postar letras de músicas que são importantes na minha filosofia de vida, ou só porque eu gosto de ouvir mesmo. Músicas que estão no meu pen drive e na minha cabeça, a todo o momento e em todo o lugar. Resolvi fazer isso porque meu número de postagens vinha diminuindo muito e isso era vergonhoso, mas é que eu não tenho internet em casa, e fica difícil para eu ir a uma lan house, sem contar que isso é muito inconveniente. Que seja. Divirtam-se com as minhas músicas favoritas.



Just Do ItCopacabana Club
Composição: Camila Cornelsen
just do it
just do it
just do it
just do it do it do it cause you want it
just do it do it do it cause you like it
do it do it do it cause you feel it
not because you saw it
you can do a song
cook your food
clean your house
you can use a thong
be so rude
kiss my mouth
you can pierce your nose
sew your clothes
dance alone
you can make some friends
form a bandor sing along
just do it cause you want it
not because you saw it
just do it cause you want it
not because you saw it, not because you saw it, yeah!
just change it change it change it cause you want it
just change it change it change it cause you like it
change it change it change it cause you feel it
not because you saw it
you can change your hair
change your house
change your life
you can change you sex
change your friends
change your wife
you can change your shoes
change your pants
change your style
you can change your face
change your boobs
change your smile
just change it cause you want it
not because you saw it
just change it cause you want it
not because you saw it, not because you saw it, yeah!
Just Do It (tradução)
Apenas faça.
Apenas faça.
Apenas faça.
Apenas faça isto porque você quer.
Apenas faça isto porque você gosta.
Apenas faça isto porque você sente,não porque você viu isto.
Você pode fazer uma músicaCozinhar sua comida
Limpar sua casa
Você pode usar uma tanga
Ser tão rude
Beijar minha boca.
Você pode furar seu nariz
Costurar suas roupas
Dançar sozinho
Você pode fazer alguns amigos
formar uma banda ou, cantar junto.
Apenas faça porque você quer isto
Apenas faça porque você gosta disto
Apenas faça porque você sente isto,não porque você viu isto.
Apenas mude isto porque você quer.
Apenas mude isto porque você gosta.
Apenas mude isto porque você sente,não porque você viu isto.
Você pode mudar seu cabelo.
Mudar sua casa.
Mudar sua vida.
Você pode mudar seu sexo.
Mudar seus amigos.
Mudar sua esposa.
Você pode mudar seus tênis.
Mudar suas calças.
Mudar seu estilo.
Você mudar sua cara.
Mudar seus peitos.
Mudar seu sorriso.
Apenas mude isto porque você quer,não porque você viu isto.
Apenas mude isto porque você quer,não porque você viu isto, não porque você viu isto, yeah.

Estreia: Momento "Quem Fez Isso?"

Ai, ai, ai, ai! To na casa do meu pai gente! Baixando o msn, porque aqui não tem ¬¬'
Mas, como eu ia dizendo, estou na casa do meu pai outra vez. E pelo visto ele tem um brinquedinho novo. E eu não estou falando do carrinho de controle remoto que está encostado dentro da caixa na parede ao lado da porta do banheiro. Sim, eu estou falando do meu tão sonhado modem da Vivo 3G. Tudo o que eu sempre sonhei, e tudo o que eu sempre pedi pra ele, e tudo o que ele sempre disse não poder comprar no momento porque não tinha dinheiro. E agora ele tem. Tanto faz, quando eu quiser usar a internet agora é só pegar um ônibus, enfrentar uma estrada poeirenta (ei, tem previsão de começar a ser asfaltada no final deste ano! Aleluia!), e voi là! Não vou precisar pagar três reais para ir a uma lan house. Só vinte e nove para vir ao Jari! Ai, gente, para, chega de ironia! Eu sou malvado! Credo! É bem capaz de isso dar a mesma confusão que o negócio do mp5 da Iêda deu (mp5 que ela inutilizou em apenas um mês após a compra, é o que eu sempre digo...).
Esqueçam isso no momento. Estou aqui para estrear um novo quadro do meu blog! O MOMENTO "QUEM FEZ ISSO?". Calma, eu explico! O momento "Quem Fez Isso?" trata-se de uma série de postagens que farei daqui por diante, colocando aqui no The Fatcat House algumas "pérolas" que eu encontro pela internet. Em imaginar que isso tudo começou com a inóspita frase "O que é isso? Quem fez isso?" que a Bia soltou da vez em que ela viu uma tiazinha muito esquisita saindo da sala da coordenação. O momento "Quem Fez Isso?" é mais do que zoeira, é uma homenagem às pessoas que não tiveram tanta sorte de nascerem tão bonitos quanto EU! (egocentrismo, nunca!) Porém aqui neste novo espaço, também haverá uma cota reservada aos bichinhos de estimação feínhos também. Porque não foi só o ser humano que nasceu amaldiçoado pela feiúra!

E eis aqui a primeira foto!

QUEM FEZ ISSO?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ai. Meu. Deus.

Acabou de descer a pombagira aqui no meu computador. Com licença? Os orixás podiam se contentar em ficar do outro lado do Atlântico, lá na África, como é de costume! Affe, sem comentários, mamãe disse que não pode brincar com essas coisas se não eles fazem nós, meros mortais e vulneráveis aos espíritos, pagarmos uma prenda. E às vezes a prenda é bem cara, como a vida de um ente querido, então é melhor deixar a pombagira e o resto de fora da nossa conversa...
O fato é, são 10 da manhã e eu PERDI AULA. Tudo isso porque eu não ouvi o despertador do celular tocar... Se pelo menos eu tivesse "OUVISTO" (como diz a Bia Ramos). Ai, ai. De fato perdi a minha avaliação de Inglês e a minha chance de me salvar nesta matéria de que gosto tanto, pois como já foi dito anteriormente, esqueci de fazer o simulado de Inglês no sábado (sendo que eu fiz todas as outras provas), e eu não sei se já disse isso, mas eu não tenho visto algum de atividade alguma porque optei por não comprar o livro, como parte da turma, só que eu andei tão preocupado com as outras matérias e esse negócio de vai professor e volta professor me deixou doido que eu acabei nem tirando uma única xerox do livro de uma única atividade, sendo que havia feito todas, pra falar a verdade. Só que no livro da Rayanne. Como ela mesma diz, sou eu quem faço todas as atividades do livro dela. Mas é que o livro era 70 reais e se eu dissesse isso pro meu pai ele ia querer a morte, então eu achei melhor deixar os gastos "desnecessários" de lado, pra sobrar mais dinheiro pra mim (desnecessário entre aspas porque só agora eu vi que é MUITO necessário, e eu tenho certeza de que ele vai brigar comigo após ler isto e vai dizer que era SIM pra eu ter pedido pra ele comprar o livro porque escola pra ele é prioridade. E pra mim também é. Pelo menos era antes dessa loucura toda), e o pior de tudo isso é que a minha mãe nem sabe dessa história e se souber vai querer a minha cabeça.
Ai, Deus, Ai, Deus, Ai, Deus, Ai, Deus! O que eu estou fazendo com a minha própria VIDA? Eu estou me saindo um belo de um irresponsável, desse jeito como eu vou mostrar praquela pessoa que eu não sou um qualquer? Tenho de dar um jeito nisso, e JÁ! Vou começar a estudar melhor para Inglês e me preparar pra segunda chamada onde vou recuperar todos esses pontos! EU NÃO VOU DESISTIR AINDA!
Sinceramente, eu não sei se eu fico aliviado por ter faltado hoje e ter evitado a humilhação de não ter feito as atividades ou fico desesperado por ter perdido uma prova. EU NUNCA PERCO PROVA! Vou ter um colapso nervoso! AGORA! DEUS, ONDE ESTÁ A MINHA CEFALEXINA???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????
Vou usar de trapaça agora.
Só pra dizer que eu postei muita coisa no blog esse mês.
Vou colocar UM MONTE de letras e traduções!
huhuhu'

Antonio Fernandes.
~DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDX<




(ps: eu não sei o que essa vidente tem a ver eu não sei porque eu não sei, eu não sei porque ela tá aí só sei que ela tá aí e não me FAÇAM PERGUNTAS)
porque se vocês tivessem me OUVISTO...

Livros, Música e Etc...

Ai, ai, me custou desabafar assim. Acho que foi até engraçado. Bem, vamos falar de música e de livros agora, tudo bem? As cantoras que estão me fazendo a cabeça agora são.



Emilie Simon: Cantora francesa da qual eu sei pouco, mas que é a autora da trilha sonora do documentário A Marcha dos Pinguins e que tem uma voz maravilhosa e sabe cantar com toda a suavidade do coração dela. Adoro a Emilie e a música artística dela.
(Escute Desert é sexy The Frozen World é o marco do amor não correspondido e Flowers é representa a revolução feminina.)

Björk: tá legal, tem gente que acha ela estranha, mas é porque não veem realmente o lado artístico e expressivo e poético das músicas dela que sempre têm uma mensagem a passar sobre a natureza e o comportamento da raça humana. Ela é tão eclética e tão inspirada, e tão cult! Queria ser assim igual a ela.
(Unison é uma canção maravilhosa, poética e encantadora, me causa um florescer interno sem igual, além de Aurora e a instrumental Frosti)


Kate Nash: a Kate é minha companheira desde os 15 anos (ano passado ¬¬) sou o maior fã do humor seco das músicas dela, das batidas inovadoras (como as das cantoras citadas acima) e da voz incrivelmente romântica, macia e forte que ela tem. Ela consegue me emocionar em poucos versos. Kate Nash também é cult e é um símbolo cultural do cotidiano dos solteiros, como eu! KATE NASH MANDA! Ela é tão simples, mas tão encantadora e expressiva na voz, no modo dela de cantar e no jeito dela de se vestir. Isto é que é música.
(Made Of Bricks total, além do que a melhor música do CD é Nicest Thing que chega a me fazer chorar, e as outras, mais animadas e cheias de batidas me inspiram para escrever As Dellabóboras, cujo tema principal é Pumpkin Soup).


The Gossip: Tipo, poder lésbico total, a voz da Beth Ditto é uma humilhação, ela deixa qualquer gritinho dado em qualquer música no chinelo, ela é demais. Podem chamar ela de gorda safada, de lésbica de araque, de desavergonhada e de doida. Ela que tá é certa, tá vivendo a vida dela do jeito que ela quer, irreverente e chocante mesmo estando um pouquinho acima do peso, igualzinho a mim! BETH DITTO ROCKS! A voz dela é incrível, eu recomendo. E as críticas ao mundo hipócrita machista? Nossa, ela é demais.
(Estou baixando o último CD deles, o Songs For Men. Estou achando ótimo. Destaque para Heavy Cross onde ela mostra um pouquinho do seu poder)
Vão me condenar muito pelo que vem a seguir, mas...



Lady Gaga: Eu sei, eu sei, que venham os tomates. Mas tudo bem, eu gosto dela apesar de as músicas delas falarem só sobre sexosexosexosexosexosexosexosexosexosexosexosexosexo e dinheirodinheirodinheirodinheirodinheirodinheirodinheirodinheirodinheiro. Eu sou fã do estilo irreverente das roupas dela e do modo dela de chocar os outros. Ela gosta de chamar atenção. Eu gosto disso (nas outras pessoas, é claro), mas nunca dá pra saber se ela é ela mesma. Olha, tanto faz, o negócio é que a voz dela é boa e que ela passou praticamente a vida toda dela cantando em boates sujas com travestis e a voz dela é incrível e ela merece realmente uma chance. Ela é uma garota incrível apesar de pervertida, só precisa aprender a fazer as coisas do jeito certo, um dia ela aprende. Agora eu sei porque o Marilyn Manson gosta tanto dela...
(The Fame é o álbum de estreia dela, e na edição especial de disco duplo podemos ver o lado artístico dela nas músicas Brown Eyes, Again Again e Wonderful. Pra hora da sedução, I Like It Rough, porque Poker Face, Just Dance, Lovegame, Beutiful Dirty Rich e companhia acabaram ficando banalizados por aí de tanto serem compatilhados pelo bluetooth. Ah, se você quiser mesmo, escute Christmas Tree, mas não procure pela tradução dessa música se você não gostar de gente pelada embaixo das guirlandas).

Agora vamos aos livros e as mensagens que eles passam:


O Diário de Bridget Jhones, de Helen Fielding: o livro louquíssimo da vida problemática e cheia de acontecimentos impossíveis na vida dessa solteirona se resume apenas em um páragrafo: "Finalmente descobri o segredo da felicidade com os homens, e com grande pesar, raiva e enorme senso de humor, coloco esse segredo nas palavras de uma adúltera, cúmplice de um criminoso e celebridade:
- Querida, não diga 'O Quê', diga 'desculpe, o que disse?' e faça o que sua mãe mandar".

Princesa Para Sempre, de Meg Cabot: O último e emocionante volume da série de dez livros que vendeu milhões de cópias encabeçadas pelo livro de entrada, "O Diário da Princesa" que teve filme produzido pela Disney e estrelado por ninguém menos que Anne Hathaway, Mia Thermopolis, ou melhor dizendo, Vossa Alteza Real Princesa Amelia Mignonete Thermopolis Renaldo chega aos seus quase dezoito anos como... A rainha da mentira? Desde que ela encontrou um documento assinado pela Princesa Amelie que regeu a Genovia há séculos atrás, que libertava a Genovia da monarquia e implantava uma constituição, Mia está morrendo de medo de contar a verdade outra vez, pois como ela aprendeu ao longo dos nove livros passados, contar a verdade sempre acaba em confusão. Por este motivo, Mia escreveu seu primeiro livro, o romance "Liberte o meu Coração" em segredo, e está agora tremendo nas bases só de pensar em contar para alguém que a sua tese de conclusão do ensino médio não tem nada a ver com a extração do azeite de oliva na Genovia durante o período aproximado de 1257 - 1650.

Amanhecer, de Stephenie Meyer: ela é um gênio, mesmo não estando morta. A pequena Steph conseguiu arrebatar milhares de fãs com essa série incrível sobre o amor entre uma humana e um vampiro (hum...), amor perigoso este que pode acabar arruinando a vida de um dos dois, e como a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, Bella está em perigo frequentemente. A jovem Bella Swan de dezoito anos que se viu dividida entre a vida humana ao lado de um lobisomem e a vida eterna ao lado de um vampiro já fez a sua escolha, mas nunca imaginou em toda sua existência o que esta escolha poderia acarretar. Os Cullen estão em perigo e os Volturi estão de olho, precisa dizer mais? Sangue, muito sangue em Amanhecer. O final é lindo gente, com licença?

Moll Flanders, de Daniel Defoe: Este aqui é um clássico que conta a história da vida de uma mulher não muito sortuda, mas também nem um pouco santa. Quem lê a introdução acha a Moll uma bela de uma cachorra, mas ao ler e deparar com a história nua e crua da vida desta pobre mulher desafortunada, é impossível deixar de perceber que os fins justificam os meios, mais do que nós podemos pensar. Resumindo, ela casou, descasou, casou, descasou, casou, descasou, teve bem uns quinze filhos e... (eu parei aí, eu ainda estou lendo e por enquanto ela está em um incursão ao mundo do crime na Londres de 1600 e pouco).
Formaturas Infernais, de Meg Cabot, Stephenie Meyer, Michele Jaffe, Kim Parrison e Lauren Myracle: Uma reunião de contos incríveis e assombrosos capazes de deixar o cabelo de qualquer um de pé. Eu particularmente nunca, jamais fui muito chegado em formaturas, e este livro só fez essa minha desavença com a conclusão dos anos escolares aumentar. O livro é maravilhoso, destaque para o conto do Buquê de Flores que deixou o meu coração na mão no último segundo. Os contos nem sempre são tão assustadores, são divertidos e até mesmo comoventes. Esqueçam os vestidos esvoaçantes, os comes, os bebes, as músicas e a dança, prepare-se para o horror, monstros e criaturas das sombras em Formaturas Infernais. (Adoro quando a noite dos outros é arruinada! A minha nunca é boa ¬¬) Sem contar que as autoras são titãs da literatura contemporânea, nem precisa comentar.

As Crônicas de Nárnia - Volume Único, de C.S. Lewis - Ai. Meu. Deus. Precisa dizer mais? Todo mundo conhece Nárnia e sabe o quão encantador, mágico, exuberante e onírico é este mundo cheio de mistérios, segredos e seres místicos habitantes do imaginário dos nossos antepassados durante séculos e mais séculos. Nárnia é mais do que um clássico, é uma bíblia para qualquer escritor de ficção e fantasia. Eu tenho Lewis como inspiração, é um mestre para mim, e é impossível descrever Nárnia em um único parágrafo, pois parece tão, mas tão simples dizer que trata-se de um mundo mágico onde crianças podem viver aventuras inimagináveis ao lado de animais falantes e príncipes de países distantes combatendo contra feiticeiras e monstros que acaba deixando-se de lado e torna-se difícil decifrar as entrelinhas desta obra prima, que é recheada de lições, filosofia, ética, companheirismo e lealdade. Eu chorei no final. É um livro maravilhoso, com certeza, mas também, só para aqueles que tem a mente mais aberta e os olhos mais atentos às realidades que estão ao nosso redor e que são tão difíceis de se enxergar nos conturbados tempos atuais. Só tenho uma coisa a dizer, meus filhos lerão As Crônicas de Nárnia, porque não trata-se só de um livro fantasioso para crianças, mas sim um poço de sabedoria e despertar para o verdadeiro mundo. Este meu reles parágrafo é pobre e miserável perto do esplendor desta obra.
E é isso o que está na minha cabeceira e no meu ouvido estes últimos tempos.
Espero que tenham gostado.
Até mais.


Antonio Fernandes.
#3~
(ps: não coloquei mais imagens para ilustrar cada tópico porque tá tudo bugando aqui)

Depoimento Revoltado de Um Garoto Com Problemas Cármicos!


Eu sei, eu sei, não precisa me lembra disso. Eu sei que eu ando muito irresponsável ultimamente e que meu número de postagens vem diminuindo conforme o passar dos meses, mas ces’t la vie, mon chérry! A Rayanne vive me puxando a orelha por causa desse blog, aparentemente ela é a única que lê. Ela e a Naiara, eu acho. Eu espero, para falar a verdade. Quer dizer, se alguém estivesse lendo, deixaria um comentário, não é mesmo? Pois é! Vou resumir tudo o que aconteceu na minha vida desde a morte da Baby em uma única palavra: CAGADA.
Eu não sei como nem quando tudo isso aconteceu, mas sei que estou até o pescoço de problemas e preocupações, e sinceramente, não me incomodaria se o planeta entrasse em combustão instantânea ou entrasse numa nova era do gelo neste exato minuto em que escrevo isso. O fato é o seguinte, eu ando mal em inglês, e o pior de tudo é que eu esqueci que tinha uma página avaliativa de inglês no simulado de sábado passado e acabou que na pressa e no nervosismo eu me esqueci de fazer e acabei ficando sem nota e nem sei se assinei meu nome. A Sandra quer a minha cabeça.
Pra completar, eu decidi que iria participar de um concurso de romancistas e escritores de contos promovido pelo SESC, só que o livro tinha de ter o limite de 400 páginas, mas o meu não queria diminuir, não descia de 420, eu já estava entrando em desespero quando eu mexi, revirei, fiz macumba, e eu não sei mais de nada, sei que ajeitei a margem da folha e acabou que agora deu certinho, 400 páginas, graças ao edital do concurso que sugeriu (exigiu) a margem de 2,5. Eu fiquei tão feliz quando dei um jeito no livro pra ele caber no limite de páginas que quase chorei, por pouco não perdi as minhas já esgotadas esperanças. Torçam por mim nesse concurso, eu tenho de ganhar para que os outros parem de rir da minha cara e vejam que eu sou um escritor sério e não uma piada ambulante como pensa o pessoal da minha escola.
E eu preciso mostrar para certa pessoa o quanto eu sou inteligente. Se não posso conquistar na beleza, vou conquistar na inteligência. Mas duvido que isso vá adiantar alguma coisa. Hoje em dia ninguém mais quer saber de gente inteligente, só dos bombadinhos que andam de blusinha branca apertada, jogam basquete e usam óculos Ray-ban com o cabelinho espetado. Os garotos de hoje em dia são uns clones uns dos outros. E eu estou me lixando se o meu professor de inglês acha que eu sou uma mulher. Sei lá, mulheres são bonitas, e isso quer dizer que eu também sou, não é? E ALÉM DO MAIS EU POSSO ME CASAR COM UMA LÉSBICA! QUE SE DANE!
Bem, o que mais aconteceu na minha vida que eu posso tornar público? Meu mundo está girando em torno de uma paixão. E dou um doce para quem descobrir quem é. É melhor que não descubram. E por mim, se descobrirem não vai fazer diferença alguma, nós dois somos pessoas adultas que usamos do diálogo para nos comunicar e podemos sentar para termos uma conversa amigável sobre as nossas relações futuras como pessoas maduras e racionais que somos. Podemos decidir tudo isso na Santa Paz de Cristo. Ou não. E não estou nem aí se o pessoal da sala fizer piada da minha cara. Eu não ligo. O que eu sinto é real e palpável e não é nenhuma brincadeira, que fique bem claro, sou um homem adulto, responsável, independente e sério que merece respeito. o/
Ah, por mim...
Eu estou com uma vontade louca de jogar tudo pro ar. Subir numa cadeira bem no meio da sala de aula. E gritar para todo mundo ouvir. As minhas opiniões e o que eu tenho pra dizer. Algumas pessoas ali naquela sala de aula precisam de um pouco de verdade e uma dose bem forte de semancol. Eu estou com uma vontade louca de me revoltar. De dizer tudo o que sei e tudo o que eu penso. De não ter mais medo nem nada para esconder de ninguém. Doar de uma vez só todos os meus bens pra o Greenpeace, me converter ao budismo, dirigir um filme sobre a minha vida e nunca mais ter medo de falar o que penso.
Quero ser espontâneo e interativo, e nunca mais me preocupar com a droga da minha aparência ou a porcaria do meu peso ou do meu tamanho. Tenho vontade de mostrar o dedo pra todo mundo que me olha na rua e representar uma peça de teatro. Sei lá, é tudo porque eu sou tão pateta e ridículo e antiquado. Nunca saio de casa porque sou todo envergonhado, nunca beijei nem fiz aquilo porque eu não sei me comunicar com as pessoas usando as palavras, porque eu nunca falo o que tenho que falar na hora em que tenho que falar e sou todo atrapalhado. Tenho vergonha de chegar e falar praquela pessoa que eu gosto dela e pronto acabou-se, se gostou, ÓTIMO, se não, FODA-SE!
Gente, eu quero viver, é só isso!
Eu quero que as pessoas me vejam como eu sou de verdade e não fiquem se baseando na minha aparência e eu quero que as pessoas me admirem pelos meus talentos e esqueçam os meus defeitos porque elas já têm os delas para se preocuparem. Eu quero saber me comportar, eu quero parar de rir muito, eu quero que a Bia e o Pedro parem de dizer que eu sou o Senhor e coisas do gênero que é melhor não citar aqui.
SEI LÁ, TÁ LEGAL, EU TÔ REVOLTADO HOJE, TUDO BEM?
Eu tô até usando as minhas calças artísticas! Aquelas que parecem um balão de jeans cheio de bolsos, mas que são confortáveis e esvoaçantes e lembram aqueles pintores cultos que moram em apartamentos quase vazios de Nova York! Presente do meu pai, tá legal? EU adoro ela!
E quer saber do que mais? Pra mim já chega! Você gostou de mim? ÓTIMO! Se não, procure o Pedro que ele vai mostrar uma coisa que ele tem bem guardadinha e que você tem que enfiar bem no seu...



Antonio Fernandes.
Codinome FullMoon.
#3~